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Protestos sociais e recordes na bolsa: a tendência continuará?

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Na China, no Irã, no Chile e na Bolívia, o momento é de convulsão social. Mas os índices americanos bateram recorde na sexta-feira

B3: o momento é de convulsão social, mas de recordes nas bolsas (Cris Faga/Getty Images)

O fim da temporada de balanços deve fazer com que investidores voltem as atenções para as notícias políticas e econômicas nos próximas dias. A dúvida é se lampejos de boas notícias econômicas conseguirão superar uma onda de convulsão que segue dominando o noticiário mundo afora.

A segunda-feira chinesa virou um microcosmo desta divisão. O governo de Pequim surpreendeu os mercados ao anunciar a redução de uma importante taxa de juros pela primeira vez desde 2015, o que levou a novas especulações sobre uma política mais agressiva para estimular a segunda maior economia do mundo. Na mesma toada, o governo chinês também poderia estar disposto a resolver de uma vez por todas a guerra comercial com Washington. No sábado a mídia estatal chinesa afirmou que os dois lados mantiveram “conversas construtivas”.

O suposto avanço das negociações foi um dos motivos que levaram o índice americano Dow Jones a fechar na sexta-feira na máxima histórica de 28.000 pontos. Nesta segunda-feira, os príncipais índices asiáticos também subiram, puxados por Hong Kong, que avançou 1,35%.

Isso apesar de um recrudescimento nos confrontos entre manifestantes e forças policiais em Hong Kong, palco há cinco meses de protestos por liberdade. No fim de semana a polícia ameaçou usar armas letais para conter ataques de coqueteis molotov e flechas. Tropas chinesas foram vistas numa base próxima à universidade politécnica, o que aumentou as especulações sobre uma intervenção definitiva de Hong Kong.

Na Bolívia, a repressão a protestos já levou a 23 mortos e a mais de 700 feridos. O ex-presidente, Evo Morales, pediu o fim dos confrontos e afirmou temer uma guerra civil no país. A violência aumentou após o governo interino autorziar as forças armadas a usar “todos os meios disponíveis” para “proteger” a população. Enquanto isso, milhares de bolivianos passaram o fim de semana em longas filas para conseguir itens básicos como frangos, ovos e combustível.

No Chile, o presidente Sebastián Piñera condenou o uso excessivo de força pela polícia e afirmou que “foram cometidos abusos” na repressão a manifestantes. O país deve realizar um plebiscito constitucional em abril. Uma nova frente de incerteza veio do Irã, onde manifestantes se reuniram para protestar contra aumento no preço de combustíveis. No Líbano, o fim de semana foi de novos protestos contra o governo.

O momento é de convulsão social, mas de recordes nas bolsas. Até quando?

 

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Japão lançará pacote de estímulos à economia na próxima semana

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Governo também pedirá às instituições financeiras que ofereçam empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão: “Vamos compilar o pacote na próxima semana” (Issei Kato/Reuters).

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta sexta-feira que um pacote de estímulo para combater a pandemia de coronavírus será lançado na próxima semana e terá como alvo pequenas empresas e famílias mais afetadas pelas políticas de distanciamento social, que prejudicam o consumo.

O pacote incluirá gastos com suprimentos médicos, bem como pagamentos em dinheiro para pequenas empresas e famílias que enfrentaram quedas acentuadas de renda, disse Abe.

O governo também pedirá às instituições financeiras privadas que se juntem a credores afiliados ao governo para oferecer empréstimos com taxa de juros zero a pequenas e médias empresas sem dinheiro, disse ele.

“Vamos compilar o pacote na próxima semana”, disse Abe ao Parlamento.

“Entregaremos em um curto período de tempo um pacote direcionado e arrojado” que ajudará a economia a obter uma recuperação em forma de V, disse ele.

