27.5 C
Brasília
quarta-feira, 04/03/2026

Grupo hacker afirma ter invadido sistemas da FGV mas instituição nega

Brasília
nuvens dispersas
27.5 ° C
27.5 °
27.5 °
51 %
3.6kmh
40 %
qua
26 °
qui
26 °
sex
25 °
sáb
22 °
dom
24 °

Em Brasília

Gabriela Cecchin e Pedro S. Teixeira

O grupo Dragonforce, conhecido por usar ransomware para sequestrar dados, disse que invadiu os sistemas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e roubou informações importantes. O site da FGV ficou fora do ar por quase quatro dias, dificultando o acesso a resultados e locais de provas de concursos públicos.

A FGV, porém, afirmou que não confirmou nenhuma invasão ou furto de dados dos seus arquivos digitais. De acordo com a instituição, suas equipes de segurança estão ativas, buscando proteger os arquivos e identificar possíveis tentativas de ataque.

O grupo Dragonforce publicou na dark web uma página anunciando o ataque e mostrando alguns documentos que dizem ser parte dos dados roubados, incluindo contratos de estágio e formulários com informações de funcionários e bolsistas da FGV. Esses documentos não são acessíveis pela internet comum, mas a reportagem conseguiu encontrar as pessoas mencionadas.

Embora o grupo declare ter obtido 1,52 TB de informações, não foi possível confirmar isso com a amostra limitada de documentos mostrada.

Os documentos encontrados revelam nomes, endereços, telefones, emails, RGs, CPFs e salários pagos pela FGV durante o período de vínculo.

A FGV não informou se recebeu pedidos de resgate ou buscou ajuda policial.

Especialistas recomendam que em casos assim não se pague o resgate, pois não há garantia de segurança dos dados.

Segundo a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), quando ocorre um incidente que compromete dados pessoais, a organização deve avaliar o impacto, comunicar a ANPD e informar os afetados, conforme exige a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Quais são os riscos?

Especialistas alertam que dados expostos, como nome completo, data de nascimento, endereço, email, telefone e informações bancárias, podem facilitar golpes usando engenharia social. Golpistas podem usar essas informações para enganar pessoas e tentar obter dinheiro ou mais dados pessoais, por exemplo, fingindo representarem uma empresa confiável.

Para se proteger, é importante:

  • Desconfiar de cobranças por WhatsApp ou SMS
  • Confirmar informações no site oficial antes de realizar pagamentos
  • Verificar detalhes do endereço do site para evitar fraudes
  • Nunca passar dados bancários por mensagens
  • Ativar a autenticação em dois fatores em todos os aplicativos

Veja Também