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Rio de Janeiro sai do estágio de crise depois de fortes chuvas

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O temporal, que provocou alagamentos e deslizamentos em vários pontos na semana passada, deixou dez mortos

Rio de Janeiro: cidade havia entrado no estágio na última segunda-feira (Ricardo Moraes/Reuters)

O Rio de Janeiro saiu do estágio de crise às 11h15 desta segunda-feira (15), depois de quase uma semana. A cidade havia entrado no estágio, que é o mais preocupante dos três níveis da Defesa Civil, às 20h55 da última segunda-feira (8), por causa das fortes chuvas daquele dia.

O temporal, que provocou alagamentos e deslizamentos em vários pontos na semana passada, deixou dez mortos, além de inúmeros carros danificados, árvores derrubadas, ruas inundadas e casas afetadas.

Chuvas deixaram rastro de destruição no Jardim Botânico, no Rio (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Devidos aos estragos causados pelas chuvas, o prefeito Marcelo Crivella decretou situação de calamidade pública.

O Rio está neste momento em estágio de atenção, que é o nível intermediário. Apesar disso, a cidade ainda espera uma chuva forte a partir da noite de hoje.

 

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Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, está com covid-19

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Além de Casagrande, os governadores do Rio de Janeiro, do Pará, de Alagoas, de Pernambuco e de Roraima já contraíram a Covid-19

Renato Casagrande: governador realizou testes para confirmar o quadro após sentir sintomas leves relacionados à infecção na sexta-feira (José Cruz/Agência Brasil)

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou nesta segunda-feira que testou positivo para o novo coronavírus.

Casagrande realizou testes para confirmar o quadro após sentir sintomas leves relacionados à infecção na sexta-feira.

“O governador vai ficar em isolamento em casa, seguindo as recomendações médicas”, informou nota divulgada pelo governo do Estado nesta segunda-feira.

A esposa do governador, Maria Virgínia Casagrande, também testou positivo para o vírus. Depois de ficar internada devido a um acidente vascular cerebral (AVC), ela começou a sentir dores no corpo e leve febre quando regressou à casa, acrescentou a nota.

Em uma rede social, o governador disse que manterá sua agenda remotamente.

“Estamos em isolamento e bem. Vamos manter nossas atividades por videoconferência e confiamos em Deus que tudo logo passará”, afirmou.

Além de Casagrande, os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC); do Pará, Helder Barbalho (MDB); de Alagoas, Renan Filho (MDB); de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); e de Roraima, Antonio Denarium (PSL), já contraíram a Covid-19, doença que já infectou ao menos 363.211 pessoas no país e matou 22.666, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

 

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Segunda cidade com mais mortes de covid-19 no RJ, Caxias reabre comércio

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Município da Baixada Fluminense tinha até esse domingo 1.184 casos confirmados do novo coronavírus, com 182 mortes

Enterro: coveiros preparam caixão de pessoa com suspeita de ter morrido de covid-19 em Duque de Caxias (Ricardo Moraes/Reuters)

Segundo município com maior quantidade de mortes por covid-19 no Estado do Rio e com índice de mortalidade pela doença de 15,3% em relação ao total de infectados, a cidade de Duque de Caxias afrouxou as normas de isolamento e reabriu seu comércio nesta segunda-feira, 25.

O município da Baixada Fluminense tinha até esse domingo 1.184 casos confirmados do novo coronavírus, com 182 mortes. Apesar da alta taxa de mortes pela doença, o prefeito de Caxias, Washington Reis (MDB), assegura que o afrouxamento das regras de isolamento é seguro.

Questionado sobre qual o embasamento para reabrir o comércio, o prefeito declarou à TV Globo que “é com base no dia a dia”, e acrescentou que o sistema de saúde do município está preparando para atender os infectados pela covid-19.

“Duque de Caxias, nós criamos uma infraestrutura de saúde, não é de hoje. Não foi por causa do coronavírus”, declarou Reis, afirmando ainda que o município ampliou sua rede de atendimento nos últimos 42 dias. O curioso é que o próprio Washington Reis foi diagnosticado com covid-19 em abril, mas preferiu se tratar em um hospital particular na zona sul do Rio.

