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sexta-feira, 13/03/2026




Líderes europeus criticam EUA por suspender sanções ao petróleo russo, asiáticos buscam comprar

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FOLHAPRESS

Os Estados Unidos decidiram suspender por 30 dias as sanções aplicadas ao petróleo russo, gerando críticas entre líderes europeus, ao passo que compradores da Ásia demonstraram interesse nessa oportunidade nesta sexta-feira (13).

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou que essa medida não contribui para o fim do conflito com a Rússia. O chanceler alemão Friedrich Merz também expressou que essa decisão está equivocada.

Na quinta-feira (12), os EUA anunciaram a isenção temporária para que alguns países possam adquirir petróleo russo e produtos petrolíferos que estavam retidos em alto-mar. A ação busca conter a alta no preço do barril, que atingiu quase 120 dólares na segunda-feira (9), impactado pelo conflito no Oriente Médio.

Zelensky ressaltou que essa flexibilização poderá gerar cerca de 10 bilhões de dólares para a Rússia, ajudando na continuação da guerra, e que isso definitivamente não favorece a paz.

Ele também demonstrou preocupação com o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, que atingiu outras nações do Golfo Pérsico, levando esses países a utilizarem seus estoques de defesa antiaérea para conter ataques vindos do Irã. Essa situação pode reduzir o fornecimento de armas, especialmente sistemas antiaéreos, para a Ucrânia por seus parceiros ocidentais.

A União Europeia ainda debate um empréstimo de 90 bilhões de euros que ajudaria a financiar a compra de armas para Kiev, esperando que a medida entre em vigor até meados de abril.

Emmanuel Macron, presidente da França, afirmou que a suspensão adotada pelos EUA é temporária e limitada, e que o conflito no Oriente Médio não justifica a interrupção das sanções contra o petróleo russo. Ele reforçou que os membros do G7 e a União Europeia concordam em manter essas sanções.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, considerou a decisão errada, pois acredita que ela pode financiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia, apontando que há um problema de preço e não de quantidade.

O Reino Unido apoiou a manutenção das sanções, reforçando a importância de manter pressão sobre a Rússia para impedir que ela financie sua campanha militar.

Já o governo da Rússia solicitou aos EUA a suspensão de mais sanções sobre suas exportações de petróleo, acreditando que isso ajudaria a estabilizar os mercados globais de energia. O porta-voz russo, Dmitry Peskov, afirmou que, sem volumes significativos de petróleo russo, a estabilização do mercado é impossível.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reconheceu que a isenção pode dificultar os esforços ocidentais de cortar receitas da Rússia para a guerra na Ucrânia.

Após a isenção ser anunciada, Japão e Tailândia declararam interesse em comprar petróleo russo.

Os preços do petróleo caíram na manhã de sexta-feira na Ásia depois da liberação, a qual, segundo o enviado russo Kirill Dmitriev, envolveria cerca de 100 milhões de barris, quase um dia da produção global.

De acordo com a análise da empresa Vortexa, há aproximadamente 7,3 milhões de barris russos armazenados em navios e 148,6 milhões de barris em trânsito. Além disso, até 420 mil toneladas métricas de diesel e gasóleo estão em armazenamento flutuante e podem ser vendidas no mercado.




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