Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, voltou a criticar a prisão do vereador Salvino Oliveira, que foi seu ex-secretário, dizendo que a polícia está sendo usada para fins políticos. Ele afirmou que recebeu mensagens indicando que houve um reconhecimento de erro na prisão, embora não tenha dito quem enviou essas mensagens.
A prisão de Salvino causou um conflito político entre Paes, que é pré-candidato ao governo do estado, e o atual governador Cláudio Castro. O prefeito acredita que a Polícia Civil, comandada pelo delegado Felipe Curi, está envolvida em uma ação eleitoral.
Salvino, que é aliado de Paes, foi preso sob suspeita de ter ligação com o Comando Vermelho. A polícia apresentou um relatório que incluiu uma mensagem mencionando o nome do vereador em conversas da facção criminosa.
Paes disse que deputados do PSD vão se reunir com o superintendente da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir o caso, e que a defesa de Salvino já pediu habeas corpus para ele.
O prefeito declarou que espera a libertação do vereador e mencionou ter recebido recados dizendo que realmente houve um erro na prisão. Ele também criticou o governo atual, usando termos fortes contra eles, e afirmou que está preparado para enfrentar ataques políticos.
Além disso, parlamentares do PSD pretendem levar o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para que investiguem o uso político da prisão.
A Polícia Civil respondeu afirmando que a operação foi conduzida com base em provas técnicas e sem intenções políticas, inclusive prendendo policiais militares envolvidos.
O governo de Cláudio Castro declarou que considera estranhas as críticas de Paes e que a investigação foi feita legalmente, sem motivação política.
Vídeos mostram a busca na casa de Salvino e há uma placa de campanha com foto dele e de Paes. O relatório policial associa o nome do vereador a uma facção criminosa, mas não traz outras provas concretas além do nome mencionado nas mensagens suspeitas.
