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Nuvem elástica é segredo de empresas para aguentar home office

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As empresas de tecnologia usam servidores conforme a necessidade para evitar instabilidades e quedas de serviços online

Azure: servidores da MIcrosoft (Amy Sacka /Microsoft/Divulgação)

Não faz muitos anos, as empresas de infraestrutura de tecnologia sofriam para atender a alta demanda durante a Black Friday. O resultado era que os sites ficavam fora do ar. Os consumidores deixavam de compras, e as empresas, de vender. Nos últimos dois anos, isso virou raridade porque as empresas de comércio eletrônico passaram a usar uma solução de computação em nuvem chamada nuvem elástica. O motivo da estabilidade de sites durante a Black Friday é o mesmo pelo qual os serviços online aguentam o aumento da demanda na banda de internet com pessoas do mundo todo trabalhando de casa (home office) em razão da pandemia do novo coronavírus, que ainda não tem cura e, por isso, autoridades governamentais e de saúde recomendam a quarentena para reduzir o contágio.

O serviço de nuvem elástica é oferecido por empresas como a Amazon Web Services, que pertence ao grupo da trilionária americana Amazon; pela Microsoft no Azure, sua divisão maior divisão global em termos de receita; e pelo Google, por meio do serviço Google Cloud.

Antes, empresas de internet precisavam alugar servidores próprios e aumentar a capacidade com novas unidades. Ou seja, em momentos de pico de audiência, os sites e aplicativos corriam o risco de sair do ar. Com a nuvem elástica, a empresa contrata um serviço de hospedagem que é cobrado conforme o uso e, se houver pico de audiência, novos servidores são alocados, de modo a manter tudo funcionando.

De acordo com a empresa de pesquisa de mercado americana Kenneth Research, o faturamento global do setor de computação em nuvem passará de 340 bilhões de dólares em 2019 para 920 bilhões de dólares em 2025. O principal motivo para o aumento de 170% é a eficiência de gastos que a tecnologia proporciona para empresas.

Diante da pandemia de coronavírus e um grande número de profissionais trabalhando de casa no mundo todo, a Akamai, a maior provedora de entrega de conteúdo online, computação em nuvem e segurança digital, reporta um aumento de 50% no tráfego de internet global em relação à média para um dia comum. Ainda, assim, a empresa não se diz preocupada com o aumento da demanda.

Por outro lado

A União Europeia pediu que a Netflix reduzisse a qualidade dos seus vídeos para poupar banda de internet durante a pandemia de coronavírus. E o YouTube anunciou que reduzirá a qualidade do streaming no continente europeu para evitar uma pane geral de seus servidores.

Home Office

Para trabalhar de casa, as empresas oferecem as VPN, redes privadas que viabilizam o acesso remoto de redes corporativas. Com isso, o trabalhador consegue executar o serviço online como se estivesse na empresa.

A Amazon Web Services conta com um recurso online chamado WorkSpaces. Por meio dele, é possível criar áreas de trabalho virtuais do Windows e do Linux, e elas podem ser acessadas de qualquer dispositivo, viabilizando o trabalho remoto de times de tecnologia.

Para trabalho com documentos e planilhas, a empresa tem o WorkDocs, que permite criar, editar e compartilhar conteúdos nos servidores da AWS. Google e Microsoft também possuem suas próprias soluções para isso, mais famosas, o Google Docs e o Office 365.

Para reuniões virtuais, a Microsoft conta com o Teams, o Google tem o Hangouts e a AWS tem o Chime. Com essas ferramentas, gestores podem fazer videoconferências com suas equipes para coordenar as tarefas de cada time que trabalha de casa.

A tecnologia já viabiliza o trabalho remoto para muitos setores burocráticos, o que permite o isolamento durante o período de contenção do novo coronavírus. Por outro lado, o setor de serviços é o mais afetado pela crise provocada pela doença contagiosa, tendo reduções de até 70% em uma semana.

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Uma em cada quatro fabricantes de eletrônicos já interrompeu a produção

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Pesquisa da Abinee mostra que 24% das empresas do setor no Brasil paralisaram parte das linhas de montagem por causa da crise do novo coronavírus

Fábrica da Multilaser em Minas Gerais: as empresas de eletroeletrônicos esperam uma queda de 34% na produção no primeiro trimestre (Germano Lüders/Exame)

A fabricação de produtos eletroeletrônicos tem tido uma redução considerável no Brasil por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Quase uma em cada quatro empresas do setor de eletroeletrônicos (24%) já relata que está com suas operações paralisadas parcial ou totalmente.

O número faz parte de uma sondagem da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) realizada com 60 empresas do setor entre os dias 23 e 25 de março.

Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de março, somente 6% das empresas relatavam algum tipo de paralisação de sua linha de produção.

Segundo a Abinee, o resultado da sondagem revela que, se antes a maior dificuldade das empresas do setor era a interrupção do recebimento de peças e componentes vindos da China, agora as fabricantes estão tendo de lidar com as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Das empresas que relatam algum tipo de paralisação, 42% afirmam que a interrupção é total. E 58% afirmam que ela é apenas parcial.

