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Rio de Janeiro sai do estágio de crise depois de fortes chuvas

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O temporal, que provocou alagamentos e deslizamentos em vários pontos na semana passada, deixou dez mortos

Rio de Janeiro: cidade havia entrado no estágio na última segunda-feira (Ricardo Moraes/Reuters)

O Rio de Janeiro saiu do estágio de crise às 11h15 desta segunda-feira (15), depois de quase uma semana. A cidade havia entrado no estágio, que é o mais preocupante dos três níveis da Defesa Civil, às 20h55 da última segunda-feira (8), por causa das fortes chuvas daquele dia.

O temporal, que provocou alagamentos e deslizamentos em vários pontos na semana passada, deixou dez mortos, além de inúmeros carros danificados, árvores derrubadas, ruas inundadas e casas afetadas.

Chuvas deixaram rastro de destruição no Jardim Botânico, no Rio (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Devidos aos estragos causados pelas chuvas, o prefeito Marcelo Crivella decretou situação de calamidade pública.

O Rio está neste momento em estágio de atenção, que é o nível intermediário. Apesar disso, a cidade ainda espera uma chuva forte a partir da noite de hoje.

 

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Defesa quer anulação da confissão do filho de Flordelis na morte de pastor

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O advogado Anderson Rollemberg, que defende o filho biológico da deputada, Flávio dos Santos, disse que seu cliente contou não ter confessado o crime

A defesa dos dois filhos da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) deve pedir a transferência de seus clientes, Flávio dos Santos, 38 anos, e Lucas dos Santos, 18 anos, para um presídio e pode solicitar a anulação dos depoimentos prestados à polícia.
Os dois estão com a prisão temporária decretada por 30 dias pela Justiça, mas permanecem detidos na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo desde o dia seguinte ao assassinato do pastor Anderson do Carmo, 41 anos, registrado na madrugada do último dia 16.
O advogado Anderson Rollemberg, que defende o filho biológico de Flordelis, Flávio dos Santos, disse que seu cliente contou não ter confessado o crime. Questionado pela imprensa se poderia pedir a anulação do depoimento, o advogado respondeu: “Não tenha dúvida”.
“Ele falou pra mim que não confessou. Não existe confissão. A autoridade diz que houve confissão, mas [ele] disse pra mim que não confessou [o crime]”, justificou. Rollemberg também contesta o vídeo que a polícia diz ter gravado com a confissão de Flávio sobre o assassinato. “Vocês viram o vídeo? Eu não vi o vídeo”.
“Se ela [a confissão] existe, eu estou dizendo desde já que ela não é idônea. Quem nos garante que ele [Flávio] assinou [o depoimento] de livre e espontânea vontade”, questionou. Ele afirma também que Flávio não prestou depoimento formal à polícia.
Já Flávio Creller, advogado do filho adotivo de Flordelis, garantiu que, até agora, não teve acesso ao inquérito policial e que o documento só será disponibilizado à defesa depois que todos os filhos de Flordelis prestarem depoimento.
Creller informou que também vai pedir a transferência de seu cliente, em conjunto com o advogado de Flávio, para a Cadeia Pública de Benfica, na zona norte do Rio.
Segundo ele, os dois acusados estão “abalados, consternados, não têm informação do que está acontecendo com eles, que ficam isolados na delegacia”.

Depoimentos

Além de Flordelis, que presta depoimento à polícia na condição de testemunha, cerca de 25 pessoas, entre filhos e parentes, estão sendo ouvidas em salas separadas na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.
A tomada de depoimentos não tem hora para encerrar. Flordelis já confirmou que falará, nesta terça-feira (25/6), com jornalistas sobre o assassinato de Anderson.
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Lei que proíbe sacolas plásticas começa a valer amanhã no Rio

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O estado carioca consome por ano mais de 4 bilhões de toneladas de plásticos. Nova regra começa a valer nesta quarta-feira (26/6) para grandes empresas. Pequenas e micro terão mais seis meses

Os supermercados do Rio de Janeiro estarão proibidos, a partir de amanhã (26/6), de oferecer sacos ou sacolas plásticas descartáveis aos clientes. De acordo com a Lei Estadual nº 8.006/18, publicada no dia 25 de junho do ano passado, os estabelecimentos deverão oferecer sacolas confeccionadas com materiais recicláveis ou biodegradáveis. A determinação começa a valer nesta quarta-feira para grandes empresas. As pequenas e micro terão mais seis meses para se adaptar.

