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quarta-feira, 03/06/2026

Jairinho nega agressões e responde só à defesa no júri

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O ex-vereador Jairinho começou a prestar depoimento no julgamento relacionado à morte do menino Henry Borel, ocorrido no Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro. No tribunal, ele negou ter agredido mulheres ou crianças, classificando as acusações como especulações feitas por ex-namoradas.

Durante o depoimento, Jairinho falou sobre momentos da infância e da relação com a família, ressaltando a importância da mãe em sua formação. Emocionado, disse acreditar que a verdade prevalecerá.

Ele também se emocionou ao falar sobre seu filho, que atua na defesa do caso, mencionando que o jovem teve que adiantar matérias da faculdade para poder ajudar no julgamento.

Por orientação da defesa, Jairinho optou por não responder às perguntas da acusação ou da juíza responsável pelo caso.

“Tudo que começaram a falar de mim é especulação. Vou fazer 50 anos. As escolhas erradas que fiz foram pessoais e não relacionadas a agressões a mulheres ou crianças”, declarou o ex-vereador.

Ele criticou o processo e alegou que surgiram novas provas recentemente, que podem alterar o rumo do julgamento, pedindo que a verdade seja valorizada acima de tudo.

Boletim de ocorrência feito por ex-companheira

Durante o julgamento, Jairinho foi questionado sobre um boletim de ocorrência registrado por Ana Carolina, mãe de dois dos seus três filhos, que o acusou de violência doméstica. Ele afirmou que essa queixa surgiu após a ex-companheira ter descoberto uma traição sua.

“Foi o único momento em que tive algum problema dessa natureza. Ana Carolina terminou o relacionamento após ver mensagens com outra mulher”, disse Jairinho, que relatou tentativa de evitar o término.

Ele negou as acusações de agressão feitas por Ana Carolina à época, afirmando que a discussão foi evitada e que o casal permaneceu junto por mais seis anos.

Andamento do julgamento

  • O depoimento teve início no nono dia de audiência, considerado o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
  • Já foram ouvidos investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas ligadas ao caso e ex-namoradas de Jairinho.
  • É esperado que os debates entre acusação e defesa comecem no próximo dia, e que os jurados definam a condenação ou absolvição dos réus.
  • A votação pode ocorrer em até dois dias após os debates.

Pedido para Jairinho depor após Monique

A defesa pediu que o depoimento do ex-vereador fosse após o da mãe de Henry, Monique Medeiros, que atribuiu a responsabilidade pela morte do filho exclusivamente a Jairinho.

Monique Medeiros declarou que foi orientada a mentir nos depoimentos iniciais e mudou sua convicção sobre o caso, afirmando acreditar que Jairinho foi o responsável.

Ela afirmou não ter certeza sobre agressões enquanto esteve com Jairinho e disse que teria reagido de forma extrema se soubesse do que acontecia.

“Se eu soubesse de alguma coisa, já estaria respondendo pelo homicídio do Jairinho ou enterrada ao lado do meu filho”, declarou.

Jairinho responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique Medeiros é ré por homicídio qualificado, tortura e coação.

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