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Aconteceu

Psicóloga afirma ter recebido pedidos para não contratar petistas

Reprodução / Redes sociais

Um vídeo publicado pela psicóloga Mara Suassuna, natural de Goiás, gerou grande repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira (26/10). Ela revelou que recebeu várias mensagens de empresários interessados em contratar novos colaboradores sem vínculos com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo a psicóloga, a orientação para as contratações não está ligada à ideologia política, mas a valores pessoais. “Recebi telefonemas e mensagens de empresários solicitando que a seleção considerasse como critério a não ligação com o PT. Isso não é sobre política, e sim sobre valores”, explicou.

Mara Suassuna comanda uma empresa especializada em recursos humanos, focada na prospecção e seleção de funcionários. Ela ressaltou que esses valores são essenciais para que as escolhas sejam feitas corretamente. “É importante que empresários e líderes contratem pessoas que compartilhem os mesmos valores”, afirmou.

A psicóloga também compartilhou seu sentimento após as recentes eleições. “Foi difícil superar os sentimentos de tristeza, revolta e desânimo com o futuro do Brasil”, declarou. Após o vídeo ganhar atenção, ela decidiu fechar seu perfil no Instagram.

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Posição do Conselho Regional de Psicologia

O Conselho Regional de Psicologia da 9ª Região (CRP-09) manifestou-se contra a utilização de critérios político-partidários em processos de seleção profissional. Em nota, o órgão repudia qualquer forma de discriminação que impeça o acesso ao trabalho, incluindo a discriminação por convicções políticas.

O CRP-09 afirmou que essa prática não é permitida pela Constituição Federal, pela Convenção nº 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Lei nº 9.029/1995. O código de ética dos psicólogos também orienta que a seleção deve basear-se apenas em critérios técnicos, sem avaliar orientações políticas ou ideológicas dos candidatos.

“O conhecimento psicológico não deve ser usado para justificar a exclusão de pessoas”, destacou o conselho.

Diante dos fatos, o CRP-09 informou que irá tomar as medidas necessárias para apurar a situação, seguindo as normas para procedimentos disciplinares, que são mantidos em sigilo para garantir os direitos das partes envolvidas.

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