Após Flávio Bolsonaro, ex-candidato à presidência, publicar uma carta contestando o resultado das eleições no último dia 28, os partidos União Brasil, MDB e PSDB se posicionaram contra essa atitude e confirmaram a confiança na integridade das urnas eletrônicas, no processo eleitoral e no resultado do pleito realizado no domingo, dia 25.
Aécio Neves, presidente do PSDB, considerou o comportamento de Flávio como difícil de entender e criticou sua escolha de fazer oposição fora do país. Ele destacou que a oposição em uma democracia deve ser feita dentro do território nacional, acompanhando as ações do governo e cobrando seus compromissos com a população.
O PSDB ressaltou que a oposição deve respeitar as normas democráticas e as instituições, assim como o processo eleitoral.
Em nota, o MDB reafirmou total confiança no sistema eleitoral brasileiro e reconheceu a legitimidade do resultado da eleição recente.
O União Brasil também enfatizou a confiabilidade das urnas, a transparência do processo e afirmou que o resultado deve ser respeitado por todos.
O partido declarou que a democracia é um valor fundamental que vai além do resultado das eleições, dependendo do compromisso coletivo com o veredito das urnas.
Além disso, o União Brasil ressaltou a importância de as instituições serem maiores que interesses pessoais neste momento.
Após perder as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva por mais de quatro milhões de votos, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias depois. Ele questionou, sem apresentar provas, a vitória de Lula e mencionou fraude no processo eleitoral. Por ordem da Polícia Federal, ele foi proibido de deixar o país e teve seus passaportes apreendidos.
Na manhã do dia 28, desembarcou em Miami, Estados Unidos, e publicou uma carta se declarando “verdadeiro presidente eleito” e anunciando intenção de liderar a oposição a partir do exterior. A carta inicialmente usava um brasão antigo com a grafia “Estados Unidos do Brazil”, posteriormente corrigido para a versão atual da República Federativa do Brasil.
Flávio Bolsonaro está sendo investigado em dois inquéritos relacionados à lavagem de dinheiro, vinculados a seu relacionamento com o advogado Willer Tomaz e a um pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de uma cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro. Sem mandato após 2027, ele perderá o foro privilegiado.