Um alto funcionário do partido no poder disse a repórteres nesta sexta-feira que concordou com Abe em oferecer 300 mil ienes (2.800 dólares) em pagamentos em dinheiro por família que sofreu um certo grau de perda de renda devido à pandemia.

O governo deve aprovar um Orçamento suplementar na terça-feira para financiar o pacote.

Interrupções na cadeia de suprimentos, proibições de viagens e políticas de distanciamento social desencadeadas pela pandemia atingiram a economia do Japão, que já estava à beira da recessão.

O ministro da Economia do país, Yasutoshi Nishimura, disse que as medidas de estímulo do governo serão entregues em duas etapas.

O primeiro pacote se concentrará em medidas imediatas para aliviar os apertos de financiamento corporativo e proteger os empregos. O segundo lote se concentrará no aumento da demanda, principalmente para indústrias atualmente afetadas por políticas de distanciamento social, como turismo e organizadores de eventos, disse ele em entrevista coletiva.

Abe prometeu estabelecer um enorme plano de estímulo para combater o vírus que excederá o pacote de 57 trilhões de ienes (525 bilhões de dólares) compilado após o colapso do Lehman Brothers em 2008.

Fontes disseram que o Japão financiará o pacote aumentando a emissão de títulos do governo em 149 bilhões de dólares, elevando o que já é o maior fardo da dívida do mundo industrial, com mais do dobro do tamanho da economia japonesa de 5 trilhões de dólares.

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China corta compulsório de pequenos bancos para estimular economia

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China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%

Yuan: taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% (Frederic J. Brown/AFP)

O banco central da China disse nesta sexta-feira que está cortando a quantidade de dinheiro que os bancos pequenos e médios têm que manter como reservas, liberando cerca de 400 bilhões de iuanes (56,38 bilhões de dólares) em liquidez para sustentar a economia, que foi bastante abalada pela crise do coronavírus.

A medida mais recente de estímulo ocorre num momento em que a segunda maior economia do mundo deve encolher pela primeira vez em 30 anos, com as esperanças de uma recuperação rápida sendo prejudicadas pela rápida disseminação da doença em todo o mundo, esmagando a demanda global.

“A deterioração da economia global deve ter um grande impacto na economia da China, o que exige que a política monetária da China seja ainda mais relaxada e mais flexível”, disse Yan Se, economista-chefe da Founder Securities.

O Banco do Povo da China disse em seu site que reduzirá sua taxa de compulsório para esses bancos em 100 pontos-base em duas etapas iguais, a primeira em 15 de abril e a segunda em 15 de maio.

A China possui cerca de 4 mil bancos pequenos e médios. Os cortes mais recentes vão reduzir sua taxa de compulsório para 6%.

Além disso, a taxa de juros sobre as reservas excedentes das instituições financeiras com o banco central será reduzida de 0,72% para 0,35% a partir de 7 de abril, informou o banco.

O corte na taxa de compulsório foi levantado pelo gabinete na terça-feira, juntamente com outras medidas de apoio, à medida que Pequim tenta amortecer o golpe econômico da pandemia que está provocando preocupações com as pesadas perdas de empregos.

Embora acredite-se que a maioria das fábricas do país esteja em funcionamento novamente, embora não em níveis normais, uma pesquisa privada desta sexta-feira sugeriu que as empresas de serviços ainda estão lutando para se reerguer, e cortaram empregos em março no ritmo mais rápido desde pelo menos 2005.

O mais recente corte da taxa de compulsório será o terceiro até agora este ano e o décimo desde o início de 2018, quando a economia estava começando a desacelerar sob o peso da intensificação dos atritos comerciais EUA-China.

