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sexta-feira, 22/05/2026

Pré-eclâmpsia: identifique cedo para evitar problemas sérios

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As doenças relacionadas à pressão alta durante a gravidez causam cerca de 16% das mortes de mães no mundo. Entre essas, a pré-eclâmpsia é uma condição grave e rápida que pode trazer sérios danos para a mãe e o bebê se não for identificada e tratada logo no começo.

O Dia Mundial de Conscientização sobre a Pré-Eclâmpsia, celebrado nesta sexta-feira (22), destaca a importância de ficar atento a essa condição, que está ligada ao aumento da pressão arterial na segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. Muitas vezes, os sintomas surgem de forma silenciosa, principalmente no início da gestação. Por isso, é essencial fazer o acompanhamento pré-natal desde o primeiro trimestre e manter visitas regulares ao médico durante toda a gravidez.

O caso da gestante Fernanda Maria da Silva, 27 anos, atendida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), mostra como é importante prestar atenção aos sinais da pré-eclâmpsia. Ela começou a apresentar inchaço nos pés e mãos, e exames de sangue indicaram alterações. Devido a isso, foi encaminhada para acompanhamento especial de gravidez de alto risco. Dias depois, teve uma crise de pressão alta com formigamento e dormência, buscando atendimento de emergência.

Exames mostraram lesão nos rins, e, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Fernanda passou a ser acompanhada pela equipe médica do Hmib e recebeu orientação para repousar o máximo possível. Ela contou que está enfrentando um momento difícil e desafiador, mas sente-se segura no hospital.

A médica ginecologista e obstetra do Hmib, Sarah Cintra, explica que as consultas durante a gravidez ajudam a detectar e tratar a doença rapidamente, evitando problemas para mãe e bebê. Ela alerta que fatores como histórico médico, diabetes, obesidade, pressão alta, tabagismo, falta de exercícios e má alimentação podem aumentar o risco de pré-eclâmpsia.

Se houver sintomas ou mudanças estranhas no corpo, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou maternidade próxima que ofereça atendimento especializado. Um diagnóstico rápido é fundamental para prevenir complicações mais sérias.

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