A arrecadação de impostos federais até setembro de 2026 alcançou R$ 2,351 trilhões, um crescimento real de 6,97% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta quinta-feira, 22.
Esse volume representa o maior valor já registrado para o período desde o ano 2000.
De acordo com o relatório, o crescimento se deve principalmente à Receita Previdenciária, que somou R$ 575,925 bilhões, com aumento real de 5,16% impulsionado pelo crescimento da massa salarial em 3,27% e pela alta de 5,95% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário entre janeiro e setembro de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior.
Também houve um aumento de 16,22% nas compensações tributárias referentes a débitos da receita previdenciária quando comparado a setembro de 2025.
O Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) registraram R$ 444,238 bilhões, crescimento real de 5,76%. Esse resultado foi influenciado pelo aumento de 9,19% na arrecadação do lucro presumido, 2,72% na estimativa mensal e 19,46% na arrecadação da declaração de ajuste referente a fatos de 2025.
Houve uma arrecadação atípica de R$ 23,869 bilhões no período acumulado, dividida entre R$ 11 bilhões referentes ao IRPJ e CSLL e R$ 12,869 bilhões do Imposto de Exportação de petróleo.
Os tributos PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 466,555 bilhões, com crescimento real de 4,10%, refletindo o aumento de 1,81% nas vendas e 1,95% nos serviços entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, além da recuperação de setores como o Perse e petróleo, e bom desempenho dos segmentos automotivo, elétrico, de gás, financeiro e do Simples Nacional.
Além disso, as compensações tributárias cresceram 9,94%, influenciadas por desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) recolheu R$ 75,750 bilhões, apresentando salto real de 19,49%, resultado também da elevação da alíquota em junho de 2025.
O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre Rendimentos do Capital (IRRF) arrecadou R$ 131,151 bilhões, crescimento real de 5,76%, impulsionado por elevações nominais significativas na arrecadação de diversos segmentos de renda fixa.
Em 2025, o Congresso aprovou aumento gradual da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para fintechs, que passará de 9% para 12% até o fim de 2027 e depois para 15% a partir de 2028, enquanto o setor bancário paga 20%.
Essas mudanças e a redução de benefícios fiscais em 10% têm impacto importante na receita arrecadada.
Estadão Conteúdo.

