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Economia

Ibovespa sobe com otimismo sobre recuperação econômica

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Dados industriais da China e da Europa dão sinais de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás

BOLSA: o dólar americano fechou o dia valendo 4,86 reais. / REUTERS/ (Paulo Whitaker/Reuters)

A bolsa brasileira retomou o movimento de alta, nesta segunda-feira, 1, com os investidores repercutindo os dados positivos das industrias chinesas e da zona do Euro, que demonstram sinais de que o pior da crise econômica pode ter ficado para trás. Contudo, o embate comercial entre China e Estados Unidos ganha novos desdobramentos e aumenta a cautela entre os investidores. Às 13h, o Ibovespa, principal índice de ações, avançava 1,44% e marcava 88.664 pontos.

Nesta semana, a China voltou a apresentar números fortes. Divulgado ainda na noite de domingo, seu índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial chinês ficou em 50,7 pontos, acima dos 50 pontos, que delimitam a expansão da contração da atividade. O resultado deu impulso às bolsas asiáticas, que fecharam no positivo, também absorvendo as altas dos mercados ocidentais de sexta-feira. Os números da indústria também vieram positivos na zona do Euro. Embora tenha ficado abaixo dos 50 pontos, os 39,4 pontos do PMI europeu de maio vieram quase em linha com as expectativas e melhores do que os 33,4 pontos registrados em abril.

Por outro lado, o otimismo com a recuperação econômica contrasta com a escalada de tensões entre China e Estados Unidos. De acordo com a agência Bloomberg, o governo chinês ordenou que suas estatais interrompessem a compra de produtos agrícolas americanos.

A relação entre os dois países, que já vinha azeda, se deteriorou ainda mais na semana passada, quando o parlamento chinês aprovou a lei de segurança nacional sobre Hong Kong, visto como uma tentativa de aumentar o controle sobre o território autônomo.  Na sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou retaliações à medida, mas não ameaçou a primeira fase do acordo comercial, o que serviu de alívio para o mercado.

Mas, de acordo com Gustavo Bertotti, economista da Messem Investimentos, a retaliação chinesa ao setor agrícola dos Estados Unidos pode colocar em xeque a primeira fase do acordo, visto que a importação de soja americana fazia parte das negociações. “Vamos ver como o governo americano vai se pronunciar. Até então, estão mais tranquilos.”

Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research, vê a alta impulsionada pelo mercado local. “Estão reduzindo posição vendida e comprando índice. Não tem estrangeiro.”

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avança 0,25%. Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em alta de mais 1%, ainda absorvendo o discurso mais brando que Trump fez na sexta-feira.

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Economia

Dólar oscila sem viés definido com cautela sobre casos de Covid-19 nos EUA

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Pedidos semanais de seguro desemprego ficam abaixo do esperado, mas mercado mantém dúvida sobre recuperação da economia americana

Dólar: moedas emergentes perdem valor com medo de Covid-19 nos EUA (Pixabay/Reprodução)

O dólar oscila sem direção definida na tarde desta quinta-feira, com o avanço dos casos de coronavírus nos Estados Unidos impondo doses de cautela no mercado financeiro.

Às 14h30, o dólar comercial subia 0,1%, sendo vendido por 5,352 reais. O dólar turismo também se mantinha com variação inalterada, cotado a 5,64 reais.

Na véspera, o país voltou a registrar novo recorde de diário com mais de 60.000 infectados. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, já são mais de 3 milhões de infectados no país. Autoridades do Federal Reserve vêm reforçando a visão de que a maior economia do mundo não vai apresentar forte recuperação sem que a doença tenha sido controlada.

Apesar do tom mais pessimista que se desenha no mercado de câmbio, a moeda americana passou a manhã inteira em terreno negativo contra o real, refletindo os pedidos semanais de auxílio desemprego dos EUA, que vieram abaixo do esperado. De acordo com o Departamento de Trabalhos dos Estados Unidos, foram feitos 1,314 milhão de pedidos de seguro desemprego na última semana.

Embora ainda alto em relação aos números pré-pandemia, a quantidade confirmou a tendência de queda e ficou abaixo dos 1,375 milhão de pedidos projetados por economistas. O dado publicado na semana passada também foi revisado para de baixo, de 1,427 milhão para 1,413 milhão de pedidos.

Desde o início da pandemia, o dado tem servido como um termômetro de curto prazo para avaliar os impactos da doença na economia. O número vem caindo de forma constante desde meados de abril, quando atingiu o pico de 6,648 milhões de pedidos em apenas uma semana.

Logo após a divulgação do resultado, o dólar passou a perder força contra as principais moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo. Porém, o peso mexicano também virou para alta, acompanhando o movimento do real, da lira turca e da rúpia indiana

 

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Guedes quer destinar recursos do Fundeb para o Renda Brasil

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Dinheiro viria de aumento de repasse federal a fundo que ajuda a bancar educação básica. Auxílio para infância pode chegar a R$ 200

 

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Com pandemia, 57% das empresas exportadoras tiveram redução de receita

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Número se refere aos meses de abril e maio e indicam desaceleração no recuo em relação ao bimestre anterior, quando queda foi de 80%, diz CNI

Trabalhadores carregam containers em porto no Estado de Santa Catarina (Paulo Prada/Reuters)

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Economia

Dólar recua após vendas no varejo dispararem

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Dado aumenta otimismo sobre recuperação da economia brasileira, mas casos de Covid-19 nos EUA seguem pressionando os mercados

Dólar: moeda recua, após dois pregões de alta (Yuji Sakai/Getty Images)

O dólar recua contra o real, nesta quarta-feira, 8, com o maior otimismo sobre a recuperação da economia brasileira, após o IBGE divulgar os dados de vendas no varejo referentes ao mês de maio, quando o setor apresentou crescimento mensal de 13,9%. A expansão da atividade ficou acima das projeções de mercado, que esperava um aumento de 6% nas vendas.

