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Museus reabrem com segurança e tranquilidade

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Turistas e brasilienses visitam exposições cercados de cuidados contra a Covid-19

Museu Nacional, em Brasília — Foto: Joelson Maia/TV Globo

Recém-casada há seis meses, a carioca aposentada Mônica Jacinto Dumonte, 52 anos, nem pensou duas vezes quanto ao destino da sua lua de mel: Brasília. Embora, atualmente, morando em Praia Grande (SP), ela sempre teve uma relação afetiva com a capital do país, até porque morou aqui dos 6 anos de vida até março deste ano. Na última sexta-feira (18), ao desembarcar na cidade, junto com o marido, qual a surpresa do casal ao saber que alguns dos museus mais importantes do DF estavam abertos para visitação. Eles foram os primeiros visitantes a botar os pés no Museu Nacional da República, na estreia da reabertura dos espaços após o fechamento, em março.

Oswaldo e Monica, recém casados, vieram de SP | Foto: Acácio Pinheiro

“Queria que o meu marido conhecesse a cidade onde vivi grande parte da minha vida. Ficamos surpresos e felizes de os museus estarem abertos. Gosto de contemplar obras de arte, é cultura, história, estava com saudade”, diz, animada. “Não conhecia Brasília e é a primeira vez num museu, é um lugar bonito, diferente, tivemos sorte”, contempla Osvaldo Muniz, o marido.

Turistas aproveitaram a reabertura

Pelo menos um grupo de 10 pessoas já aguardava com ansiedade, pouco antes das 10h, a abertura do museu localizado na área central do Plano Piloto. A maioria, turistas de passagem pela região, em busca das novidades e maravilhas locais. Alguns comemoraram a boa notícia; outros, como o fisioterapeuta de Rondônia, Gleisson Pereira, 30 anos, já tinham antecipado o passeio. “Estava de bobeira no hotel, quando soube, pela tevê, da abertura dos museus”, conta. “Não tinha como perder a oportunidade. A arquitetura local já é um atrativo. Poder conhecer esses espaços por dentro, poder visitar, melhor ainda”, vibra.

Com limite de 30 pessoas por vez, a ampla galeria localizada no Conjunto Cultural da República traz como atrativo a exposição “Construção Obsessiva”, uma imersão curiosa nos misteriosos e coloridos trabalhos do pintor baiano, Aurelino dos Santos. São mais de 100 obras do artista-louco andarilho das ruas de Salvador que, a partir de um ambiente de extrema pobreza e no limiar entre insanidade e lucidez, deu sentimento e sensibilidade à sua arte.

“Acreditamos que o contato direto com a arte não pode ser substituído por nenhum dispositivo virtual“, defende Sara Seilert, gerente interina do Museu Nacional. “A gente não quer negar esse prazer e oportunidade para as pessoas, se elas se sentirem à vontade para sair de casa, venham ao museu, mas obedecendo a esses cuidados necessários”, convida.

Desde junho deste ano, por determinação do Governo do Distrito Federal, os museus do DF, mediante o uso dos protocolos de segurança, estão autorizados a abrir para o público, gradualmente. Assim, de lá para cá, gestores e servidores da Secretaria de Cultura e Economia do DF arregaçaram as mangas para se ajustar às regras, garantindo o acesso correto e seguro das pessoas a esses ambientes. Tanto no Museu Nacional da República, quanto no Museu Vivo da Memória Candanga e os três espaços do Centro Cultural dos Três Poderes – Panteão da Pátria, Museu da Cidade e Espaço Lúcio Costa -, o manual de conduta contra a Covid-19 foi colocado em prática.

Além dos itens de higiene e segurança básicos, como o álcool gel, termômetro para medição, e marcações no chão, visando ao distanciamento social, alguns lugares oferecem sapatilhas descartáveis. É o que acontece no Museu Nacional da República, Panteão da Pátria e Museu Vivo da Memória Candanga. O uso de máscaras, vale dizer, é terminantemente obrigatório. No próximo fim de semana, a partir do dia 25/09, serão reabertos para sociedade, também com limite de frequentadores, o Memorial dos Povos Indígenas e o Espaço Oscar Niemeyer. Ambos com capacidade para 20 frequentadores por vez.

