A repressão aos protestos no Irã resultou em quase 2,6 mil mortos até o momento, incluindo 12 crianças, conforme dados divulgados por uma ONG americana de direitos humanos. O movimento, que tem sido marcado por uma forte censura e bloqueio da internet, tem levado milhares às ruas em diversas localidades, incluindo áreas pobres e pouco conhecidas.
Entre as vítimas, estão 2.403 manifestantes, 147 pessoas ligadas ao governo, além de 9 civis não envolvidos nas manifestações. Pesquisas indicam que o número real pode ser ainda maior, chegando a até 12 mil mortos, considerando operações em várias cidades iranianas, com grande parte das vítimas tendo menos de 30 anos, incluindo estudantes.
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, incentivou os protestos e afirmou que a ajuda estava a caminho. Ele também afirmou que o governo americano agiria com rigor diante de execuções de manifestantes, que estão marcadas para ocorrer, segundo autoridades americanas.
O chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, declarou que os suspeitos detidos enfrentarão julgamentos rápidos e públicos. As autoridades denunciam que alguns protestos resultaram em atos de violência extrema e prometem agir com rapidez.
O contexto interno continua marcado por um intenso controle estatal e inúmeras prisões, aumentando o temor quanto ao uso extensivo da pena de morte no país, que é o segundo que mais executa pessoas no mundo, atrás apenas da China.
