SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A tensão crescente no Oriente Médio e o medo de interrupção no fornecimento mundial de petróleo estão causando queda nas bolsas de valores ao redor do mundo nesta terça-feira (3).
Na segunda-feira (2), o Irã anunciou o bloqueio do estreito de Hormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo global, ameaçando destruir embarcações que tentarem passar por ali.
Esse anúncio afetou o ânimo nos mercados internacionais, com quedas de até 7% nas bolsas asiáticas. Na China, os principais índices tiveram suas piores performances em semanas ou meses.
O índice CSI300, que inclui as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 1,54%, enquanto o índice SSEC, também de Xangai, perdeu 1,43%. Essa foi a pior queda para ambos desde 2 de fevereiro.
O índice ChiNext Composite, que reúne startups, teve uma queda de 2,57%. O índice STAR50, focado em tecnologia em Xangai, despencou 5,21%, marcando sua pior sessão desde 10 de outubro.
Outros mercados asiáticos também fecharam em baixa: Tóquio (-3,1%), Seul (-7,24%), Hong Kong (-1,12%) e Taiwan (-2,2%).
Na Europa, as bolsas caíram mais de 3%. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, caiu 3,49% às 10h15, refletindo quedas em Frankfurt (-3,7%), Londres (-2,66%), Paris (-2,95%), Madri (-4,43%) e Milão (-3,98%).
Nos Estados Unidos, os mercados futuros indicavam perdas significativas antes da abertura: a Nasdaq caía 2,3% às 8h, a Dow Jones 1,76% e o S&P 500 1,84%.
No Brasil, o dólar subiu rapidamente, atingindo R$ 5,240, alta de 1,45%. A moeda americana também se valorizou no mercado externo, com o índice DXY subindo 0,55% às 10h15.
As tensões impactaram ainda o mercado de commodities, com o preço do petróleo subindo 9% no pico do dia, chegando a US$ 85,10 às 8h, o maior valor desde 19 de julho de 2024, quando o barril Brent registrou US$ 85,35.

