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quarta-feira, 25/03/2026

Motoristas devem ser formados focando no comportamento e segurança

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Em Brasília

Aureo Ribeiro propõe implementação do conceito ‘Visão Zero’

Especialistas em segurança viária recomendaram que a formação de motoristas no Brasil priorize o entendimento do comportamento humano e a identificação de riscos, em vez de se concentrar apenas em regras de trânsito e técnicas de direção. A discussão ocorreu na comissão especial da Câmara dos Deputados, que avalia o Projeto de Lei 8085/14 e outras 270 propostas para modificar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Como relator da comissão, o deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) questionou os participantes sobre a aplicação do conceito ‘Visão Zero’ durante a formação inicial dos condutores – uma estratégia global que considera inaceitável qualquer morte ou lesão grave no trânsito. Ele busca um método de ensino alternativo que atenda às metas de segurança da ONU para o trânsito.

Comportamento no trânsito

Sobre a ‘Visão Zero’, Guimarães destacou a importância de ensinar esse conceito desde a escola. ‘Mais do que aprender placas, as crianças precisam internalizar cidadania, responsabilidade e respeito ao próximo’, afirmou.

Paulo César da Silva, professor da Universidade de Brasília (UnB), explicou que o comportamento dos motoristas é responsável por aproximadamente 90% dos acidentes. Ele sugeriu rigor maior na concessão da habilitação e a compreensão do trânsito como um ambiente social. ‘A desvalorização da vida não ocorre apenas no trânsito, mas em toda a sociedade que desvaloriza cidadania e respeito’, alertou.

Paulo César da Silva ressaltou também que o ensino deve considerar como os motoristas interagem com o ambiente em que dirigem, relacionando fatores comportamentais e ambientais, um princípio essencial para qualquer formação.

Formação padronizada nas autoescolas

Ygor Valença, presidente da Federação Nacional das Autoescolas, recomendou a criação de um Plano Nacional de Formação de Condutores que padronize os métodos de ensino e impeça decisões relacionadas ao trânsito baseadas em interesses políticos. Em substituição à simples contagem de horas de aula, ele propõe que os alunos demonstrem domínio em manobras fundamentais, como troca de faixa e ultrapassagens.

‘Uma quantidade rígida de horas de aula não agrada ninguém. Porém, ao exigir que o aluno cumpra um checklist comprovando habilidades essenciais, estamos formando condutores mais preparados’, explicou Ygor Valença.

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