O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, 17 de março de 2026, no Palácio do Planalto, em Brasília, o atleta Cristian Ribera e a equipe brasileira dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, que foram realizados na Itália. Ribera ganhou a medalha de prata no sprint de esqui cross-country, conquistando a primeira medalha do Brasil nessa competição.
Durante a visita, Lula ressaltou como o esporte pode transformar vidas e ajudar as pessoas a perceberem as habilidades das pessoas com deficiência. “É importante o exemplo de vocês. Para mostrar que ninguém, nenhum pai, nenhuma mãe tem o direito, de porque o filho tem um problema, dizer: ‘não vai sair de casa, ele não pode, ele é um coitadinho’. Não. Ele não é coitadinho, ele só está precisando que você não veja que ele é coitadinho. Leve ele para fazer alguma coisa. Mostre que ele consegue. A gente acredita que, por meio do esporte, a gente pode mudar a vida e a consciência das pessoas”, disse o presidente.
Lula também falou sobre o programa Bolsa Atleta, criado em 2004 no seu primeiro mandato, que é muito importante para ajudar os esportistas. “Quando nós criamos o Bolsa Atleta nesse país, é importante lembrar que tinha gente no Brasil que praticava atletismo e não tinha dinheiro para comprar um tênis”, afirmou.
Cristian Ribera, que ganhou o Globo de Cristal na temporada 2025 no circuito mundial de esqui cross-country paralímpico, deu uma mensagem para pessoas com deficiência que querem praticar esportes. “Eu diria para sonhar grande, porque se esse sonho apareceu na sua cabeça é porque Deus sabe o que faz. E sabe que você é capaz. Continue forte, busque ajuda de pessoas ao seu redor”, contou.
Aline Rocha, de Pinhão (PR), foi elogiada pelo seu desempenho ao terminar em quinto lugar no sprint de cross-country, o melhor resultado feminino do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Ela agradeceu ao Bolsa Atleta: “A gente tem que agradecer, principalmente ao programa Bolsa Atleta, que é o que faz com que a gente possa dedicar nossa vida exclusivamente ao esporte”.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), José Antônio Freire, falou sobre planos de expandir e criar 500 centros de referência para pessoas com deficiência em todo o país, cobrindo 10% dos municípios. Atualmente, existem 103 centros que atendem mais de 40 mil pessoas por ano.
O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou o excelente trabalho do CPB e a evolução do esporte paralímpico no Brasil. “Você pega a evolução do esporte paralímpico brasileiro nos últimos 10 anos, é incomparável com o passado. A gente está hoje, nos esportes olímpicos de verão, em quarto lugar. E eu não tenho dúvida que o Brasil vai estar no top 3 na próxima Olimpíada”, declarou.
O Brasil terminou sua participação nos Jogos no domingo, 15 de março, com o melhor resultado na história no revezamento misto de cross-country, ficando em sétimo lugar, com Ribera, Wellington da Silva e Aline Rocha. O país também competiu em biatlo e snowboard, com André Barbieri e Vitória Machado representando no snowboard, sendo Barbieri o porta-bandeira na cerimônia de encerramento.
Com esses resultados, o Brasil firma um novo momento nos esportes paralímpicos de inverno. A próxima edição dos Jogos será em 2030, nos Alpes Franceses.