Para ajudar na conscientização da sociedade sobre o malefício que as sacolas plásticas trazem para o meio ambiente e incentivar a mudança de hábito no consumidor, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) lançou hoje (25/6) a campanha Desplastifique Já!
O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, afirma que a maioria dos supermercados vai cobrar pela sacola biodegradável “como forma de desincentivar o consumo”. Ainda segundo ele, a lei não determina
A partir de amanhã as sacolas plásticas brancas, convencionais, não estarão mais nas nossas lojas e serão substituídas por sacolas compostas por, no mínimo, 51% de recursos renováveis, como a cana-de-açúcar, com resistência de 4kg, 7kg ou 10kg, e que suportarão de 20 a 50 idas ao supermercado. Mas faço um apelo: adote uma bolsa para ir ao supermercado, de lona, de ráfia, essa é a solução”.
Segundo Queiróz, como parte da campanha educativa e regra de transição, os associados fizeram um acordo e irão ceder aos consumidores, de forma gratuita, as primeiras duas sacolas feitas de material reciclável durante o período de seis meses. “As sacolas novas terão capacidade de ir e voltar aos supermercados de 20 a 50 vezes, não há mais motivos para colocar duas sacolas numa só compra, para toda compra consumir sacolas plásticas. O importante é a redução do consumo desse item”.
Ele acredita que, com isso, seja possível oferecer mais promoções aos consumidores. “A partir de amanhã, somente quem usar a sacola plástica pagará por ela, e isso tira do nosso custo operacional, fazendo com que a gente tenha mais promoções nas nossas lojas. O consumidor pode esperar mais promoções porque o custo com as sacolas plásticas reduzirá”.

Nova proposta

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou novo regramento sobre a questão, mas o texto ainda aguarda sanção do governador Wilson Witzel.

O projeto de lei nº 69/19, de autoria do deputado Carlos Minc, prevê o recolhimento das sacolas descartáveis dos estabelecimentos comerciais, na proporção de 40% no prazo de um ano, e a substituição delas por outras que sejam compostas de pelo menos 51% de material de fonte renovável, como o bioplástico produzido de cana-de-açúcar ou milho.

O estado do Rio de Janeiro consome 4 bilhões de sacolas plásticas por ano.

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CPI de Brumadinho tem depoimentos contraditórios sobre explosões antes de tragédia

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Um funcionário da Vale e outro terceirizado da empresa prestaram depoimentos contraditórios à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre detonação de explosivos na mina em Brumadinho no dia do rompimento da barragem da empresa, que ocorreu em 25 de janeiro deste ano. Cinco meses depois do desastre, os bombeiros contabilizam 246 mortos na tragédia. Outras 24 pessoas seguem desaparecidas.

Relatório emitido pela empresa Tüv Süd no ano passado, em documento que atestou a estabilidade da barragem que acabou se rompendo, se posicionava pela proibição de detonações no complexo. As explosões fazem parte do processo de produção de empresas do setor, quando o minério está muito compacto, máquinas não conseguem realizar a extração. As detonações, então, são feitas para facilitar o trabalho nas minas. Um funcionário da Tüv Süd, Denis Valentim, conseguiu habeas corpus e não foi ouvido pela CPI.

No depoimento à comissão, nesta segunda-feira, 24, o funcionário terceirizado da Vale, Eiichi Pampulini Osawa, mecânico de máquinas pesadas, disse que no dia do rompimento trabalhava próximo à mina na manutenção de um trator. À Polícia Civil, em interrogatório confirmado à CPI, Osawa, que foi à comissão sem advogado, afirmou ter visto uma detonação na mina entre 12h20 e 12h40 do dia 25. A ruptura da barragem ocorreu às 12h28.

