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quarta-feira, 20/05/2026

Paciente americano com ebola é tratado em Berlim

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Um missionário americano que contraiu ebola na República Democrática do Congo, onde um surto de uma cepa rara do vírus já matou mais de 130 pessoas, foi levado para um hospital em Berlim, na Alemanha, para receber tratamento especializado. O paciente está internado no Hospital Universitário Charité, que possui uma unidade especial para cuidar de doenças altamente contagiosas.

O paciente é um médico membro da organização missionária Serge Christian. Ele foi transportado de Uganda em uma aeronave especial e, ao chegar na Alemanha, foi conduzido ao hospital em um veículo equipado para o transporte seguro de pacientes com doenças infecciosas, sob escolta policial. A ministra da Saúde da Alemanha, Nina Warken, afirmou que o governo alemão está comprometido em fornecer o melhor tratamento possível, mantendo as mais rigorosas medidas de segurança.

Pacientes em monitoramento na Europa

Além do missionário, outras seis pessoas consideradas como contatos de alto risco do vírus ebola estão programando viagens para a Europa. Estes indivíduos irão permanecer em quarentena durante o período de monitoramento para garantir a segurança. Destes, uma pessoa será levada para a República Tcheca e as demais para a Alemanha.

Contexto do surto e medidas internacionais

O surto da cepa rara Bundibugyo do vírus ebola no leste da República Democrática do Congo já resultou em 131 mortes e foi declarado uma emergência de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os testes diagnósticos disponíveis atualmente são eficazes para detectar esta cepa específica.

O governo dos Estados Unidos impôs restrições de viagem para pessoas que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias. Entretanto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África) criticou essas restrições, afirmando que elas podem aumentar o risco ao invés de reduzi-lo. Segundo o diretor-geral do CDC África, Dr. Jean Kaseya, a melhor forma de proteger os países é apoiando o controle do surto em sua origem.

O CDC dos EUA tem equipes na República Democrática do Congo e em Uganda, país vizinho onde pelo menos dois casos de ebola foram confirmados, trabalhando diretamente no controle e resposta ao surto.

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