Há dezesseis anos morando em Palmas, Tocantins, depois de passar em concurso público do estado, o servidor Roniel Alves Marinho, 40 anos, está em Brasília para passeio desde a semana passada. “Vinha muito aqui na Praça dos Três Poderes quando morava na cidade, é um lugar agradável, amplo e bonito, sem falar que é carregado de simbologia cívica”, lembrou-se em visita ao Espaço Lúcio Costa, conhecido, entre outras coisas, pela enorme maquete do Plano Piloto. O museu reabriu com limite de 10 pessoas por vez durante a visita.

Inaugurado em 7 de setembro de 1986, em homenagem ao presidente Tancredo Neves e aos heróis nacionais que defenderam a liberdade e democracia no Brasil – como o inconfidente Tiradentes, a revolucionária Anita Garibaldi e o escravo Zumbi dos Palmares – , o Panteão da Pátria é outro espaço do Centro Cultural Três Poderes, que teve de se adaptar para receber tanto os turistas, quanto os visitantes locais. O lugar, que pode receber somente 20 pessoas por vez, é conhecido, entre outras, pela beleza translúcida dos vitrais da artista plástica franco-brasileira Marianne Peretti

“É uma tentativa de voltarmos à normalidade”, constata o gerente do Centro Cultural Três Poderes, Rafael Sofreddi. “Mas é importante que todos nós tenhamos noção de que a pandemia ainda existe e que as medidas de segurança são essenciais para manter o mínimo de tranquilidade para os visitantes, servidores e funcionários do espaço”, reforça o gestor.

Roniel Marinho, de Palmas (TO)| Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Concorda o gaúcho de Porto Alegre Cristiano Goldschmidt, em seu primeiro tour pela capital brasileira. “Parece brincadeira, mas só agora, aos 44 anos, é que tive curiosidade de conhecer a capital do meu país. Estudei lá fora, visitei outros países e cidades do mundo, e só agora vim a Brasília”, lamenta o jornalista, que se especializou na profissão na Cracóvia, Polônia, onde nasceu o inesquecível Papa, João Paulo II. “Não acreditei que alguns museus daqui estivessem abertos, já que, em Porto Alegre, não estão. Foi bom porque deu para aproveitar bastante e o pessoal é bem criterioso quanto aos protocolos de segurança”, elogia.

Na Praça dos Três Poderes, ainda é possível visitar o Museu da Cidade, aquele pequeno edifício retangular suspenso inaugurado junto com a nova capital, em 21 de abril de 1960. O tamanho não ofusca sua importância. Carimbado com o rosto do presidente Juscelino Kubistchek numa de suas fachadas, tem a responsabilidade de guardar a memória da interiorização do país. Ali, o limite de pessoas por visitação é de cinco por vez.

“O Museu da Cidade marca a transição do poder do litoral, que era o Rio de Janeiro, para o interior, o Brasil central, enfim, Brasília. Ele é a memória dessa mudança”, contextualiza Rafael Soffredi, diretor do CC3P. “Ele é um cantinho encantador e preserva momento significativo da história de Brasília”, observa a professora de história do Rio de Janeiro, Roselane Kelly Cândido, 44 anos, em excursão pela cidade com outros cincos amigos da Cidade Maravilhosa.

Museu Vivo da Memória Candanga | Foto: Acácio Pinheiro/ Agência Brasília

Casas coloridas

Conhecidas pelo colorido vibrante e charme bucólico, as casinhas de madeira localizadas no final da Epia Sul, entre a Candangolândia e o Núcleo Bandeirante, um dia serviram de cenário para a primeira área médica do DF, no final dos anos 50. Desde os anos 1990, as 18 construções antigas formam o Museu Vivo da Memória Candanga, também reaberto na última sexta-feira (18/09), pela Secec.

O público para visitação, assim como nos demais estabelecimentos de lazer coletivo da cidade ligados à pasta, será restrito e os protocolos de segurança contra o vírus, colocados em prática, sistematicamente. Permissão de circulação, apenas na alameda que cruza os espaços de exposição e visitação de duas exposições permanentes: “Poeira, Lona e Concreto”, que reverencia a “evolução história da cidade, desde o marco-zero, chegando a monumentos fundamentais (…) que formaram a cidade”, e o “O Cerrado de Pau de Pedro”, sobre trabalhos do artista popular maranhense, Pedro de Oliveira Barros. Nada de atividades nas áreas verdes do lugar que compreende as mesas de “camping”, o parque infantil e o convidativo bosque.