O decreto que autoriza a reabertura geral do comércio impõe algumas regras. Entre elas está a exigência aos clientes para que utilizem máscaras. Os comerciantes, por sua vez, devem fornecer os equipamentos de proteção aos funcionários, disponibilizar álcool em gel e limitar o atendimento ao público a 30% da capacidade de lotação.

 

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Nas favelas do Rio, 20% das mortes por coronavírus acontecem em casa

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Pesquisa da ONG Viva Rio e da MN Estatística mostra que 8,8% dos domicílios já tiveram pelo menos um infectado e destaca falta de assistência médica

Covid-19: dos doentes que morreram sem assistência médica, 11,9% moravam na Baixada e 11,6% na capital (picture alliance / Colaborador/Getty Images)

Uma pesquisa da ONG Viva Rio e da MN Estatística revela que, nas comunidades e periferias fluminenses, os efeitos da Covid-19 são agravados pela falta de assistência de saúde. Do total de vítimas fatais do novo coronavírus nessas áreas, 20% morreram em suas próprias casas e, destas, 75% sequer procuraram ajuda médica. Em todo o estado, segundo boletim divulgado neste domingo, dia 24, já são 3.993 mortes pelo coronavírus, com 37.912 infectados, 3.379 a mais que no sábado.

Já nas regiões abrangidas pela pesquisa, os dados — coletados entre 9 e 16 de maio, a partir do cadastro de 32.037 famílias que recebem cestas básicas do projeto SOS Favela em 332 comunidades e 29 municípios — mostram que há pelo menos um caso de pessoa infectada em 8,8% dos domicílios.

Dos doentes que morreram sem receber assistência médica, 11,9% moravam na Baixada, 11,6% na capital, 9,5% em São Gonçalo, 3,3% em Niterói e 3,1% no interior. Ainda de acordo com o levantamento, metade dos moradores de favelas e periferias da capital e da Baixada vivenciou a morte de pessoas próximas com suspeita de coronavírus. E, considerando também os casos que não resultaram em morte, foi possível verificar que 75,5% dos contaminados não buscaram atendimento em unidades de saúde públicas.

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No Brasil, só um em cada três pacientes graves de covid-19 sobrevive

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A mortalidade dos pacientes com covid-19 entubados é de 66% no Brasil, percentual muito alto quando comparado aos internacionais

Coronavírus: taxa de mortalidade reflete as precariedades do sistema de saúde do Brasil, dizem especialistas (Silvio AVILA/AFP)

Apenas um em cada três pacientes graves de covid-19 que são entubados nas UTIs brasileiras se recupera e consegue voltar para casa. A mortalidade desses doentes é de 66%, um número muito alto quando comparado aos internacionais. Segundo especialistas, o porcentual reflete as precariedades do sistema de saúde do País e, eventualmente, o uso indiscriminado de medicamentos sem benefícios comprovados cientificamente, como a cloroquina.

A conclusão é de um levantamento do Projeto UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e do Epimed – uma ferramenta de análise de dados e desempenho hospitalar. A coleta de informações foi feita entre os dias 1º de março e 15 de maio em 450 hospitais em todo o Brasil, envolvendo 13.600 leitos de terapia intensiva – o que equivale a cerca de um terço das vagas para adultos nessas unidades.

Os pacientes mais graves são aqueles que estão internados em uma unidade de terapia intensiva e demandam apoio de ventilação mecânica para continuar respirando. Por isso, a mortalidade desses doentes é forçosamente alta em qualquer lugar do mundo. No Reino Unido, por exemplo, é de 42%, e, na Holanda, chega a 44%. Um outro estudo, restrito à cidade de Nova York, revelou um porcentual ainda mais alto, de 88%.

