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Economia

Raízen oferece opção para credores receberem 20% da dívida apenas em 2047

Reprodução

Os credores da Raízen têm até 3 de dezembro para escolher como preferem receber o valor que a empresa deve. A Raízen divulgou esse cronograma em documentos entregues ao Tribunal de Justiça de São Paulo e à Comissão de Valores Mobiliários.

Os credores podem optar por uma das três opções apresentadas em um formulário enviado pela empresa.

A primeira opção permite trocar a dívida por uma combinação de novos títulos e ações da Raízen. Para cada R$ 1 devido, o credor receberá R$ 0,374 em novas debêntures, R$ 0,176 em títulos de dívida da Raízen Energia — que é uma nova empresa criada a partir da Raízen — e R$ 0,45 em ações.

A segunda opção é receber 80% do valor da dívida em uma única parcela apenas em 31 de março de 2047, ou seja, com um desconto de 20%. Se o credor não responder até o prazo, essa opção será escolhida automaticamente para ele. É possível antecipar essa data mediante negociação entre as partes.

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A terceira opção, destinada a credores com dívidas menores, permite receber 75% do valor em dinheiro, limitado a R$ 9.750 por título, até o total de R$ 150 milhões. Caso essa opção não seja integralmente paga, o saldo será transferido para a primeira opção de pagamento.

Após o prazo para escolha, a decisão será definitiva. Credenças nacionais devem se inscrever até as 19h do dia 3 de dezembro de 2026, e credores internacionais, até as 17h no horário de Nova York do mesmo dia.

Em 10 de dezembro, será o último dia para os credores enviarem informações adicionais, sem possibilidade de alterar a escolha feita.

A Raízen teve seu plano de recuperação aprovado pelos acionistas recentemente. A empresa anunciou um aumento de capital que pode chegar a R$ 43,3 bilhões, com aporte da Shell no valor de R$ 3,5 bilhões. Para permanecer no conselho, o empresário Rubens Ometto deverá investir R$ 500 milhões via fundo Aguassanta, enquanto a participação da Cosan será reduzida.

Está prevista uma reunião do conselho para discutir essa nova capitalização na próxima sexta-feira, dia 6.

O plano de recuperação envolve a reestruturação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas, aprovado com 81,6% do apoio dos credores. Esta reestruturação inclui a venda de ativos e a divisão da empresa em duas partes: a Raízen S.A., responsável pela distribuição de combustíveis e lubrificantes, e a Raízen Energia, que cuidará da produção e venda de etanol, açúcar e bioenergia.

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