Desde o início da nova fase, o programa Acolhe DF realizou 908 atendimentos em 11 meses e encaminhou voluntariamente 390 pessoas para comunidades terapêuticas para tratar a dependência química.
Coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), o programa passou a funcionar conforme o Decreto nº 47.423, de 8 de julho de 2025. Os dados mostram que o acolhimento aumentou de 31% para cerca de 43% após a intensificação da busca ativa pelas equipes.
As ações ocorrem principalmente no Plano Piloto, mas também em regiões como Taguatinga, Ceilândia e unidades do Hotel Social. O trabalho envolve identificação, escuta qualificada e encaminhamento das pessoas em situação de vulnerabilidade para serviços de cuidado, proteção e reconstrução de vínculos.
Além dos encaminhamentos para comunidades terapêuticas, o programa registrou 63 direcionamentos para a Codhab, 53 para oportunidades de trabalho, 35 para tratamento de saúde, 28 agendamentos de retorno, 15 retornos aos estados de origem e 7 reintegrações familiares.
O subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Sejus-DF, Diego Moreno, destacou que a abordagem humana e contínua tem sido essencial no trabalho. O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, afirmou que os resultados mostram a importância de políticas públicas que combinam acolhimento, cuidado e reinserção social.
Entre os acompanhados pelo programa está Carlos Santos, nome fictício para preservar sua identidade. Aos 42 anos, ele viveu mais de três anos nas ruas do centro de Brasília e, após contato com as equipes, aceitou o acolhimento em uma comunidade terapêutica. Hoje, está em tratamento e participa de atividades de reinserção social.
*Com informações da Sejus-DF