“A mortalidade geral na UTI é de 21%, entretanto, entre a população de pacientes mais graves, chega a 66%”, compara o coordenador do Projeto UTIs Brasileiras, o médico intensivista Ederlon Rezende. “Ou seja, de cada três pacientes que vão para a ventilação mecânica, apenas um sobrevive. Essa doença não é uma gripezinha.”

O também médico intensivista Jorge Salluh, pesquisador do IDOR e fundador da Epimed Solutions, concorda com o colega e especula sobre as razões da mortalidade tão alta. “Este porcentual é muito alto para qualquer doença, qualquer estatística, é um número assustador”, diz. “Eu não tenho esses dados, é uma inferência, mas o que parece é que estamos esquecendo de medidas de prevenção adotadas nas UTIs. O uso de tratamentos experimentais, como a cloroquina e outras substâncias, todas igualmente com poucas evidências, podem ser um fator. Intervenções farmacológicas não comprovadas aumentam o risco de morte por efeitos colaterais”, comenta.

Os dados das UTIs são levantados a partir de questionários respondidos diariamente sobre os pacientes (como sexo e idade) e os procedimentos adotados. Os medicamentos ministrados não constam do levantamento. “Pessoalmente, acho que o uso da hidroxicloroquina tem prejudicado nossos pacientes, principalmente aqueles que evoluem com a forma grave da doença e vão para as UTIs”, afirmou Rezende. “Mas estes dados não nos permitem afirmar isto”, completa.

A infectologista da Unicamp Raquel Stucchi tem opinião semelhante. “Pelos estudos com pacientes graves já publicados, sabemos que a cloroquina aumenta o risco de efeitos adversos e morte. Mas não dá para inferir isso para o Brasil enquanto não soubermos quem usou e quem não usou a droga.”

Curiosamente, essa mortalidade é similar nas unidades privadas (65%) e públicas (69%). Uma das razões pode vir do próprio perfil do universo pesquisado. Foram 322 hospitais privados e 128 públicos. Os especialistas, no entanto, levantam outras hipóteses. “Em geral, o paciente dos hospitais privados são menos graves que os dos públicos; como a rede privada tem mais leitos disponíveis, ela é mais flexível no critério de admissão em UTIs”, explica Rezende. “Mas quando olhamos a mortalidade de um subgrupo muito específico, essa comparação é mais correta e vemos que a mortalidade é parecida.”

Os especialistas lembram que os hospitais que participam do levantamento tendem a ser os mais bem organizados, o que pode levar a um retrato mais otimista da realidade. “Temos de olhar para esses dados com a ideia de que sejam melhores do que o do nosso mundo cão, em hospitais que não estão organizados e já apresentam o sistema colapsado”, diz o especialista.

Um outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a faixa etária dos pacientes de covid-19 internados em UTIs. Quarenta e um por cento têm menos de 65 anos. O porcentual é ainda mais alto (51%) entre os internados por síndrome respiratória de caráter infeccioso – condição que pode indicar casos não diagnosticados de coronavírus. “Definitivamente, esta não é uma doença de velhinhos”, afirmou Rezende.

A grande maioria dos internados em UTIs com covid-19 (71%) ou síndrome respiratória (75%) apresenta alguma comorbidade, como problemas cardíacos, diabetes e obesidade. “Ainda assim, é bom ressaltar que cerca de 30% não tinham nada”, lembrou o coordenador do levantamento. “Ou seja, a doença pode afetar qualquer pessoa.”

Outro dado confirmado pelo levantamento é que o tempo de permanência nas UTIs por covid-19 é bem acima da média de outras condições, chegando a dez dias. “As internações são mais longas do que a média na terapia intensiva, que é de seis a oito dias”, explicou Salluh. “Além de serem muitos pacientes em situações muito graves, eles ficam muito tempo na UTI e o giro de leito fica bastante restrito.”

A taxa de ocupação das UTIs revelada por esse levantamento já é alta: 88% na rede pública e 74% na rede privada. No entanto, os especialistas acham que estes números já estão subestimados. “O nosso levantamento começou no início da epidemia; tem aí um momento bom”, afirmou Rezende. “Hoje, os porcentuais já estão acima disso, com o sistema já colapsado. Provavelmente os próximos 30 dias serão mais difíceis.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Megaferiado em São Paulo entra no último dia. Funcionou?

