Jeniffer Mendonça
UOL/FOLHAPRESS
Um policial rodoviário federal do Espírito Santo, que já estava sendo investigado por tentativa de abuso sexual contra uma colega de trabalho, assassinou sua ex-namorada e após o crime cometou suicídio.
Diego Oliveira de Sousa, 38 anos, estava sob investigação da corregedoria da PRF devido à denúncia de que teria tentado abusar sexualmente de uma colega durante uma ronda na cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A vítima contou que o policial tentou segurar sua mão e, ao chegarem à base da corporação, a encurralou, fazendo avanços agressivos indesejados.
A mulher relatou que o acusado tentou beijá-la e tocá-la à força, mas ela conseguiu se defender ameaçando usar a chave da viatura. Após o episódio, a corregedoria abriu um processo administrativo para apurar o caso e adotou medidas para separar os dois no ambiente de trabalho. A vítima acabou deixando a corporação meses depois e foi aprovada em concurso público para outra instituição.
Em comunicado, a PRF confirmou que o processo investigativo está em fase final e destacou a existência de comissões e planos internos para combater a violência e o assédio dentro da instituição.
Crime motivado por fim de relacionamento
O policial matou a ex-namorada, Dayse Barbosa Matos, guarda municipal, em Vitória, disparando cinco tiros na cabeça dela. A polícia considera o caso um feminicídio. Segundo informações iniciais, o relacionamento havia sido recentemente encerrado pela vítima. A delegada responsável pela investigação informou que o criminoso tinha um comportamento controlador e ciumento e que relatos sobre abuso e posse deciavam seu perfil.
A delegada ressaltou a importância de perceber que a violência começa muito antes do ato final, com comportamentos controladores e ciúmes obsessivos.
Orientações para vítimas de violência
Se você presenciar ou vivenciar algum tipo de agressão contra mulheres, denuncie imediatamente ligando para o 190. Casos de violência doméstica geralmente envolvem parceiros ou ex-parceiros, mas também podem ocorrer entre familiares, conforme a Lei Maria da Penha.
Além disso, existem serviços de atendimento como o número 180, que oferece suporte e acolhimento às mulheres em situação de violência, e o Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos.
O serviço Ligue 180 funciona 24 horas por dia em todo o país e também atende pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008. Seu contato é gratuito e confidencial.

