Quase metade dos brasileiros – 49% – acham que a sentença de 27 anos de prisão aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), relacionada à acusação de conspiração golpista, é excessiva. Essa informação vem da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17/9).
Outros 35% creem que a pena é justa, enquanto 12% consideram a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) insuficiente. Já 4% não souberam ou preferiram não responder.
- Exagerada: 49%;
- Adequada: 35%;
- Insuficiente: 12%;
- Não souberam/não responderam: 4%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e entrevistou 2.004 pessoas entre 12 e 14 de setembro, apresentando margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.
Detalhes da condenação e opiniões
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses em regime fechado por envolvimento em um suposto golpe após as eleições presidenciais de 2022. Sete outros réus, incluindo dois generais e um almirante, também receberam sentenças.
O percentual que considera a pena adequada é maior entre eleitores de esquerda não ligados ao Luiz Inácio Lula da Silva (61%) e entre os lulistas (60%). Já entre os que não se posicionam politicamente, esse índice é de 42%.
Por outro lado, a opinião de que a pena é exagerada predomina entre os apoiadores de Bolsonaro (89%) e aqueles de direita que não apoiam o ex-presidente (83%), com 40% dos não posicionados concordando com essa visão.
A maioria dos entrevistados (55%) acredita que houve tentativa de golpe de estado, enquanto 38% discordam. Sobre a participação direta de Bolsonaro, 54% afirmam que ele esteve envolvido, e 34%, que não teve participação.
Há divisão quanto à imparcialidade do julgamento: 42% afirmam que foi justo, e 47% o veem como perseguição política. Sobre a possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, 52% são contra e 36% a favor.
Consequências e medidas adicionais
Quanto à inelegibilidade imposta a Bolsonaro, 47% acham justa, e 35% consideram exagerada. Conforme a pena, o ex-presidente poderá concorrer novamente oito anos após cumprir a sentença.
A prisão domiciliar determinada em outro processo envolvendo seu filho Eduardo Bolsonaro é vista como adequada por 51%, exagerada por 28% e insuficiente por 16%.
O uso da tornozeleira eletrônica é considerado adequado por 48%, exagerado por 35% e insuficiente para 13% dos entrevistados.
Sobre a anistia
Na noite de terça-feira (16/9), a pesquisa mostrou que 41% dos brasileiros se posicionam contra a possibilidade de anistia para aqueles envolvidos na tentativa de golpe pós-eleição de 2022.
Por outro lado, 36% apoiam a anistia para todos os envolvidos, inclusive para o ex-presidente Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Outros 10% defendem anistia apenas para os participantes dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro.