 

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Economia

Dólar sobe após dados negativos na Europa e à espera de payroll

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Dólar sobe após dados negativos na Europa e à espera de payroll

Dólar: às 9:07, o dólar avançava 0,22%, a 5,2775 reais na venda (Yuji Sakai/Getty Images)

O dólar voltou a subir nesta sexta-feira, 3, e encaminha para sua sétima semana consecutiva de alta. O movimento, que reflete a maior aversão a risco no mundo, ganhou força com os dados negativos sobre a atividade econômica na Europa. O mercado também segue atento aos dados do relatório de empregos urbanos dos Estados Unidos (payroll), que vão ser divulgados ainda nesta manhã. Às 9h20, o dólar comercial subia 0,2%% e era vendido a 5,275 reais, enquanto o dólar turismo permanecia estável, a 5,56 reais.

Na Europa, o índice de gerente de compras (PMI) composto de março ficou em 29,7 pontos, muito atrás dos 50 pontos dividem a expansão da contração da atividade. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava 31,4 pontos. O destaque negativo ficou para o PMI de serviços da Itália, que registrou 17,4 pontos , quase 5 pontos abaixo da estimativa média.

Se o relatório de emprego dos Estados Unidos apontar para uma redução de mais de 100 mil postos de trabalho (esperado pelo mercado), a tendência é a de que a busca por ativos de segurança se intensifique ainda mais, desvalorizando as moedas de países emergentes.

“Com esse cenário de aversão a risco e políticas monetárias expansionistas, é superplausível ver o dólar chegando a 5,50 reais”, disse Marcel Zambello, analista da Necton Investimentos.

Nesta manhã, o dólar também ganhava força contra a lira turca e o peso mexicano, mas perdia em relação ao rublo russo, após maior alívio no conflito comercial entre Rússia e Arábia Saudita envolvendo a produção mundial de petróleo.

Na quinta-feira, 2, o presidente Donald Trump disse que espera que os dois países anunciem cortes de produção. Na segunda-feira, 6, os integrantes da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) farão uma reunião virtual para discutir o tema. Com isso, o petróleo WTI e brent voltavam a se apreciar nesta sexta, subindo mais de 10%. Ontem, a commodity fechou em alta de 25%.

 

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Estados Unidos fecham 700 mil postos em março e desemprego vai a 4,4%

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Coronavírus fez com que economia americana parasse contratações que vinham sendo ininterruptas há 113 meses

Estados Unidos: previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado (Andrew Kelly/Reuters)

A economia dos Estados Unidos fechou postos de trabalho em março, encerrando abruptamente um histórico de 113 meses seguidos de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia de coronavírus prejudicam empresas e fábricas, praticamente confirmando uma recessão.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse que os empregadores cortaram 701 mil vagas no mês passado, depois de criarem 275 mil em dado revisado em fevereiro. A taxa de desemprego disparou de 3,5% para 4,4%.

De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, a previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado, interrompendo uma série recorde de ganhos de emprego desde outubro de 2010. O desemprego era previsto em 3,8%.

Nesta quinta-feira, os dados de pedido de auxílio desemprego divulgados sobre a semana passada já indicavam que os Estados Unidos estavam fazendo demissões.

 

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Bolsonaro: pagamento do auxílio de R$ 600 deve começar na próxima semana

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Medida de apoio a trabalhadores informais ainda precisa ser oficializada com Medida Provisória

Jair Bolsonaro: Questionado se a MP seria publicada ainda hoje, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo (Carolina Antunes/PR/Flickr)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 2, que as ações do governo para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 estão “a todo vapor” e que o pagamento já deve começar na semana que vem. A lei sobre o voucher foi sancionada ontem pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Tá a todo vapor, semana que vem começa a pagar”, assegurou. O texto determina pagamento de R$ 600 por três meses para os trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais poderem ficar em casa durante o pico da crise do novo coronavírus.

O valor foi negociado com o governo justamente para permitir que quem não pode sair para trabalhar tenha uma renda. Ainda falta, contudo, editar uma medida provisória com previsão do crédito extra para arcar com os R$ 98 bilhões do custo total do programa.