“Tivemos uma palestra com todos os nossos 20 servidores e funcionários da limpeza sobre o protocolo de segurança”, frisa a gestora do lugar, Eliane Falcão. “A comunidade está muito isolada, precisando de algo para fazer e por que não visitar um lugar como esse que traz a história de Brasília, que este ano fez 60 anos”, destaca.

Museu Vivo da Memória Candanga | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

A designer e produtora cultural Maria Stella Lopes, 62 anos, encantou-se pelo lugar. “Esse museu é uma fofura e as pessoas precisam conhecer, porque ele traz a história de Brasília de uma maneira muito singela e verdadeira”. “É muito importante essa abertura dos museus, porque a cultura não pode faltar num momento como esse. A arte muda a vida e, se a gente tiver cuidado, não tem problema. Porque se a gente entra no supermercado para comprar comida, por que não também alimentar nossa alma”, resume, citando uma canção clássica da banda paulista, Titãs.

Serviço

Museu Nacional da República

Regras:

Visitação: sexta a domingo, das 10h às 16h.

Lotação do salão: 30 pessoas. Completada a capacidade, será formada fila de espera.

Observação: obrigatórios o uso de máscara e propé no carpete. Será feita medição de temperatura e disponibilizado álcool em gel.

Telefone para dúvidas: (61) 33255220.

Centro Cultural Três Poderes

Formado por três espaços: Panteão da Pátria, Lucio Costa e Museu da Cidade

Regras:

Visitação: sexta a domingo, das 9h às 15h.

Lotação do salão: Panteão da Pátria, 20 pessoas; Espaço Lucio Costa, 10; e Museu da Cidade, 5. Completada a capacidade, será formada fila de espera.

Observação: obrigatórios o uso de máscara e propé no carpete. Será feita medição de temperatura e disponibilizado álcool em gel.

Telefone para dúvidas: 61 98355-9870 (WhatsApp)

Museu Vivo da Memória Candanga

Regras:

Visitação: sexta a domingo, das 10h às 16h, somente para dois salões expositivos. O parque permanece fechado.

Lotação do salão: 10 pessoas por salão. Completada a capacidade, será formada fila de espera.

Observação: obrigatório o uso de máscara. Será feita medição de temperatura e disponibilizado álcool em gel.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF

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Bolsonaro rebate Mourão sobre compra de vacina chinesa: “A caneta Bic é minha”

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Presidente sinaliza que não vai autorizar a compra de doses do imunizante contra o novo coronavírus que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan com empresa da China

(crédito: Ed Alves/CB)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se colocar contra a aquisição de doses da Coronavac, vacina contra a covid-19 em desenvolvimento pelo Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, e disse nesta sexta-feira (30/10) que a palavra final sobre o assunto cabe a ele.

A caneta Bic é minha”, afirmou o mandatário, ao portal R7. A declaração dele é uma resposta ao que foi dito mais cedo nesta sexta pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, de que o governo federal vai ajudar na compra da Coronavac.

Em entrevista à revista Veja, o general reconheceu que Bolsonaro está reticente em usar recursos da União para adquirir doses da vacina por conta da “briga política” que ele tem com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Mesmo assim, Mourão afirmou que o Executivo não deixaria de contrbuir para a compra do imunizante.

“Essa questão da vacina é briga política com o Doria. O governo vai comprar a vacina, lógico que vai. Já colocamos os recursos no Butantan para produzir essa vacina. O governo não vai fugir disso aí”, garantiu Mourão.

Bolsonaro x Doria

Na última semana, Bolsonaro desautorizou um acordo entre o Butantan, que é vinculado ao Governo de São Paulo, e o Ministério da Saúde que garantiria a compra de 46 milhões de doses da Coronavac menos de 24 horas depois de o documento ter sido assinado.

Desde então, o presidente tem dito que a sua gestão não vai colocar dinheiro em uma vacina que ainda não tem comprovação científica e alertado Doria para “procurar outro” que pague pelo imunizante.

O presidente e o governador paulista também estão em atrito por conta da aplicação da vacina. Enquanto Bolsonaro defende que os brasileiros não devem ser obrigados a se imunizarem, Doria é a favor de que a futura resposta contra o novo coronavírus seja aplicada de forma compulsória.

No início da tarde desta sexta, por exemplo, Bolsonaro comentou com apoiadores que Doria está se transformando em um “autoritário” por conta da sua postura.

