O Irã divulgou nesta terça-feira (7/4) que pode aceitar um cessar-fogo temporário no conflito no Oriente Médio, desde que os ataques contra seu território parem. A informação foi confirmada em comunicado pelo ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, representando o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano.
O documento afirma que as Forças Armadas do Irã vão suspender suas operações defensivas, caso as ofensivas estrangeiras cessem. Essa declaração sugere uma possível abertura do Estreito de Ormuz, mas somente se houver trégua diante da recente escalada militar.
Essa posição surge após esforços diplomáticos liderados pelo Paquistão, cujo primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, tem atuado como mediador entre Teerã e os Estados Unidos.
No comunicado, o chanceler iraniano agradeceu o trabalho dos líderes paquistaneses pelos esforços para encerrar o conflito e declarou: “Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas”.
O texto também menciona negociações em curso entre as partes, incluindo um plano de 15 pontos apresentado pelos Estados Unidos e uma contraproposta iraniana de 10 pontos. Segundo Teerã, a proposta iraniana já foi aceita como base para as negociações por Donald Trump.
Principais pontos da contraproposta iraniana:
- Fim de novas agressões dos Estados Unidos.
- Manutenção do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.
- Aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã.
- Suspensão de todas as sanções primárias e secundárias contra o Irã.
- Encerramento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da AIEA relacionadas ao Irã.
- Pagamento de compensações ao país.
- Retirada das tropas de combate dos Estados Unidos da região.
- Fim do conflito em todas as frentes.
- Liberação de todos os ativos iranianos congelados.
- Controle do trânsito no Estreito de Ormuz coordenado com as forças armadas iranianas.
Essa manifestação do Irã acontece após Washington anunciar a suspensão temporária de ataques por duas semanas, condicionada à reabertura do Estreito de Ormuz. A medida também recebeu apoio de Israel, que concordou em interromper bombardeios durante o período das negociações.

