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quarta-feira, 18/03/2026




PF lança operação em 17 estados para combater crimes sexuais contra crianças na internet

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Em Brasília

A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira (17/3), uma ação simultânea em várias regiões do Brasil para enfrentar crimes cibernéticos ligados à exploração sexual de crianças e adolescentes. A operação, chamada Guardião Digital, atingiu 17 estados e resultou no cumprimento de dezenas de mandados judiciais.

Ao todo, foram emitidos 35 mandados de busca e apreensão focados em identificar pessoas envolvidas no armazenamento, compartilhamento, produção e venda de conteúdos ilegais online. Esta ação faz parte da estratégia contínua da corporação para combater crimes graves que afetam a dignidade de vítimas vulneráveis.

Até o momento, foram cumpridos 33 mandados e feitas oito prisões em flagrante. Também ocorreram uma prisão preventiva e outra temporária durante as ações.

A iniciativa acontece no mesmo dia em que entrou em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que traz novas medidas de proteção para o ambiente virtual. Entre as ações previstas está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente dentro da Polícia Federal, que terá a função de receber notificações de provedores sobre conteúdos que violem a dignidade sexual de menores.

Os mandados foram cumpridos nos estados do Amapá (2), Amazonas (1), Bahia (2), Distrito Federal (1), Espírito Santo (4), Goiás (2), Minas Gerais (3), Mato Grosso do Sul (1), Mato Grosso (1), Pará (1), Paraíba (1), Paraná (2), Pernambuco (1), Piauí (2), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Norte (1), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (2) e São Paulo (4).

A Polícia Federal reforça que pais e responsáveis devem ficar atentos ao uso da internet por crianças e adolescentes. É importante acompanhar as atividades online, manter um diálogo aberto sobre segurança digital e incentivar a denúncia de situações suspeitas.

A corporação também alerta que, apesar do termo “pornografia” estar presente na legislação brasileira, organismos internacionais usam expressões como “abuso sexual” ou “violência sexual” para descrever esses crimes, o que reflete com mais precisão a gravidade dessas ações contra crianças e adolescentes.




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