Nossa rede

Economia

Na China, indústria e varejo decepcionam em abril

Publicado

dia

Queda amplia a pressão sobre Pequim para adotar mais estímulo conforme a guerra comercial com os Estados Unidos se intensifica

China: país registrou um crescimento fraco nas vendas no varejo e na produção industrial de abril (Kim Kyung-Hoon/Reuters)

 

Pequim — A China informou um crescimento inesperadamente fraco nas vendas no varejo e na produção industrial de abril nesta quarta-feira, ampliando a pressão sobre Pequim para adotar mais estímulo conforme a guerra comercial com os Estados Unidos se intensifica.

As vendas de vestuário caíram pela primeira vez desde 2009, sugerindo que os consumidores chineses estavam cada vez mais preocupados com a economia mesmo antes de um aumento das tarifas pelos EUA na sexta-feira ter intensificado a pressão sobre os exportadores do país.

As vendas no varejo subiram em abril 7,2% sobre o ano anterior, ritmo mais lento desde maio de 2003, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas. Isso ficou abaixo da taxa de 8,7% de março e da expectativa de 8,6%.

Os dados sugerem que os consumidores estão começando a reduzir os gastos em produtos do cotidiano, enquanto continuam a evitar itens mais caros como carros.

“As vendas no varejo fracas se devem parcialmente a uma deterioração no emprego e queda da renda nos grupos de média e baixa renda”, disse Nie Wen, economista do Hwabao Trust.

O aumento da produção industrial desacelerou mais do que o esperado para 5,4% em abril sobre o ano anterior, recuando da máxima de quatro anos e meio de 8,5% em março, resultado que alguns analistas suspeitam que foi impulsionado por fatores sazonais e temporários.

Analistas consultados pela Reuters projetavam crescimento de 6,5%.

Nie afirmou que a China pode precisar de um corte mais abrangente na taxa de compulsório dos bancos em junho, antes da cúpula do G20 em que os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, devem discutir o comércio.

Ampliando as preocupações sobre a demanda doméstica, os dados desta quarta-feira também mostraram inesperada fraqueza no investimento.

O crescimento do investimento em ativos fixos desacelerou a 6,1% nos quatro primeiros meses do ano, contra expectativas de ligeiro aumento para 6,4%.

Comentário

Economia

Dólar recua com sinais de retomada econômica no exterior

Publicado

dia

Vídeo de reunião ministerial não assusta investidores, que esperavam efeitos mais negativos

Dólar: moeda americana inicia semana em queda contra real (Janaína Ribeiro/Exame)

O dólar iniciou esta semana em trajetória de queda frente ao real, com o otimismo com as reaberturas das principais economias do mundo se sobrepondo aos temores de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos. Às 9h40 desta segunda-feira, o dólar comercial caía 1% e era vendido por 5,518 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, recuava 1%, cotado a 5,82 reais.

Na Europa, um dos continentes mais impactados pela pandemia do coronavírus covid-19, alguns países já se programam a retomada do turismo. A Espanha, quinto país com mais casos da doença registrados, deve voltar a receber turistas a partir de julho, na expectativa de tentar salvar parte da temporada de verão. Por lá, empresas de turismo chegaram a disparar na bolsa nesta segunda.

Já nos Estados Unidos, onde houve o maior número de infectados e mortos pela doença, todos os estados já iniciaram processos de reabertura, apesar dos temores sobre uma segunda onda de contaminação, principalmente em estados do sul do país.

“Sem muitas notícias no exterior, o otimismo com a reabertura da Europa e dos Estados Unidos deve continuar [ditando o ritmo dos mercados]”, afirmou Vanei Nagem, analista de câmbio da Terra Investimentos. Segundo o analista, caso fique abaixo dos 5,50 reais, o dólar pode iniciar uma tendência de queda contra o real.

No cenário interno, os investidores estiveram atentos ao vídeo da reunião ministerial do presidente Jair Bolsonaro, divulgado poucos minutos após o fechamento do pregão do dólar à vista. No entanto, o conteúdo do vídeo ficou aquém do esperado.

