A Receita Federal anunciou que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 239,384 bilhões em setembro, o maior valor registrado para esse mês desde o ano 2000. Essa quantia representa um aumento real de 5,62% em comparação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação.
O valor arrecadado ficou muito próximo à mediana esperada pelo mercado financeiro, segundo pesquisa do Projeções Broadcast, que previa R$ 239,640 bilhões para setembro, após a arrecadação de R$ 235,566 bilhões em agosto. As previsões variaram entre R$ 235 bilhões e R$ 256 bilhões.
O imposto de renda das pessoas jurídicas (IRPJ) e a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) somaram R$ 29,82 bilhões, representando crescimento de 1,06% em relação a setembro de 2025. O imposto retido na fonte sobre rendimentos de capital (IRRF) arrecadou R$ 12,061 bilhões, um aumento real de 9,87%, impulsionado pela tributação de dividendos a partir de 2026 e pelo crescimento nominal de 9,68% nas aplicações de renda fixa para pessoas físicas e jurídicas.
A receita proveniente da contribuição previdenciária atingiu R$ 64,588 bilhões, com crescimento de 6,18% em relação a setembro do ano anterior. Esse desempenho reflete o aumento de 1,72% na massa salarial de agosto de 2026 comparado a agosto de 2025, além do crescimento real de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional.
Já o imposto sobre operações financeiras (IOF) apresentou queda real de 9,06% em relação a setembro de 2025, arrecadando R$ 8,041 bilhões.
O imposto de exportação sobre petróleo somou R$ 2,943 bilhões no mês. A alíquota de 12% foi criada pelo governo para assegurar o abastecimento de petróleo no País durante o conflito no Oriente Médio. No acumulado do ano, a arrecadação desse imposto chega a R$ 12,869 bilhões.
Esses dados indicam um cenário positivo para as finanças públicas, refletindo o desempenho da economia nas diferentes áreas de arrecadação.

