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quarta-feira, 04/03/2026

Jovem relata que filho de ex-subsecretário de Castro é visto como agressor em potencial

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Em Brasília

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

Uma jovem de 18 anos procurou a polícia na terça-feira (3) para denunciar que foi abusada por Vitor Hugo Simonin, que está acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana. Ela afirmou que ele era conhecido na escola como um ‘agressor em potencial’. Vitor Hugo foi detido na manhã da quarta-feira (4).

De acordo com o depoimento da vítima, acessado pela Folha de S.Paulo, Vitor — filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo Cláudio Castro (PL) — costumava fazer toques abusivos nas meninas na escola Pedro 2º, onde estudavam.

A reportagem tentou contato com o advogado Ângelo Máximo, que defende Vitor Hugo, mas ele estava acompanhando o cliente na 12ª DP (Copacabana) e não pôde atender. O defensor informou por mensagem que se manifestará ao fim dos procedimentos da prisão.

O Colégio Pedro 2º ainda não comentou os relatos de supostos abusos na instituição.

No depoimento, a jovem relatou que, em uma festa organizada pelos alunos da escola em outubro de 2025, Vitor Hugo a levou para o segundo andar do imóvel, onde havia um local vazio. Ela disse que estava alcoolizada e fraca, e não conseguiu se defender.

Vitor Hugo então teria forçado a jovem a fazer sexo oral, empurrando sua cabeça. Mesmo ela dizendo que não queria, ele continuou até que um homem apareceu e mandou descerem para o primeiro andar da festa. Essa pessoa não percebeu o ato.

A jovem contou chorando para uma amiga o que aconteceu, e no dia seguinte enviou uma mensagem para Vitor Hugo dizendo: “Vou fingir que nada aconteceu”.

Depois de saber do caso do estupro coletivo, ela ganhou coragem para ir até a delegacia e relatar o crime.

Além desse caso, a polícia investiga outro suposto estupro cometido contra uma adolescente de 14 anos em 2023. A mãe da vítima nomeou três suspeitos, entre eles Matheus Veríssimo Zoel Martins, preso na terça-feira, e um adolescente de 14 anos na época. Ela mencionou também um indivíduo chamado Gabriel, que a polícia investiga se seria João Gabriel Xavier Bertho, também preso na terça-feira. O crime teria acontecido no apartamento de Matheus, localizado na zona sul do Rio.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações, afirmando que mensagens mostram que a jovem sabia da presença dos outros rapazes e que ela inicialmente consentiu com a presença deles durante o encontro.

O processo corre em segredo de justiça e a reportagem não conseguiu localizar a defesa de Matheus Martins.

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