Daniela Fichino, advogada e diretora-adjunta da organização Justiça Global, morreu no domingo (25/10), aos 43 anos. A causa da morte não foi divulgada. Daniela ajudou casos importantes desde 2014 e, em 2023, assumiu a direção-adjunta da Justiça Global. Ela também trabalhou como assistente de acusação no processo dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.
A morte de Daniela recebeu homenagens de várias instituições, como o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o PSol do Rio de Janeiro. O MDHC valorizou seu trabalho em defesa dos direitos humanos e a solidariedade às comunidades que acompanhava.
O PSol do Rio de Janeiro ressaltou a trajetória de Daniela, conhecida como Dani Fi, destacando sua defesa dos direitos humanos, da justiça social e ambiental e seu combate à violência. Anielle Franco, deputada federal e irmã de Marielle Franco, prestou homenagem, lembrando a amizade e colaboração que teve com Daniela.
Quem foi Daniela Fichino
Daniela Fichino era formada em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possuía mestrado em direito e desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e cursava doutorado em teoria e filosofia do direito na UERJ.
Durante sua carreira, Daniela dedicou-se à promoção e defesa dos direitos humanos em casos graves no Brasil e em iniciativas internacionais. Atuou em processos importantes, como o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, o caso da explosão da fábrica de fogos em Santo Antônio de Jesus, Bahia, e questões ligadas ao Complexo Penitenciário do Curado, em Pernambuco.
Além disso, trabalhou em casos das Mães de Cabo Frio, das comunidades quilombolas de Alcântara no Maranhão, e ela esteve envolvida em investigações como a operação Contenção, no Rio de Janeiro.


