Daniela Fichino, diretora-adjunta da Justiça Global, faleceu aos 43 anos no domingo (25/10). Ela será velada nesta terça-feira (27/10), no Cemitério da Penitência, no Rio de Janeiro, a partir das 13h15, com cremação prevista para as 15h15. A causa da morte não foi divulgada.
Daniela integrava a Justiça Global desde 2014, coordenando inicialmente a área de Justiça Internacional antes de assumir a direção-adjunta em 2023. Ela também atuou como assistente de acusação no processo contra os autores dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.
A notícia da morte de Daniela Fichino gerou manifestações de pesar de diversas instituições, incluindo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e o PSol do Rio de Janeiro.
Em nota, o MDHC ressaltou a contribuição de Daniela para as lutas sociais, a defesa dos direitos humanos e seu compromisso com uma sociedade mais justa, democrática e igualitária, além de manifestar solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho.
O PSol do Rio lembrou o trabalho dela como assessora da vereadora Marielle Franco e do deputado Tarcísio Motta, destacando sua atuação na defesa de pessoas ameaçadas e na luta por justiça socioambiental e climática.
A deputada federal Anielle Franco também prestou homenagem a Daniela, destacando sua amizade e a parceria nas batalhas por direitos humanos.
Formada em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Daniela Fichino possuía mestrado em direito e desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e estava cursando doutorado em teoria e filosofia do direito na UERJ.
Ao longo de sua carreira, Daniela dedicou-se à promoção e defesa dos direitos humanos, atuando em casos importantes que envolvem graves violações no Brasil e em processos nacionais e internacionais voltados à responsabilização e reparação das vítimas.
Destaca-se sua participação em casos acompanhados pelo Sistema Interamericano de Direitos Humanos, como a explosão da fábrica de fogos em Santo Antônio de Jesus (BA), e questões relativas ao Complexo Penitenciário do Curado (PE).
Além disso, colaborou em processos como o das Mães de Cabo Frio, relacionado às mortes de recém-nascidos em clínica pediátrica no Rio de Janeiro; a luta das comunidades quilombolas de Alcântara (MA); e os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes. Sua atuação também alcançou investigações sobre graves violações durante a Operação Contenção, no Rio de Janeiro.


