Entrar no setor de tecnologia pode ser um desafio, especialmente para mulheres, devido à predominância masculina. Muitas profissionais descobrem sua paixão ao longo do percurso e transformam seus projetos em iniciativas que impactam milhares de pessoas. Uma das portas de entrada são as seleções em empresas públicas e privadas.
Essas experiências são comuns entre mulheres do Distrito Federal. Em um evento no Centro Universitário de Brasília (Ceub), estudantes e profissionais discutiram os desafios e as oportunidades para mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Segundo dados da Unesco, apenas 17 das 589 mulheres premiadas com o Nobel nessas áreas. Além disso, apenas 35% das matrículas na educação superior são de mulheres.
É fundamental superar preconceitos e destacar exemplos de profissionais que conquistaram seu espaço para incentivar novas gerações.
As histórias apresentadas revelam que não há um único caminho para atuar na tecnologia: vontade de aprender, coragem e colaboração são essenciais.
A jornada na tecnologia pode ser cheia de mudanças. Por exemplo, Bruna Martins, 22 anos, começou em Relações Internacionais, mas encontrou sua verdadeira paixão na engenharia e agora atua em ciência da computação.
Ela enfrentou o ambiente masculino da turma, mas adaptou-se e destacou que errar é parte do aprendizado na tecnologia. Para ela, ver outras mulheres progredindo é uma grande inspiração.
Riscos digitais
Sarah Tuyani, psicóloga e comunicadora, uniu diversas áreas para entender o comportamento online e os riscos digitais. Participou de um projeto de tecnologia do Google e pesquisou fraudes da Black Friday usando dados online.
Sua trajetória mostra que a tecnologia pode ser uma ferramenta útil em diferentes profissões.
Caminhos
Clarice Nunes destacou como curiosidade e busca por experiências abriram portas para ela na tecnologia. Ainda no início da faculdade, desenvolveu projetos e buscou apoio para criar a plataforma VIVI, que conecta voluntários a instituições de Brasília.
O projeto já conta com cerca de três mil pessoas, aproximando habilidades e necessidades de voluntariado.
Para Clarice, mais importante do que planejar é estar aberta para descobrir o próprio caminho.
A professora Kadija Valéria ressaltou a importância de incentivar estudantes a pesquisa e mostrar que a graduação pode ser o primeiro passo para uma carreira acadêmica e profissional, inclusive mestrado e doutorado.
Ela também destacou que os estereótipos de gênero aparecem desde cedo na família, na escola e no trabalho, influenciando a autoimagem das meninas.
Por isso, educação e criação de oportunidades são fundamentais para que mais mulheres conheçam e ocupem espaços na tecnologia.
