Isabella Menon
Folhapress
O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informou nesta terça-feira (19) que realizou uma primeira conversa com o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). Este diálogo ocorreu após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump no dia 7 de maio.
Após o encontro dos líderes, foi criado um grupo de trabalho com o objetivo de negociar o fim das barreiras tarifárias em até 30 dias. A conversa entre Greer e Rosa foi feita de forma virtual.
Em suas redes sociais, Greer destacou: “Aprecio o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero dar continuidade às discussões”.
O grupo de trabalho foi anunciado por Lula após o encontro no início do mês. Trump também mencionou a discussão sobre tarifas durante a reunião de três horas, por meio de suas redes sociais.
“Falamos sobre vários assuntos, incluindo comércio e especificamente tarifas. A reunião foi positiva. Nossos representantes têm agendadas novas reuniões para tratar pontos importantes, e outras ocorrerão nos próximos meses conforme necessário.”
No evento da Conferência das Américas em Washington, nesta terça-feira, o sub-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Goettman, afirmou que os países mantêm “um diálogo aberto”, mas não confirmou se haverá um acordo relacionado à investigação baseada na Seção 301.
Ele adiantou que em julho será entregue um relatório sobre a investigação do USTR envolvendo o Brasil, que aborda o Pix, o comércio da rua 25 de março em São Paulo, e o etanol. Este processo começou em julho do ano passado.
Além disso, o USTR incluiu o Brasil em outra investigação com mais 59 países, que investiga o suposto uso de trabalho forçado.
Além da reunião virtual, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também tiveram encontro presencial às margens do G7 em Paris.
Durigan publicou no X (ex-Twitter): “Demos continuidade à agenda estabelecida por Lula e Trump, discutimos os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e as ações dos dois países, além de avançar nas negociações sobre comércio bilateral”.
Ele ressaltou ainda um acordo para fortalecer a cooperação entre a Receita Federal e a alfândega dos EUA no combate ao crime organizado, com foco no tráfico de armas e drogas.