“Estavam precificando algo pior. Não ficou nítida a interferência [de Bolsonaro para salvar seus familiares de possíveis investigações]”, disse Nagem

Apesar do quadro positivo para o mercado de câmbio, é esperado menos negociações neste pregão, tendo em vista que hoje é feriado nos Estados Unidos (Memorial Day) e no estado de São Paulo, que adiantou o feriado estadual de 9 de julho pra esta segunda para tentar evitar a proliferação do vírus, que está em seu pico no Brasil.

 

Ver mais

Economia

Para economistas, crise do coronavírus deve levar a alta de impostos

Publicado

dia

Analistas concordam que governo precisa gastar para conter a crise do coronavírus, mas há preocupações com o impacto do aumento da dívida pública

Aumento dos gastos públicos e a queda do PIB devem levar a uma alta dos impostos no futuro (Priscila Zambotto/Getty Images)

Com a redução da atividade econômica e o aumento dos gastos públicos para amenizar os efeitos da quarentena, o endividamento bruto brasileiro deverá passar dos 76% do Produto Interno Bruto (PIB), registrados no fim de 2019, para algo entre 92% e 96% neste ano. Apesar de quase não haver dúvidas entre os economistas de que, agora, o governo precisa gastar, há preocupações com o impacto do aumento da dívida no futuro da economia.

Para alguns analistas, o aumento dos gastos públicos e a queda do PIB neste ano devem tornar praticamente inevitável uma alta nos impostos no futuro. “Mas isso terá de ser feito de forma muita bem pensada e temporária”, destaca a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre). Ela não vê espaço para um ajuste fiscal draconiano a partir do próximo ano. Dado o tamanho da crise, diz o crescimento continuará fraco em 2021 e, portanto, não será fácil fazer cortes.

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, também acredita que um aumento de impostos será necessário, e diz que possivelmente ele ocorrerá na alíquota do Imposto de Renda. “Uma parte desse ajuste vai ter de passar por um aumento de imposto, possivelmente de renda, de quem é CLT. Talvez aumentar a alíquota máxima de 27,5% para 35%, por exemplo, e aumentar o imposto também das pessoas jurídicas.”

Vale aponta ainda que serão necessárias outras medidas extraordinárias para reduzir o endividamento, como o uso de reservas internacionais para financiar gastos, uma reforma administrativa severa e um programa de privatizações robusto. “Isso daria um sinal de que o governo está realmente interessado em reformas, o que será muito difícil de acontecer no governo Bolsonaro.

Aparentemente, ninguém do governo está pensando no pós-crise. As medidas (futuras) serão duras e difíceis de passar no Congresso. Bolsonaro entrou, não conseguiu fazer nada até agora e está afundando (o País) cada vez mais”, afirma.

A necessidade de aumento de impostos é levantada também pelo economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). Para ele, no entanto, esse incremento não deverá ocorrer no Imposto de Renda, pois a classe média já está muito pressionada.

“A primeira coisa que vai sair é tributação de dividendos pago pelas empresas. Uma tributação maior para bancos também vai ser necessária e, talvez, algum tipo de contribuição sobre movimentação financeira”, diz As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ver mais

Economia

Confiança do consumidor tem leve alta, mas piora para famílias mais pobres

Publicado

dia

Para a FGV, o resultado deve ser interpretado como uma acomodação, recuperando apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores

Pessoas de máscaras nas ruas: houve melhora na confiança em todas as faixas de renda familiar, exceto para as famílias mais pobres, que recebem até R$ 2,1 mil (Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

A confiança do consumidor aumentou 3,9 pontos em maio ante abril na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu a 62,1 pontos. Houve melhora na confiança em todas as faixas de renda familiar, exceto para as famílias mais pobres, que recebem até R$ 2,1 mil, com queda de 3,7 pontos no indicador de confiança puxada por nova deterioração das expectativas em maio.

As famílias de maior poder aquisitivo, com renda mensal acima de R$ 9,6 mil, registraram aumento de 9,0 pontos da confiança, com recuperação tanto das expectativas como também de uma percepção de melhora da situação atual.

