O Governo do Distrito Federal (GDF) realizou mais de 2 mil cirurgias em hospitais públicos e privados através do programa Opera DF. O programa ofereceu mais de 5,1 mil cirurgias em oito hospitais contratados, com o objetivo de reduzir o tempo de espera para os pacientes na rede pública. Desde setembro, foram realizados 600 procedimentos vasculares, 453 cirurgias gerais, 312 intervenções urológicas e 106 de cabeça e pescoço, totalizando 1.471 cirurgias até o momento.
Outra parte do programa Opera DF é a contratação de anestesiologistas para atuar em dez hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). De outubro até agora, esses profissionais participaram de 568 cirurgias complexas. No total, foram contratadas 5,4 mil horas de trabalho desses anestesistas, que também atuam no período noturno, das 19h à 1h, atendendo pacientes de todas as idades.
Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF, explica que a oferta de atendimento está sendo ampliada em instituições privadas, com foco em procedimentos de baixa e média complexidade. Além disso, com a contratação de anestesistas e a reorganização dos serviços cirúrgicos, os procedimentos cirúrgicos complexos nos hospitais públicos também foram acelerados.
Juracy Lacerda destaca que a ação fortalece a rede pública, garantindo que os pacientes recebam atendimento com respeito e segurança. A iniciativa é estratégica, pois torna o atendimento hospitalar mais rápido, desafogando filas e ampliando o acesso da população a serviços essenciais.
O programa está finalizando a contratação das especialidades de oftalmologia e coloproctologia, e também incluirá otorrinolaringologia, ginecologia e obstetrícia. A meta é realizar mais de 15 mil cirurgias.
Como funciona o Opera DF?
Para acelerar as cirurgias, a Secretaria de Saúde contratou um pacote completo de serviços. Os hospitais privados fazem consultas pré e pós-cirúrgicas, avaliação cardíaca prévia e acompanhamento antes da anestesia. Eles também fornecem equipamentos, insumos, curativos pós-operatórios, biópsias e internação quando necessária.
Atualmente, participam do programa os hospitais Home, Jardim Botânico, São Mateus, Maria Auxiliadora, Anchieta Ceilândia, Daher e Hospital das Clínicas. Os pacientes são encaminhados para cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do DF.
Carlos de Barros Júnior, diretor de Serviços de Urgências, Apoio Diagnóstico e Cirurgias da SES-DF, explica que os pacientes são atendidos conforme a capacidade e especialidade disponível em cada unidade, respeitando a ordem dos pedidos da SES-DF. Quando possível, o atendimento ocorre próximo à residência do paciente.
Faltas nas cirurgias
Das 5.112 cirurgias oferecidas, 1.471 foram realizadas, enquanto cerca de 3.400 pacientes foram para a preparação cirúrgica, mas 1.309 faltaram ou não estavam aptos para o procedimento. Alguns desistiram ou tinham exames vencidos e foram orientados a atualizá-los.
Roberta Fiuza, coordenadora do Opera DF, alerta que os pacientes devem manter seus dados atualizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para serem convocados corretamente. Ela destaca que há cerca de 38% de faltas, e que quem está na fila deve conferir seus dados na UBS para garantir o atendimento.
A atualização cadastral pode ser feita na UBS de referência, por visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde, pelo aplicativo Meu SUS Digital ou pelo site Recadastra SUS DF, usando o login do GOV.BR.
