A Meta fechou um acordo com diversos estados dos Estados Unidos para encerrar um processo judicial importante sobre redes sociais. Como parte desse acordo, a empresa vai restringir o tempo que menores de idade podem passar nas suas plataformas e pagará uma multa de US$ 17 bilhões.
Procuradores de 47 estados e territórios americanos acusaram a Meta de criar o Facebook e o Instagram de forma a viciar adolescentes. Dados mencionados pela empresa indicam que, sem o acordo, a multa poderia chegar a US$ 1,4 trilhão.
Além da multa, a Meta fará várias mudanças no funcionamento das plataformas. Para reduzir o vício e melhorar o sono dos usuários, o uso será limitado entre meia-noite e 6h, as notificações ficarão silenciadas entre 22h e 7h, e a rolagem infinita será desativada. O tempo diário de uso no Instagram e no Facebook será restrito a duas horas.
A Meta também vai limitar funções que podem causar comparações negativas, como filtros de beleza e a contagem de ‘likes’. Ferramentas de verificação de idade e controle parental serão reforçadas.
O processo é liderado pelos estados do Colorado, Califórnia, Kentucky e Nova Jersey. Eles afirmam que a Meta violou leis estaduais de proteção ao consumidor e leis federais de privacidade, que preveem multas para descumprimento.
Phil Weiser, procurador-geral do Colorado, destacou que o acordo é muito importante e tem como foco proteger crianças, interrompendo notificações e promovendo pausas no uso das redes sociais.
A Meta negava as acusações e considerava o valor pedido pelos procuradores exagerado.
O julgamento estava em andamento e testemunhas, incluindo Adam Mosseri, chefe do Instagram, apresentaram depoimentos. O acordo foi submetido à juíza Yvonne Gonzalez Rogers, que precisa aprovar os termos.
Brian Schwalb, procurador-geral de Washington D.C., afirmou que esse acordo é uma vitória para a saúde dos jovens e que as mudanças na Meta vão alterar profundamente a forma como os jovens usam o Instagram e o Facebook.
A preocupação com o impacto das redes sociais em crianças e adolescentes é global. Países como Austrália, Dinamarca, França, Alemanha, Espanha, Índia e outros já adotaram ou estudam regras que limitam o acesso de menores às redes sociais. A União Europeia também quer limitar o acesso para menores de 13 anos e questiona o design viciante dessas plataformas.
