A Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram, concordou em fazer mudanças em suas redes sociais e pagar multas de US$ 16,68 bilhões para resolver um processo judicial movido por 29 estados dos Estados Unidos. O processo acusava a empresa de criar um ambiente prejudicial e viciante para adolescentes.
Essas mudanças valem inicialmente só para os EUA, mas como a Meta segue uma política comum para várias regiões, essas alterações podem impactar outros países.
Sobre o Brasil, a empresa já oferece proteções e controles parentais para jovens. Além disso, há contas especiais para adolescentes que limitam o conteúdo e permitem que os pais controlem o uso.
A Meta negou as acusações, mas aceitou as mudanças para encerrar o processo. Entre as mudanças prometidas estão:
- Limite de uso diário de duas horas para jovens, podendo ser reduzido para 60 minutos;
- Verificação obrigatória da idade dos usuários;
- Proibição de acesso de crianças menores de 13 anos;
- Modo escola, que desativa notificações durante o horário das aulas;
- Impedir o uso de filtros de beleza que mudam exageradamente a aparência;
- Ocultar o número de curtidas para os adolescentes;
- Filtros para proteger os jovens de conteúdos prejudiciais, como discussões sobre peso e distúrbios alimentares;
- Informação detalhada para os pais sobre o uso e atividade dos filhos nas redes;
- Possibilidade para os pais desativarem reprodução automática de vídeos.
Além disso, os adolescentes não poderão usar as redes entre meia-noite e 6 da manhã, com possibilidade de ampliação desse horário, e terão avisos para fazer pausas após certo tempo de uso.
Essas medidas são para garantir que os jovens usem as redes sociais de forma mais segura e saudável.