O depoente disse não saber se a detonação ocorreu antes ou depois de a barragem cair. “Vi a explosão e, quando desci (chegou próximo à área atingida pela lama), a represa tinha rompido”, afirmou.

Blaster (profissional que trabalha com aplicação de explosivos) da Vale, Edmar de Resende, que prestou depoimento ao lado de advogado contratado pela mineradora, afirmou ter feito uma detonação na mina às 13h33 do dia 25, portanto, pouco mais de uma hora depois do rompimento da barragem. Resende apresentou um vídeo que, conforme o funcionário, foi feito da explosão no dia, com etiqueta mostrando data e horário.

O funcionário relatou que a previsão era de que o horário previsto para a detonação era por volta do meio dia, mas que a operação atrasou. Resende disse ainda que ficou sabendo do rompimento da barragem pelo rádio, no horário em que ocorreu. A partir daí, conforme o empregado da Vale, sem receber qualquer orientação da mineradora, passou a avaliar, com colegas que tinha ao lado, se ativaria ou não os explosivos, que já estavam aplicados. Decidiu, então, por conta própria, fazer a detonação às 13h33. “Não sei o que o levou (o funcionário terceirizado) a achar que a detonação ocorreu às 12h20”, afirmou Resende.

Ocorreu ainda entre os dois divergência sobre a distância entre o local da detonação e a barragem. Conforme o funcionário da empresa terceirizada, um quilômetro separavam as duas áreas. Segundo o empregado da Vale, este espaço é maior, de aproximadamente quatro quilômetros. A assessoria da CPI, durante a sessão, disse que a distância é de 1,3 quilômetro

Horário

Segundo o funcionário terceirizado da Vale, as detonações normalmente aconteciam na hora do almoço. No depoimento, o empregado contratado da mineradora afirmou que, no dia 25, não houve detonações no complexo antes da realizada às 13h33.

Ambos foram interrogados na condição de testemunhas. O blaster afirmou aos deputados que em momento algum foi repassado pela empresa orientações sobre a não realização de detonações, conforme previsto no relatório da Tüv Süd.

Resende disse ter um relatório sobre detonações feitas em dias anteriores ao rompimento, e que entregou as informações a um engenheiro da Vale chamado Elon Figueiredo. Deputados da CPI vão colocar em votação requerimento para ter acesso ao documento.

A Vale emitiu dois posicionamentos sobre os depoimentos do empregado e do funcionário terceirizado à CPI. No primeiro, às 20h32 desta segunda, disse que “a ocorrência de detonações é inerente às atividades de mineração. No relatório emitido pela TUV SUD em junho/18, não existe a recomendação expressa de paralisação das operações das minas. Essas detonações, portanto, eram realizadas de forma monitorada na cava das minas de Córrego do Feijão e de Jangada, estando de acordo com as recomendações da auditoria. A legislação não estabelece distância mínima. Se houvesse necessidade de interromper as operações nas minas de Córrego do Feijão e de Jangada, isso teria sido recomendado pela auditoria”.

No segundo posicionamento, às 21h06, disse: “não temos registros de detonações feitas pela Vale na manhã do dia 25, e as recomendações da Tüv Süd eram conhecidas e consideradas pela área operacional geotécnica na execução das atividades no complexo”.

A barragem de rejeitos que se rompeu, chamada B1, estava, conforme informações da Vale, paralisada e em processo de descomissionamento. A mina do complexo seguia em operação mas com a produção sendo feita no modo a seco – que não necessita de reservatório para descarte do rejeito.

As operações de resgate de corpos em Brumadinho, conforme o último relatório dos bombeiros, divulgado nesta segunda-feira, mostra 134 bombeiros, dois cães e um drone distribuídos em 20 frentes de trabalho na região.

*Com Estadão Conteúdo

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