“Eu assinei ontem (quarta-feira) a lei, estamos esperando assinar outra medida provisória por que não adianta dar um cheque sem fundo, tem que ter um crédito também”, afirmou.

Questionado se a MP seria publicada ainda hoje, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo. “Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade. Dá para vocês entenderem isso ou vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, declarou para jornalistas que o ouviam na saída do Palácio da Alvorada.

A sanção do projeto anunciada pelo presidente veio acompanhada com um veto ao aumento do limite de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sobre o assunto, Bolsonaro justificou que o Congresso não indicou a fonte dos recursos para incluir a medida.

“O que diz a lei é que tem que ter uma origem para pagar aquele recurso, para pagar aquele benefício. Qual a fonte? O Congresso não apresentou a fonte”, afirmou. Ele destacou que a previsão de indicar o recurso é “simples” e está na Constituição.

 

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Mesmo com auxílio a empresas, 3 milhões de pessoas devem ficar sem emprego

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Equipe econômica estima que ainda assim as medidas salvarão 8,5 milhões de postos de trabalho ao dar alívio momentâneo às empresas

Carteira de trabalho: benefícios emergenciais devem atender 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada (Paulo Fridman/Bloomberg)

O governo calcula que, mesmo com a implementação do seu Programa Emergencial de Manutenção do Emprego durante a crise do coronavírus, 3,2 milhões de trabalhadores devem ser demitidos.  Sem as medidas de apoio às pequenas e médias empresas, as demissões poderiam atingir até 12 milhões de trabalhadores.

Os benefícios emergenciais devem atender 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Isso significa que eles serão afetados por medidas de redução de jornada e salários ou suspensão de contratos. Apesar disso, a equipe econômica estima que o programa salvará 8,5 milhões de postos de trabalho ao dar alívio momentâneo às empresas.

Programa Emergencial

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego anunciado nesta quarta pelo governo permitirá a redução de jornada e salário em 25%, 50% e até 70% por até três meses por meio de acordos individuais entre empregador e empregado, ou coletivos. A medida também permite a suspensão dos contratos por até dois meses.

O empregado terá estabilidade no emprego por um período igual ao da redução de jornada ou suspensão de contrato.

“Queremos manter empregos e trazer tranquilidade para as pessoas. Criamos um benefício que protege o empregado e também as empresas”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. Ele garantiu que as medidas não reduzirão o salário-hora do empregado e, na soma do salário e do benefício emergencial, “sempre será mantido salário mínimo”.

Segundo Bianco, os acordos para redução de jornada ou suspensão de contrato poderão ser individuais nos casos de trabalhadores com remuneração de até três salários mínimos (R$ 3.135), uma vez que nesses casos “haverá pouca redução salarial”.

Empregados que ganham acima disso, mas abaixo de duas vezes o teto do INSS (R$ 12.202,12), só poderão ter redução de jornada acima de 25% ou suspensão de contrato por meio de acordo coletivo. Quem ganha acima dos R$ 12,2 mil é considerado hipersuficiente segundo a última reforma trabalhista e poderá negociar individualmente com a empresa.

O governo pagará uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito se fosse demitido. Na redução da jornada, o porcentual será equivalente à redução da jornada (25% 50% ou 70%). Se a empresa e o trabalhador optarem por um corte menor que 25%, o empregado não receberá o benefício emergencial. Acima de 25% e abaixo de 50%, o valor será de 25% do seguro-desemprego. Com redução acima de 25% e abaixo de 70%, a parcela será de 50%.

Na suspensão do contrato, o governo vai pagar 100% do seguro-desemprego que seria devido nos casos de empregados de empresas do Simples Nacional (receita bruta até R$ 4,8 milhões). Empresas sob os regimes de lucro real e lucro presumido, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões, serão obrigadas a arcar com 30% do salário do funcionário para poder suspender o contrato, como antecipou o Broadcast. Nessa situação, o governo pagará 70% da parcela do seguro-desemprego.

 

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