O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, falou sobre as recentes tragédias ambientais em várias regiões do Brasil, destacando que mais de 1.225 cidades enfrentam emergências por causa de secas, enchentes e deslizamentos. Ele participou do programa Bom Dia, Ministro, em 4 de março.
No Nordeste, as emergências mudaram de apenas secas para também incluir enchentes. Em Minas Gerais, as chuvas de fevereiro foram as mais fortes já registradas, chegando a quase 900 milímetros, muito além dos 200 milímetros previstos para cinco dias. Em locais como Juiz de Fora e Ubá, caíram quase 200 milímetros em apenas cinco horas, causando deslizamentos. No litoral de São Paulo, São Sebastião teve 680 milímetros de chuva, mais que o dobro do esperado.
No Rio Grande do Sul, o começo de 2023 foi marcado por seca em 400 cidades, mas 2024 trouxe enchentes, o maior desastre do tipo no país. Waldez Góes ressaltou que essas variações extremas são sinais das mudanças climáticas, que trazem desafios como seca e enchente até para a mesma região.
O ministro também destacou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em melhorar a resposta a esses desastres. Entre as ações estão a volta do Ministério das Cidades, com orçamento para programas de moradia, proteção de encostas e drenagem urbana. Recursos foram garantidos para a Defesa Civil por medidas legislativas recentes.
Até agora, o governo já usou mais de 2,3 bilhões de reais em ajuda para estados e municípios atingidos. Waldez Góes esclareceu que esse dinheiro é usado para apoiar abrigos, salvar vidas e reparar serviços públicos, e rebateu informações falsas sobre esses gastos.
Uma importante ferramenta criada a pedido do presidente Lula é o Defesa Civil Alerta, que completou um ano em dezembro de 2025. Esse sistema envia avisos por mensagem e som para celulares em áreas de risco, mesmo que estejam no modo silencioso ou sem internet, alcançando aparelhos modernos com 4G ou 5G.
O ministro enfatizou que o sistema já salvou vidas, mas alertou para a importância de as pessoas entenderem e respeitarem os riscos. Muitas resistem a deixar suas casas durante evacuações, o que pode ser perigoso. Ele destacou que a cultura de prevenção deve ser adotada antes que um desastre aconteça, para proteger vidas e reduzir danos.