O estudo da Abinee também indica que 30% das empresas relatam que não vão conseguir atingir as metas de produção para o primeiro trimestre. Na sondagem anterior, eram 21%. A estimativa é de uma queda de 34% em relação à produção projetada.

 

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WhatsApp cresce até 76% por causa do coronavírus

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O aplicativo de mensagens cresceu mais em países com grande número de casos da covid-19

WhatsApp: com home office, aplicativo cresceu durante a quarentena global em razão do novo coronavírus (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)

O uso do aplicativo de mensagens WhatsApp cresceu até 76% devido à pandemia de coronavírus, que afeta mais de 100 países e mais de 500.000 pessoas. Os dados são da consultoria Kantar, que coletou dados de mais de 25.000 pessoas em 30 mercados entre os dias 14 e 24 de março.

O app foi o que registrou maior crescimento em razão da doença covid-19, causada pelo novo coronavírus. No total, o aplicativo teve crescimento de 40% no mundo, em média. Nos primeiros dias, o aumento era de 27% em países onde a doença começou a se propagar e de 41% onde ela estava em nível intermediário da curva de contágio.

Onde o WhatsApp teve maior aumento de uso foi nos países em que a pandemia está em estágio mais avançado. Lá, o crescimento atingiu 51%. A Espanha, um dos países mais afetados pela covid-19, registrou um crescimento muito acima da média, chegando a 76% no período.

Os aplicativos Facebook e Instagram também tiveram crescimento por causa da crise global do coronavírus, que levou habitantes de vários países ao isolamento social físico. Os dois aplicativos tiveram aumento de cerca de 40% no período estudado.

A pesquisa diz ainda que as pessoas não confiam nos conteúdos que recebem por meio de aplicativos de mensagens, dando preferência a canais noticiosos nacionais (58%) e agências governamentais (48%).

Como parte dos efeitos de pessoas trabalhando de casa no mundo todo, o Facebook informou que registrou aumento de 50% em suas plataformas de mensagens no último mês, 70% de crescimento no tempo de uso delas e 1.000% de aumento no tempo de uso em videoconferências. As pessoas que mais usaram os aplicativos no período tinham menos de 35 anos de idade. Ainda assim, no mês de março, as ações do Facebook caíram de 428 para 400 dólares.

O coronavírus também impactou outros aplicativos de mensagens de forma diferente. Enquanto as bolsas de valores mundiais caíam, as ações do aplicativo Zoom Video Communications, de videoconferências, cresceram durante a crise. As ações da empresa passaram de 120 para 150 dólares em março.

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Coronavírus faz Loft criar fundo para trabalhadores da construção civil

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Iniciativa se dá em parceria com a Decorati para o auxílio financeiro de trabalhadores que estão em quarentena por causa da covid-19

Construção civil: coronavírus afastou trabalhadores dos canteiros de obras (Sam Thomas/Getty Images)

A startup paulistana Loft anunciou a criação de fundo de cerca de 5 milhões de reas para auxiliar na renda de trabalhadores do setor de construção civil que estão em casa por conta da crise do novo coronavírus. A iniciativa se dá em parceria com a Decorati, startup que foi comprada recentemente pela Loft.

O fundo será criado pela própria companhia em parceria com clientes que aceitarem a interrupção das obras feitas em seus imóveis, mas que antecipem os pagamentos. Cerca de 350 clientes da companhia receberão desconto de 1% ao mês sobre os valores aportados, inclusive durante os meses em que as obras estiverem interrompidas.

A expectativa é de 12.000 trabalhadores que atuam nos projetos de reforma já iniciados ou que teriam obras feitas nas próximas semanas sejam beneficiados. “No final da obra, o que o cliente vai economizar com o desconto resultará num ganho superior a 300% do CDI”, diz Marcus Grigoletto, cofundador da Loft e diretor de engenharia e arquitetura da Loft e da Decorati.

O dinheiro será repassado diretamente para um fundo e duplicado pela própria companhia. Ou seja, a cada 1 real depositado de forma antecipada pelos clientes que aceitarem os termos, a Loft e a Decorati vão alocar o mesmo valor. A previsão é de que a novidade movimente 5 milhões de reais.

Quem trabalha na área, por sua vez, vai receber um parcela maior de entrada como pagamento pelos serviços que serão executados quando a crise for amenizada e a quarentena já não for sugerida por órgãos de saúde. “O objetivo é fazer com que esses trabalhadores fiquem em casa com alguma renda”, diz Grigoletto.

Fundada em 2018 pelo alemão Florian Hagenbuch e pelo húngaro Mate Pencz, a companhia trabalha com a compra, reforma e venda de apartamentos de luxo no Brasil, principalmente em São Paulo, região que concentra o maior número de imóveis comercializados pela empresa. Com a aquisição da Decorati, no fim do ano passado, a companhia passou também a realizar reformas em apartamentos de terceiros.

 

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