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Economia

Preço do petróleo se aproxima de US$ 100 com o fim do cessar-fogo no Irã

Plataforma de petróleo. Foto: Reprodução

FOLHAPRESS

O preço do petróleo está subindo nesta terça-feira (21) enquanto os investidores acompanham as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, adotando uma postura mais cautelosa com a proximidade do fim do cessar-fogo temporário entre os dois países.

Por volta das 15h40, o Brent, que é uma referência global para o petróleo, aumentava 2,90%, chegando a US$ 98, quase atingindo a marca de US$ 100 – chegando a US$ 99,95 no maior valor do dia.

A última vez que o Brent ultrapassou os US$ 100 foi em 13 de abril, depois que a primeira rodada de negociações entre os EUA e o Irã fracassou.

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A situação atual é parecida. Segundo a TV estatal do Irã, o cessar-fogo termina na noite desta quarta-feira (3h30 em Teerã, 21h em Brasília). O Paquistão, que atua como mediador nas negociações, está pedindo uma extensão do cessar-fogo para permitir mais tempo para o diálogo.

Porém, o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou essa possibilidade nesta terça-feira. Ele afirmou que as forças militares estão preparadas para agir se as negociações falharem. “Estamos prontos para agir”, declarou.

A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, declarou que Teerã não deseja ser atacado, mas responderá caso seja alvo de ofensiva. “Se ataques acontecerem, responderemos com ainda mais força do que antes.”

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, está liderando uma delegação no Paquistão para retomar as negociações. Ele já participou das conversas no começo de abril, que não resultaram em acordo.

Até agora, não há confirmação se o Irã participará da nova rodada em Islamabad. Uma autoridade iraniana informou à Reuters na segunda-feira (20) que Teerã está “analisando positivamente” a possibilidade, mas ainda não tomou uma decisão final.

Enquanto as negociações não se definem, o trânsito marítimo no estreito de Hormuz — onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo — está quase parado nesta terça-feira.

Dados de navegação mostram que apenas três navios passaram pela região nas últimas 24 horas, uma fração pequena comparada à média de 140 embarcações diárias antes do conflito entre EUA, Israel e Irã começar em 28 de fevereiro.

Especialistas avaliam que as incertezas nas negociações, somadas às dificuldades para normalizar a passagem no estreito, devem manter os preços do petróleo instáveis por vários meses.

Mesmo se o estreito reabrir, ainda não está claro quando as empresas de transporte marítimo vão retomar as operações, pois aguardam melhores condições de segurança e sinais mais claros dos governos de Washington e Teerã.

O conflito, que está em sua oitava semana, tem pressionado os preços do petróleo. Desde o começo da guerra, o Brent acumula uma alta de cerca de 25%.

Bolsas de Valores caem com o clima de incerteza e risco global

Com o cenário geopolítico incerto, as bolsas de valores em todo o mundo caem nesta terça-feira, refletindo uma maior aversão ao risco. No Brasil, o pregão está fechado por causa do feriado de Tiradentes.

Nos Estados Unidos, os índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones caíram, respectivamente, 0,31%, 0,26% e 0,21%. Na Europa, a Bolsa EuroStoxx 500, principal referência do continente, recuou 1,01%.

Na Ásia, o cenário foi diferente. Na China, o índice CSI 300 subiu 0,22%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, cresceu 0,48%. Outros destaques na região foram o índice Kospi, da Coreia do Sul, que avançou 2,7% e fechou em recorde histórico.

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