“Está acabando a pandemia (no Brasil). Acho que (o Doria) quer vacinar o pessoal na marra, rapidinho, porque (a pandemia) vai acabar e daí ele fala: ‘acabou por causa da minha vacina’. Quem está acabando é o governo dele, com toda certeza”, disse o presidente.

 

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Parcela de outubro do benefício Prato Cheio será paga na terça-feira

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No valor de R$ 250, pagamento visa garantir segurança alimentar e nutricional de famílias em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal

Executivo local criou auxílio em maio, com foco na população de baixa renda – (crédito: Divulgação/Sedes)

O pagamento do benefício do Cartão Prato Cheio está marcado para a próxima terça-feira (3/11). O auxílio é voltado à compra de comida para famílias em situação de insegurança alimentar no Distrito Federal, principalmente no período de pandemia da covid-19. No total, 31.040 famílias receberão a parcela referente a outubro, no valor de R$ 250. O orçamento destinado ao pagamento da parcela do mês será de R$ 7,76 milhões.

Antes da pandemia, cerca de 8 mil cestas de alimentos in natura eram fornecidas a famílias nessa situação. No entanto, em maio, devido à situação de crise social provocada pela pandemia do novo coronavírus, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou o Cartão Prato Cheio. A concessão do benefício, para pessoas em risco nutricional, teve aumento de mais de 280%. O GDF não tinha previsão orçamentária para atender a essa demanda, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

No processo de inclusão de novos beneficiários, o governo estuda formas de priorizar famílias monoparentais, chefiadas por mulheres e com crianças de até 6 anos; lares com pessoas com deficiência ou idosos; e pessoas em situação de rua.

Até agora, 3.717 pessoas ainda não retiraram os cartões nas agências do Banco de Brasília (BRB). Essas famílias estão sem receber. Quem fez a solicitação e ainda não buscou o documento deve acessar o portal do benefício e verificar a qual agência se dirigir. Em caso de dúvidas, há um número de WhatsApp exclusivo para receber informações: (61) 994-512-943. O contato é apenas por meio de  mensagem.

Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes)

 

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Vacinação contra sarampo: DF prorroga campanha para pessoas de 20 a 49 anos pela segunda vez

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Pacientes podem procurar postos até 27 de novembro. Cobertura da imunização na faixa etária é de apenas 7,7%.

Doses de vacina contra o sarampo — Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Arquivo/Secom/Divulgação

A campanha de vacinação contra o sarampo, para pessoas de 20 a 49 anos, foi prorrogada pela segunda vez no Distrito Federal. O prazo final, que seria nesta sexta-feira (30), foi prorrogado para 27 de novembro.

A baixa adesão ocorreu em todas as regiões do país, segundo o Ministério da Saúde. A taxa de imunização nacional nesta faixa etária ficou em 13%.

Após o encerramento da campanha nacional no fim de outubro, as vacinas continuarão acessíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Há contraindicação apenas para gestantes e imunodeprimidos.

Quem precisa vacinar?
Segundo a Secretaria de Saúde, a vacinação das pessoas de 20 a 49 anos, é recomendada “independentemente de quantas doses tenham sido registradas na caderneta de vacinação”. Trata-se de uma dose extra para garantir a proteção contra a doença.

“Todos indivíduos de 12 meses a 29 anos de idade precisam ter duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Os de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose”, diz a Secretaria de Saúde do DF.

Na capital federal, dos cinco casos positivos da doença registrados em 2020, quatro pessoas têm entre 20 a 49 anos, faixa etária da campanha.

O cenário no DF se assemelha ao nacional. De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado no dia 3 de outubro, houve 8.180 casos da doença em todo o país.

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Covid-19: DF tem mais seis mortes e total chega a 3.676; Taguatinga soma 375 vítimas

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Número de óbitos registrado nesta sexta (30) é 33% menor que na quinta (29). Nas últimas 24 horas, 622 pessoas testaram positivo para Covid-19 e total de infectados vai a 212.762.

Teste RT-PCR para Covid-19, no Distrito Federal — Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O Distrito Federal registrou, nesta sexta-feira (30), mais seis mortes e 622 novos casos de Covid-19. O total de óbitos chega a 3.676 e o de infectados, a 212.762. Os dados são da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).

A quantidade de vítimas nas últimas 24 horas é 33,3% menor que na quinta (29), quando houve confirmação de nove óbitos. O número de diagnósticos também teve queda, de 11%, na mesma comparação. No dia anterior, 698 pessoas testaram positivo na capital.

