Wellington Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública, antecipou seu retorno ao Brasil após cumprir compromissos oficiais em Assunção, no Paraguai. A volta foi motivada pela necessidade de participar das discussões sobre a reação do governo brasileiro à decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
O ministro estava na capital paraguaia para participar da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados, além da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul. Assim que soube da decisão americana, antecipou seu retorno para acompanhar de perto as ações do governo brasileiro.
A Casa Civil, liderada pela ministra Miriam Belchior, convocou uma reunião de ministros no Palácio do Planalto para discutir o assunto. Participam deste encontro os ministros da Fazenda, Dario Durigan, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias.
Segundo fontes, desde o anúncio da decisão dos Estados Unidos, equipes dos ministérios envolvidos e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência vêm realizando reuniões para ajustar a resposta brasileira. A medida americana faz parte de uma estratégia para intensificar o combate ao crime organizado e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
A expectativa é que a reunião no Palácio do Planalto envolva também equipes técnicas e diplomatas, estendendo-se ao longo do dia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Sergipe e deve estar no Rio de Janeiro para o lançamento do streaming de obras brasileiras Tela Brasil.
A posição do governo brasileiro é contrária à medida americana, argumentando que a decisão pode comprometer a soberania nacional e abrir espaço para possíveis intervenções militares dos Estados Unidos em território brasileiro.