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Mudanças no calendário de folgas para deter a pandemia do coronavírus também são adotadas em Sergipe, Ceará e Bahia

São Paulo: a expectativa era de que o índice de isolamento social chegasse a 55% com os dias de feriado (Eduardo Frazão/Exame)

Um dia depois de os Estados Unidos anunciarem a proibição de voos vindos do Brasil, o megaferiado em São Paulo tem hoje seu último dia, com a antecipação do feriado estadual de 9 julho. Ao todo, foram seis dias de parada com o objetivo de reduzir a circulação da população e diminuir a propagação da covid-19.

Até agora, os dados divulgados mostram que o objetivo não foi alcançado. A expectativa era de que o índice de isolamento social chegasse a 55% com os dias de feriado. No sábado, 23, no entanto, a taxa na capital havia atingido 53%, um ponto percentual acima ao sábado anterior.

A antecipação de feriados foi a medida mais recente que o governo do estado de São Paulo e a prefeitura da capital paulista adotaram para forçar a população a ficar em casa. Antes, um severo esquema de rodízio havia sido adotado para, passada uma semana, ser abandonado em razão da lotação provocada no transporte público.

Com o baixo resultado obtido com o megaferiado, a possibilidade de lockdown volta ao debate. O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse na semana passada que na quarta-feira, 27, a prefeitura deverá anunciar se irá impor um bloqueio total na cidade, onde foram contabilizados 45.527 infectados e 3.534 mortos.

Outros estados têm adotado estratégias semelhantes de mudanças no calendário. Em Sergipe, a antecipação de feriados começou na sexta-feira, 22, com a transferência da data da emancipação política do estado, comemorado no dia 8 de julho. Na segunda-feira, dia 25, foi a vez do São João em Aracaju, que costuma ser celebrado em 24 de junho.

Salvador e outras nove cidades da Bahia também terão feriados estaduais e municipais antecipados ao longo da semana. Entre a segunda, 25, e sexta-feira, 29, será feriado prolongado em Salvador, Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Jequié, Lauro de Freitas, Candeias, Ipiaú e Camaçari.

No Ceará, o governador Camilo Santana (PT) decidiu no domingo, 24, antecipar os feriados de Corpus Christi e Nossa Senhora da Assunção para os dias 27 e 28 de maio.

Com mais de 360 mil contaminados no Brasil pelo coronavírus, o tradicional calendário gregoriano é o que menos importa hoje em dia.

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Casa de repouso é interditada em São Paulo após surto de coronavírus

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Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus

Coronavírus: moradores da casa de repouso foram transferidos entre os dias 18 e 19 de maio (Yulia Shaihudinova/Getty Images)

Uma casa de repouso foi interditada esta semana pela Vigilância Sanitária no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus. Entre os funcionários, há quatro casos confirmados e outros cinco suspeitos, além de um óbito em investigação. Os residentes foram transferidos para unidades de saúde e casas de familiares entre os dias 18 e 19 de maio.

O espaço, que funcionava há cinco anos, já estava em processo de interdição por “irregularidades físicas, higienização precária e denúncias de negligência”, segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde. Em uma entrevista à TV Globo, uma funcionária que não quis se identificar informou que os equipamentos de proteção eram reutilizados.

A proprietária do espaço, Regina Anis, disse que à emissora que quando a pandemia começou pediu para os funcionários economizarem o material, já que eles não estavam à venda nas farmácias.

No interior de São Paulo, já são 29 o número de idosos residentes em asilos que morreram após contrair a doença. Em todo o Estado, são quase 600 centros de acolhimento públicos ou conveniados, abrigando cerca de 20 mil idosos. O maior número de mortes aconteceu em Piracicaba, onde 13 idosos morreram com a doença em dois asilos.

O Estadão não conseguiu contato com os responsáveis pela casa de repouso.

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