Taguatinga, a segunda região mais afetada pela pandemia na capital, registrou uma nova morte e soma 275 vítimas da Covid-19. A SES-DF considera que 202.935 pessoas que contraíram o vírus na capital já se recuperaram, o que equivale a 95,4% do total.

Vidas perdidas

Entre as vítimas, 3.385 eram moradoras do Distrito Federal. As 291 restantes vieram de outras unidades da federação para buscar atendimento, principalmente do Entorno do DF.

Nenhuma das mortes confirmadas nesta sexta ocorreu na mesma data. As seis foram registradas entre os dias 17 e 28 de outubro.

Veja perfil das vítimas confirmadas nesta sexta:

Faixa etária

  • 40 a 49 anos: 1
  • 50 a 59 anos: 1
  • 70 a 79 anos: 3
  • 80 anos ou mais: 1

Residência

  • Águas Claras: 1
  • Cruzeiro: 1
  • Plano Piloto: 1
  • São Sebastião: 1
  • Taguatinga: 1
  • Entorno do DF: 1

Casos por região

Ceilândia é a região com maior número de casos e mortes pela Covid-19 no DF. No boletim desta sexta, a Secretaria de Saúde afirma que há 26.227 casos da doença e 666 vítimas.

Porém, na quinta, a pasta disse que havia 667 óbitos pela doença na região. O G1 questionou a SES-DF sobre a discrepância e aguarda resposta.

Em seguida, aparece Taguatinga, que soma 17.683 notificações da doença e 375 vítimas. O terceiro lugar no total de registros é ocupado pelo Plano Piloto, com 17.045 infectados e 253 mortes.

Veja casos por região do DF:

Casos de coronavírus por região do DF, em 30 de outubro — Foto: SES-DF/Reprodução

Casos de coronavírus por região do DF, em 30 de outubro — Foto: SES-DF/Reprodução

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Banco Mundial emprestará US$ 1 bilhão para ampliação do Bolsa Família

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Segundo entidade, objetivo é mitigar os efeitos da pandemia entre a população mais vulnerável. Cerca de 3 milhões de pessoas serão beneficiadas

O empréstimo “apoiará a ampliação do Bolsa Família que vai beneficiar cerca de 3 milhões de pessoas (Roberto Setton/Exame)

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira que vai emprestar US$1 bilhão ao Brasil para que se amplie o programa social Bolsa Família. O empréstimo “apoiará a ampliação do Bolsa Família, por meio do financiamento de transferências de renda que beneficiarão cerca de 3 milhões de pessoas, incluindo mulheres, crianças e jovens, indígenas e outras minorias”, afirmou o banco em comunicado. O epréstimo será pago ao longo de quase 8 anos, disse o banco.

Segundo a entidade, desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado em 26 de fevereiro no país, “o novo coronavírus infectou mais de 5 milhões de pessoas no Brasil. Em consequência disso, o governo brasileiro e o Banco Mundial decidiram dar uma robusta resposta conjunta para proteger os mais vulneráveis”.

– A incerteza sobre a trajetória da pandemia e a perspectiva de pobreza tornam cruciais a expansão do programa Bolsa Família e a proteção dos pobres nesses tempos difíceis – afirmou Paloma Anós Casero, Diretora do Banco Mundial para o Brasil.

A pandemia do novo coronavírus deu início a uma crise sanitária, econômica e social sem precedentes e “com forte impacto para as populações vulneráveis. A recuperação deve acontecer de maneira gradual e desigual, com milhares de famílias a mais precisando de ajuda em 2021 do que havia no período pré-Covid-19”, acrescentou o Banco Mundial.

A nota da instituição cita o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que afirma que a parceria permitirá ao governo “incluir famílias que se tornaram temporariamente pobres ou que não estavam cadastradas no programa anteriormente”.

Lorenzoni também mencionou o auxílio emergencial, que, investindo cerca de US$ 60 bilhões, já fez pagamentos mensais para mais de 67.8 milhões de brasileiros”.

Segundo o Banco Mundial, antes da pandemia, cerca de 13 milhões de famílias estavam cadastradas no Bolsa Família. “O projeto financiará a ampliação do programa, e expandirá a proteção para ao menos 1,2 milhão de famílias pobres que continuarão a precisar de apoio após o fim do auxílio emergencial. As mulheres representam 90% dos beneficiários diretos. Essa ampliação beneficiará pelo menos 3 milhões de pessoas, entre elas 990 mil crianças e jovens e 7 mil indígenas”.