Para a FGV, o resultado deve ser interpretado como uma acomodação, recuperando apenas 13,2% da queda de 29,6 pontos acumulada nos dois meses anteriores.

“A alta da confiança em maio foi influenciada pela revisão das expectativas, com ligeira redução do pessimismo em relação aos meses seguintes. No momento presente, grande parte dos consumidores sente os impactos da pandemia e avalia piora na situação econômica geral e financeira das famílias. Com o orçamento doméstico comprometido pela necessidade de isolamento social levando a casos de redução de renda por demissão, suspensão de trabalho ou redução proporcional de salários e jornada de trabalho por pelo menos um membro familiar, as famílias de baixa renda são atualmente as que mais sentem dificuldades. A preocupação com o emprego e a incerteza elevada manterão os consumidores cautelosos nos próximos meses”, avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em maio, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,6 ponto, para 65,0 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016, quando estava em 64,8 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 6,7 pontos, para 61,7 pontos.

O componente que mede a satisfação com a situação econômica atualmente caiu 0,9 ponto, para 71,9 pontos. O item que avalia as finanças familiares no momento presente recuou 0,3 ponto, para 58,8 pontos.

Já as expectativas sobre as finanças familiares nos próximos meses subiram 8,8 pontos, após quatro meses seguidos de quedas. O avanço em maio, porém, recupera apenas 22,9% da perda acumulada desde o início do ano nesse componente.

O item que mede o otimismo em relação à situação econômica no futuro aumentou 4,4 pontos em maio, para 71,6 pontos, enquanto o componente que mede a intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses cresceu 6,3 pontos, para 27,4 pontos.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.808 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 20 de maio.

 

Ver mais

Economia

Mercado piora perspectiva para queda do PIB em 2020, para quase -6%

Publicado

dia

De acordo com o levantamento Focus, do Banco Central, economia deve contrair 5,89% neste ano; previsão anterior era de 5,12%

 

Loja fechada: pandemia do coronavírus deve fazer Brasil em recessão (Amanda Perobelli/Reuters)

A expectativa do mercado para a contração da economia brasileira se aproximou de 6% na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira, embora a visão sobre a recuperação em 2021 tenha melhorado.

De acordo com o levantamento semanal, o Produto Interno Bruto deve contrair 5,89% em 2020, de uma queda esperada anteriormente de 5,12%. Para 2021, a estimativa de crescimento melhorou em 0,3 ponto percentual, a 3,50%.

O Ministério da Economia prevê contração do PIB em 2020 de 4,7%, contra alta de 0,02% vista em março. Esse seria o pior resultado da série histórica que começou em 1900.

Selic

Já o cenário para a política monetária este ano permaneceu o mesmo, com os especialistas consultados mantendo a previsão de taxa básica de juros a 2,25%. Mas para 2021 a conta caiu a 3,29% na mediana das projeções, de 3,50% na semana anterior.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 2,25% este ano, mas reduziu a perspectiva no ano que vem a 2,88%, de 3,50% antes.

Inflação

A pesquisa com uma centena de economistas apontou ainda que a expectativa para a inflação passou a 1,57% em 2020 e 3,14% em 2021, de 1,59% e 3,20% respectivamente no levantamento anterior.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4%e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Dólar

O cenário para o dólar também sofreu a alteração, com a moeda norte-americana estimada em 5,40 reais este ano ante 5,28 reais antes, e caindo a 5,03 reais no final de 2021, de 5 reais previamente.

Ver mais

Economia

PIB da Alemanha tem queda de 2,2% no 1º trimestre e entra em recessão

Publicado

dia

A queda da economia alemã é a maior registrada desde o primeiro trimestre de 2009

Alemanha: Índice de sentimento das empresas sobe mais do que o esperado em maio (Christian Mang/Reuters)

Ver mais

Economia

Ata do BCE indica mais afrouxamento de política monetária em junho

Publicado

dia

BCE já divulgou uma longa lista de medidas para mitigar a recessão, incluindo compras de títulos e empréstimos a taxas profundamente negativas

Europa: ata provavelmente estimulará especulações de nova medida quando elas se reunirem em 4 de junho (omersukrugoksu/Getty Images)

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?