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Brasil

Polícia prende grupo do Comando Vermelho que sequestrava comerciantes no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução/PCERJ

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (14) suspeitos de participar de um grupo vinculado ao Comando Vermelho, que sequestrava e exigia dinheiro de comerciantes na Baixada Fluminense.

As vítimas eram mantidas presas por horas, ameaçadas com armas, até entregarem suas senhas bancárias aos criminosos, que realizavam transferências para contas de terceiros.

Entre os presos está Carlos Eduardo Teodoro, conhecido como Arcanjo, apontado como um dos líderes dos sequestros. A polícia ainda não informou se ele possui advogado; a reportagem está tentando contato com sua defesa.

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A investigação revelou que o grupo era organizado em três partes: a liderança, o grupo que realizava os sequestros e o setor responsável por movimentar o dinheiro obtido com as extorsões.

Arcanjo recrutava pessoas para ceder contas bancárias onde os valores eram depositados, sendo posteriormente transferidos para outras contas para dificultar o rastreamento pela polícia.

Os membros Erick Ribeiro de Azeredo Geraldo, Alex de Oliveira do Nascimento e Cauã Victor Ribeiro integravam o grupo que abordava as vítimas, as levava para o cativeiro e as mantinha sob ameaça.

Nascimento, ex-membro da Associação de Moradores da Comunidade Paula Ramos, local utilizado como cativeiro, está foragido. Ele também usava seu próprio carro para transportar as vítimas até o local.

“Eles agiam com muita violência e medo, escolhendo comerciantes específicos da região. Uma das vítimas tinha ligação com a associação de moradores”, explicou o delegado William Pena Júnior, da Delegacia Antissequestro.

A reportagem tentou contato com a defesa dos suspeitos e a associação, mas até a manhã desta sexta-feira não houve resposta.

As investigações começaram em março, após o sequestro de um comerciante em Duque de Caxias. Ele ficou cerca de oito horas em um cativeiro no Rio Comprido, na zona norte do Rio, até entregar as senhas e autorizações bancárias aos criminosos. Também foi obrigado a gravar uma mensagem para sua esposa garantindo que estava bem. Foi liberado próximo ao Juramento, mas teve um prejuízo superior a R$ 500 mil.

No mesmo mês, outro comerciante de Duque de Caxias foi sequestrado e levado ao mesmo cativeiro. O filho da vítima desconfiou do desaparecimento e chamou a polícia, que encontrou o celular na área do morro Paula Ramos e libertou o homem.

Os suspeitos responderão pelos crimes de extorsão com restrição de liberdade, lavagem de dinheiro, ameaça e associação criminosa.

Segundo o Instituto de Segurança Pública, houve 81 sequestros-relâmpagos no Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2026, uma queda de 13,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 94 casos.

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