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Prévia do PIB de janeiro traz últimos suspiros da economia sem coronavírus

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Indicador deve apresentar expansão fraca e não capta ainda a crise de saúde pública

Economia: previsão é que efeitos do coronavírus se concentrem em abril (Adriano Machado/Reuters)

Tudo é uma questão de perspectiva. Há um mês, as impressões sobre a atividade econômica no começo do ano indicavam uma recuperação decepcionante. Nesta quinta-feira, 26, porém, num cenário totalmente diferente, o IBC-Br de janeiro — uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada pelo Banco Central — tem tudo para ser um dos melhores dados que serão divulgados nos próximos meses.

Os elementos usados na previsão do índice tiveram uma leve melhora no cenário de dezembro para janeiro. O setor de serviços, que contribui para cerca de 70% do PIB, apresentou expansão de 0,6% na comparação, encerrando uma sequência de quedas iniciadas em novembro do ano passado.

“O dado deve ser analisado como uma medida da situação da economia pré-coronavírus, já que ainda não incorpora os efeitos nefastos que as medidas de contenção social trazem para o setor”, escreveu a Guide Investimentos em relatório enviado a clientes.

Com base em dados preliminares que indicam desempenho positivo do setor de indústria no período, a corretora espera que o IBC-Br mostre crescimento de 0,3% em janeiro. O Banco MUFG Brasil tem a mesma previsão.

“A sinalização no começo de ano já não foi muito boa. Em fevereiro, os dados também não foram muito favoráveis. Se juntar com março, que foi um desastre, vamos ter um primeiro trimestre bastante fraco, bem menor do que foi o quarto trimestre do ano passado”, diz Sérgio Vale, editor-chefe da MB Associados. A economia desacelerou nos três últimos meses do ano passado e cresceu 0,5% de outubro a dezembro.

A previsão de economistas do governo e do setor privado é que os impactos da crise do coronavírus na economia se concentrem em abril, no segundo trimestre portanto, quando poderá haver uma queda de 10% no PIB. A previsão foi feita ontem por Henrique Meirelles, secretário da Fazenda de São Paulo, na estreia da série exame.talks.

O ex-ministro da Fazenda acredita que uma recuperação na atividade deve ser notada a partir de julho, levando a uma contração na economia na ordem de 3% em 2020 — se tivermos sorte.

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Economia

Dólar volta a ultrapassar os R$ 5 em dia de aversão a risco

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Antes de fim de semana, investidores dão preferência a ativos defensivos

Dólar (Tomasz Zajda/Getty Images)

São Paulo – O dólar voltava a ser negociado acima dos 5 reais nos primeiros negócios desta sexta-feira (27), em mais um dia de aversão a risco no mercado internacional, com as incertezas do fim de semana e parte do mercado realizando os lucros de curto prazo. Às 9h40, o dólar comercial subia 1,3% e era vendido a 5,059 reais. O dólar turismo avançava 1,2%, cotado a 5,26 reais.

“Em períodos de crise, os investidores não gostam de ficar expostos ao risco, com medo de surgir alguma notícia muito negativa no sábado ou no domingo”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

Nesta semana, os estímulos anunciados pelos Estados Unidos serviram de gatilho para melhorar o humor do mercado. Mas, depois de cair frente ao real por três consecutivos , Cruz considera natural a apreciação do dólar. “É um movimento mais técnico do que ligado a alguma notícia.” Na última sessão, o dólar fechou abaixo dos 5 reais pela primeira vez em duas semanas. Na segunda-feira (23), a moeda americana fechou a 5,138 reais – cotação que só ficou abaixo dos 5,198 reais registrados na semana passada.

Nesta sexta-feira, o pacote de 2 trilhões de dólares deve receber o aval da Câmara americana, após ser aprovado por unanimidade no Senado. Mas segundo Cruz, não deve mais ditar o s preços do mercado. “Já foi precificado ao longo da semana.”

 

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Economia

Ibovespa abre em forte queda com piora do cenário externo

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Investidores realizam lucros de curto prazo e se protegem de incertezas do fim de semana

Bolsas: índices acionários caem, após três dias consecutivos de alta (d3sign/Getty Images)

São Paulo – O Ibovespa devolvia parte dos últimos ganhos na manhã desta sexta-feira (27), em linha com os mercados internacionais. Às 10h17, o principal índice da bolsa brasileira caía 5,49% e registrava 73.442,98 pontos.

Entre os investidores, já era esperada alguma ressaca, após o rali dos últimos três dias, impulsionados por estímulos americanos para mitigar os impactos do coronavírus na economia. No período, o Ibovespa disparou 22.24%. As ações da GOL, que vinham de forte queda em função do menor número de voos, tiveram alta de 88,17%. Assim como o índice, o papel também passava por ajustes, caindo 9,82%.

“É um movimento mais técnico do que ligado a alguma notícia”, disse Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

No exterior, as principais bolsas também registravam perdas nesta sexta. Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Dow Jones abriram em queda de mais 3%, enquanto o pan-europeu Stoxx 600 recuava 3,4%.

 

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Economia

Projeto quer “empréstimo” de empresas bilionárias contra coronavírus

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Deputados querem aprovar obrigação de empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão emprestarem até 10% de seus lucros para o combate da covid-19

Câmara dos Deputados: previsão legal do projeto é baseada no artigo 148 da Constituição que, em momentos de calamidade pública se acionem os “empréstimos compulsórios” (Marcos Oliveira/Agência Senado)

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