Às 15h10, o dólar comercial caía 0,4% e era vendido por 5,366 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, recuava 0,4%, cotado a 5,65 reais.

Para Arthur Mota, economista da Exame Research, o resultado das vendas no varejo foi muito bom por mostrar o início da recomposição do setor ainda no meio do segundo trimestre. “A pancada no varejo no trimestre será menor do que esperávamos há dois meses e tem motivado uma revisão mais positiva para a economia”, afirmou.

No ambiente externo, o dólar também opera misto frente a outras moedas emergentes, subindo contra o a lira turca e a rúpia indiana, mas perdendo valor em relação ao peso mexicano e ao rublo russo.

O que motiva a maior cautela nos mercados é os casos de coronavírus nos Estados Unidos, que voltou a bater novo recorde diário, na véspera, registrando mais de 60.000 novos infectados em 24 horas. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, já são 2.996.098 casos confirmados no país e 131.480 mortes.

Ontem, o Federal Reserve voltou a dizer, por meio de seu vice-presidente de supervisão, Randal Quarles, que o futuro da economia americana segue “altamente incerto”, apesar de alguns dados econômicos, como os últimos payrolls, tenham apontado para uma recuperação mais rápida do que o esperado.

“O Covid-19 ainda não ficou para trás. Nós sabemos que o sistema financeiro ainda vai enfrentar mais desafios”, disse Quarles.

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Economia

Após “fundo do poço”, varejo surpreende com avanço de 13,9% em maio

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Apesar do avanço, alta não foi suficiente para o setor recuperar as perdas de março e abril, que refletiram os efeitos do isolamento social

Varejo (Paulo Whitaker/Reuters)

As vendas no varejo do Brasil registraram aumento recorde em maio com menor impacto do isolamento social, mas o setor recuperou apenas parte das perdas dos dois meses anteriores devido às restrições para combate ao coronavírus.

Em maio, as vendas varejistas subiram 13,9% na comparação com o mês anterior, melhor taxa desde o início da série histórica em janeiro de 2000, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

O resultado positivo se dá depois de perda recordes de 16,3% em abril, após queda de 2,8% em março.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve perda de 7,2%, terceira taxa negativa consecutiva.

“Foi um crescimento grande percentualmente, mas temos que ver que a base de comparação foi muito baixa. Se observamos apenas o indicador mensal, temos um cenário de crescimento, mas ao olhar para os outros indicadores, como a comparação com o mesmo mês do ano anterior, vemos que o cenário é de queda”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Mas os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de alta de 6,0% na comparação mensal e de queda de 12,1% por cento sobre um ano antes.

(Divulgação/IBGE)

As decisões de fechar lojas físicas e outros estabelecimentos por todo o país devido ao surto de coronavírus pesaram em cheio sobre o consumo, bem como as incertezas trazidas pela pandemia em torno da economia e do trabalho.

Mas de acordo com o IBGE, de todas as empresas consultadas na pesquisa, 18,1% relataram impacto do isolamento em suas receitas em maio, contra 28,1% em abril.

Em maio, todas as atividades pesquisadas registraram ganhos. O maior crescimento percentual foi visto em Tecidos, vestuário e calçados, de 100,6%.

As vendas de Móveis e eletrodomésticos subiram 47,5%, enquanto de Outros artigos de uso pessoal e doméstico aumentaram 45,2%.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tinha recuado em abril, viu aumento de 7,1% nas vendas em maio.

No varejo ampliado, houve crescimento de 19,6% sobre abril, sendo que a atividade de Veículos, motos, partes e peças registrou alta de 51,7%, enquanto a de Material de construção aumentou 22,2%.

 

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Economia

IGP-DI avança 1,60% em junho com pressão no atacado e varejo, diz FGV

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Os Bens Intermediários registraram alta de 2,75% em junho, pressionados pelo avanço de 12,11% dos combustíveis e lubrificantes para a produção

Homem usando máscara entra no shopping Cidade São Paulo em meio a pandemia de Covid-19 (Amanda Perobelli/Reuters)

Os preços no atacado aceleraram a alta e voltaram a subir no varejo, levando o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) a avançar 1,60% em junho, contra alta de 1,07% no mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas era de um avanço de 1,39%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador, acelerou a alta a 2,22% no mês, de 1,77% em maio.

Os Bens Intermediários deixaram para trás o recuo de 0,09% em maio e registraram forte alta de 2,75% em junho, pressionados principalmente pelo avanço de 12,11% dos combustíveis e lubrificantes para a produção.

Para o consumidor os preços voltaram a subir, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30% do IGP-DI, ganhando 0,36% em junho, ante recuo de 0,54% no mês anterior.

Os preços de Transportes passaram a subir 1,05% de queda de 2,06% antes, enquanto Alimentação acelerou a alta de 0,37% para 0,57%.

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) teve avanço de 0,34% em junho, de 0,20% no período anterior.

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

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