O banco também oferecerá assistência técnica ao Ministério da Cidadania, “em coordenação com outros doadores bilaterais”, para avaliar os impactos potenciais das mudanças no programa Bolsa Família.

“A pandemia colocou pressão sobre a economia brasileira. Em resposta, o governo brasileiro se comprometeu com um pacote de incentivo fiscal rápido e abrangente. Espera-se que essas medidas reduzam em grande parte os impactos da Covid sobre a pobreza em 2020, embora a perspectiva de pobreza para 2021 continue incerta, uma vez que as medidas de auxílio emergencial têm prazo para expirar, e o mercado de trabalho continua devagar. A taxa de desemprego em agosto de 2020 atingiu 13,6 por cento”, lembra a entidade.

 

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Covid-19: Força-tarefa do MPDFT se prepara para segunda onda

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MPDFT pede cautela para população e se organiza para fortalecer ações nas regiões de maior índice de transmissibilidade; expectativa é de uma segunda onda no DF

Os índices de transmissão da doença aumentaram em algumas regiões – (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Segundo informações da Secretaria de Saúde, o índice de transmissibilidade da covid-19 tem aumentado em algumas regiões do DF. Diante disso, a força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para ações de enfrentamento à pandemia se organiza para fortalecer as ações regionalizadas e pede o engajamento da população. Reunidos nesta quinta-feira (29/10), os procuradores e promotores que integram o grupo falaram sobre o risco e as consequências de uma possível segunda onda de contaminação.

Como forma de conscientização e alerta para a sociedade de que a disseminação do vírus ainda não acabou, e que o momento ainda exige cautela, foi lançada pelo MPDFT a campanha Faça sua parte. “A possibilidade de uma segunda onda tem potencial de grande estrago. Neste momento, a postura da população em manter as medidas de higienização e distanciamento é determinante para o controle dos casos, até que se tenha uma vacina. E até mesmo depois da vacina, os cuidados deverão continuar”, alertou o coordenador da força-tarefa, José Eduardo Sabo.

O acompanhamento da estruturação do programa de vacinação contra a covid-19 no DF constitui importante frente de atuação no cenário atual da pandemia. Representantes da força-tarefa participaram de reunião no Ministério da Saúde e receberam informações sobre as pesquisas das vacinas e sobre o plano para imunizar a população. A etapa antecede o início da vacinação contra o novo coronavírus. O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, e integrantes de sua equipe também estiveram presentes.

Outra medida recente do MPDFT foi a requisição ao DF Legal de ações de fiscalização do órgão nas imediações da Feira dos Importados. O objetivo é a verificação do cumprimento das medidas e protocolos sanitários pelos comerciantes ambulantes. O local costuma ter grande movimentação de pessoas e pouco distanciamento social.

Desmobilização de leitos

Com a desaceleração nas taxas de disseminação do novo coronavírus, o governo do DF iniciou a desmobilização gradual de leitos exclusivos para Covid-19 nos hospitais da rede pública do DF. O Ministério Público faz o acompanhamento dessa etapa e já verifica possibilidades de utilização de equipamentos adquiridos pela Secretaria de Saúde (SES) para a instalação definitiva de novos leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) ou unidade de cuidados intensivos (UCI) em hospitais com grande volume de atendimentos e que já possuem espaços físicos apropriados.

“Com uma boa gestão, essa desmobilização de leitos pode representar a disponibilização de mais leitos de UTI no DF e também atender as demandas das cirurgias eletivas”, defendeu o promotor de Justiça de Defesa da Saúde Clayton Germano.

Aumento da pobreza

A promotora de justiça Hiza Maria Carpina destacou que a assistência social continua em situação precária. “Atualmente, 30 mil pessoas estão na fila de espera do Programa Prato Cheio. Isso dá uma dimensão do resultado catastrófico da pandemia no DF entre os mais vulneráveis”, relatou. O MPDFT também defende a urgente recomposição do quadro de servidores da área de assistência social para continuidade dos serviços socioassistenciais, principalmente em relação à retomada do Cadastro Único, que representará um importante diagnóstico da situação de pobreza que muitas famílias se encontram.

A força-tarefa do MPDFT é integrada pelas promotorias de Justiça que atuam nas áreas de saúde, educação, patrimônio público, idoso, meio ambiente, infância e juventude, consumidor, direitos humanos e sistema prisional.

 

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