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Manifestantes tomam as ruas da Colômbia para protestar contra o governo

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Manifestantes são críticos a política economia e social do governo de Iván Duque

Colômbia: “O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns cartazes (Luisa Gonzalez/Reuters)

Bogotá — Estudantes e trabalhadores colombianos saíram nesta quinta-feira às ruas do país para protestar contra a política econômica e social do presidente Iván Duque em um dia que praticamente o comércio ficou paralisado e o trânsito nas avenidas do país.

As primeiras manifestações dessa greve nacional surgiram nas universidades públicas de Bogotá, Medellín e Cali. A elas estão se juntando pessoas a caminho do centro das cidades, que circulam pelas avenidas desertas.

“O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns dos cartazes dos estudantes da Universidade Pedagógica da Colômbia, que deixaram a área financeira de Bogotá em direção à praça Bolívar.

Cenas semelhantes se repetem em diferentes cidades, como Medellín, onde uma multidão lotou as ruas em direção ao Parque de las Luces, onde se concentrarão.

O sistema de ônibus público de Cali funcionou normalmente nas primeiras horas do dia. No entanto, interrompeu suas operações horas depois devido a obstáculos que os manifestantes colocavam nas ruas.

Algo semelhante aconteceu em Barranquilla, onde a rede de ônibus do Transmetro teve que ser paralisada pelos bloqueios nas avenidas.

Enquanto isso, em Cartagena das Índias, a maior parte do comércio amanheceu fechada na Avenida Pedro de Heredia, onde uma multidão se move em direção ao centro histórico.

Foram registrados incidentes em Suba, um bairro no noroeste de Bogotá, onde há atritos entre o Esquadrão Policial Anti-Motim (Esmad) e manifestantes que bloquearam a principal avenida da região, que dá acesso às estações do sistema de transporte público.

No tradicional bairro de Chapinero, em Bogotá, homens encapuzados jogaram tinta nas estações de Transmilenio. Eles também escreveram palavras de ordens contra o governo em ônibus e rasgaram plásticos com os quais alguns comerciantes tentavam proteger suas empresas.

Os protestos de hoje são os maiores contra o governo de Duque e ocorrem em um momento de turbulência social na América Latina, que aumenta o medo de muitos cidadãos de um surto de violência.

Para evitar excessos, o governo implementou medidas de segurança que incluem fechamento de fronteiras, destacamento policial, vigilância aérea e reforço militar, se necessário, em algumas cidades.

De acordo com os sindicatos, o governo Duque está elaborando um pacote de medidas que causarão um forte impacto econômico e social sobre os trabalhadores, como a eliminação do fundo de pensão estatal Colpensiones, o aumento da idade da aposentadoria e a contratação de jovens com salários abaixo do mínimo, entre outras medidas.

 

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Explosão de gás deixa 8 mortos em resort de esqui na Polônia

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Corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk

Polônia: desabamento de prédio provocou uma explosão de gás e matou oito pessoas em um resort (Radio Bielsko/Reuters)

O desabamento de um prédio de três andares provocado por uma explosão de gás matou oito pessoas em um resort polonês de esqui na quarta-feira, disseram autoridades locais nesta quinta.

Os corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk, cidade no sul da Polônia.

Cerca de 200 pessoas, incluindo bombeiros e policiais, participaram do resgate.

A operação de busca será reduzida nesta quinta-feira, disseram autoridades, e máquinas pesadas foram trazidas para vasculhar os escombros. Não se espera encontrar mais vítimas.

“É uma operação muito difícil. Não me lembro de um número tão alto de mortes em uma explosão de gás”, disse o chefe do Corpo de Bombeiros da região, Jacek Kleszczewski.

Uma empresa local de gás informou que a explosão provavelmente fou causada por um buraco na instalação.

 

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Membro da Marinha dos EUA mata duas pessoas na base de Pearl Harbor

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Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa

Pearl Harbor: incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval (Hugh Gentry/Reuters)

Um militar da Marinha dos Estados Unidos matou a tiros dois civis que trabalhavam na histórica base de Pearl Harbor, no Havaí, na noite de quarta-feira, e feriu um terceiro antes de se matar, disseram autoridades militares.

As autoridades não identificaram as vítimas ou o atirador, descrito por uma testemunha como vestindo um uniforme da Marinha norte-americana, mas a mídia local informou que todos eram homens.

Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa.

A motivação do atirador não estava imediatamente clara.

Ele morreu de “um aparente ferimento à bala auto-infligido”, e a terceira vítima estava em condições estáveis no hospital, disseram autoridades militares em entrevista coletiva.

“Confirmamos que duas (vítimas) estão mortas”, disse o comandante regional, contra-almirante Robert Chadwick.

O atirador “foi provisoriamente identificado como um marinheiro de serviço ativo designado para o USS Columbia SSN 771”, acrescentou.

O incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval, que levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Japão e a entrar na Segunda Guerra Mundial.

A base, uma instalação combinada da Força Aérea e da Marinha dos EUA, localizada a 13 quilômetros da capital do Havaí, Honolulu, foi colocada em isolamento por cerca de duas horas após o incidente, sendo liberada e reaberta no final da quarta-feira.

Um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente.

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Fraude eleitoral na Bolívia a favor de Morales foi “imensa”, diz OEA

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Relatório de quase 100 páginas descreveu várias violações, incluindo o uso de um computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales

Evo Morales: líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, (David Mercado/Reuters)

Santiago — A Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou na quarta-feira detalhes de medidas apontadas como “deliberadas” e “mal-intencionadas” para fraudar a eleição boliviana de outubro a favor do então presidente Evo Morales, que renunciou e deixou a nação andina em meio a uma crise política.

Um relatório de quase 100 páginas da OEA descreveu várias violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales.

Líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales tentou a reeleição apesar de um referendo de 2016 que rejeitou uma proposta para lhe permitir concorrer a um quarto mandato consecutivo.

Ele pôde se candidatar depois que um tribunal repleto de figuras leais lhe deu sinal verde para concorrer indefinidamente.

“Dados os imensos indícios que encontramos, podemos confirmar uma série de operações mal-intencionadas que visaram alterar a vontade dos eleitores”, disse o relatório da OEA.

Entres as descobertas da OEA estão “ações deliberadas para manipular o resultado da eleição” que tornam “impossível validar” os resultados oficiais, segundo o relatório.

Morales fugiu para o México pouco após a divulgação do relatório inicial da OEA, no início de novembro. Ele descreveu as alegações de fraude eleitoral como um golpe político, dizendo que a OEA está “a serviço do império norte-americano”.

No final de novembro, o Congresso boliviano sancionou uma legislação para anular as eleições contestadas e abrir caminho para uma nova votação sem Morales, um grande avanço na crise política.

Ex-parlamentar conservadora, a presidente interina, Jeanine Áñez, também prometeu novas eleições.

 

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