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Na Câmara

Novas regras para cuidar de crianças com malformações congênitas

Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2643/24, idealizado pelo deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), que define normas para o atendimento completo a crianças e jovens que nascem com malformações congênitas, que são deformidades presentes desde antes do nascimento.

O Sistema Único de Saúde (SUS) será responsável por garantir um atendimento multidisciplinar para essas crianças, que inclui:

  • detecção precoce, desde a gestação ou logo após o nascimento;
  • tratamentos médicos e cirúrgicos conforme cada caso;
  • processos de reabilitação e terapias auxiliares como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia;
  • acesso a remédios e equipamentos que auxiliem a funcionalidade.

Marcos Tavares destacou que essas crianças e jovens geralmente necessitam de cuidados médicos específicos, que vão desde cirurgias até terapias periódicas de reabilitação. Ele ressaltou que a falta desses cuidados pode prejudicar seu desenvolvimento e qualidade de vida.

A aprovação da proposta ocorreu com indicação do relator, deputado Pastor Gil (PL-MA), que ressaltou que leis mais detalhadas podem facilitar e ampliar o acesso a esses serviços especializados. Segundo ele, garantir os direitos dessa população exige o trabalho integrado de diversas áreas do governo.

Pastor Gil também fez ajustes no texto para alinhar a proposta à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Impacto nas escolas

As escolas também terão que se adequar para receber esses alunos, oferecendo atendimento especializado, acessibilidade nos prédios e capacitação dos profissionais da educação.

Apoio e financiamento

Para viabilizar essa assistência, a proposta prevê recursos do SUS, fundos de programas de educação e assistência social, além de parcerias entre o setor público e privado. Os ministérios da Saúde, Educação e Cidadania serão responsáveis por acompanhar e avaliar os programas implementados.

Próximos passos

O projeto seguirá para análise de outras comissões importantes antes da votação final na Câmara e no Senado para se tornar lei.

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