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Economia

Governo destaca necessidade de responsabilidade fiscal e empenho

Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na última quarta-feira, 7, que as promessas feitas pela direita sobre um superávit de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) não são reais e representam uma ilusão para os eleitores. “A direita fala em superávit de 1,5% do PIB e isso não é crível; quem acredita, compra uma ilusão”, disse durante o 9º Incorpora Abrainc – Rotas para 2027, para empresários da construção civil.

Ele alertou que é importante não acreditar em promessas que não podem ser cumpridas. “Comprar ilusões, como fizemos no passado, é um erro”, ressaltou.

Durigan destacou que a política econômica necessita de responsabilidade fiscal, credibilidade e trabalho constante para melhorar as finanças públicas, sem soluções mágicas ou fáceis. “O País precisa de responsabilidade fiscal e muito trabalho”, reforçou.

Para o ministro, o governo deve focar na redução da taxa de juros e na consolidação de um regime fiscal confiável. “Precisamos revisar a taxa de juros e estabelecer uma política fiscal confiável”, afirmou.

Ele também ressaltou o compromisso do governo em manter e aprimorar as regras fiscais. “Criamos uma regra fiscal que ainda pode ser melhorada, mas que deve ser mantida”, explicou.

A previsão estável do regime fiscal é fundamental para a redução dos juros e melhora das expectativas econômicas, impulsionando investimento e crescimento.

Ao comparar o desempenho atual com governos anteriores, Durigan avaliou que os indicadores estão favoráveis e que a inflação está em um nível historicamente baixo. “A inflação no Brasil está no menor nível dos últimos governos”, destacou. Segundo ele, o atual governo supera o anterior em diversos números econômicos.

O ministro criticou a gestão fiscal passada, afirmando que houve aumento de gastos sem indicar as fontes para cobri-los. “O governo anterior fez descontrole fiscal, gastando sem dizer de onde vinha o dinheiro”, afirmou. Ele também ressaltou que o atual governo não sofreu rebaixamento das agências de risco. “Não tivemos redução na nota de crédito neste governo”, garantiu.

Em relação ao setor da construção civil, Durigan mencionou as medidas de estímulo e desoneração adotadas pela atual administração, incluindo alterações na legislação trabalhista. “Este governo desonerou a folha de pagamento”, afirmou aos empresários.

Ao final, o ministro reforçou seu compromisso com a agenda econômica e afastou interpretações pessoais sobre a permanência no cargo. “Me guio por princípios, não por apego ao cargo”, declarou.

Eleições

Durigan demonstrou otimismo em relação ao processo eleitoral de 2026 e espera um ambiente democrático mais tranquilo do que em 2022. “A eleição no País é muito importante. As pessoas precisam votar e aceitar os resultados”, afirmou.

Ele prevê que 2026 será um ano diferente, com a democracia em evidência e sem desordem política.

O ministro rejeitou a ideia de que a melhora recente em ativos financeiros reflita entusiasmo por mudança de governo, atribuindo a reação mais à expectativa do que a fatos concretos. “Tenho dificuldade em entender essa euforia”, disse.

Comparações econômicas

Durigan afirmou que a comparação entre os governos atual e anterior, especialmente na área fiscal, não justifica otimismo baseado apenas em promessas. “Prometer cortes de 1,5% do PIB sem mostrar o caminho é vender ilusões”, enfatizou.

Ele defendeu a agenda econômica atual com base em resultados prévios e indicadores de risco que apontam para uma trajetória sólida.

Segundo o ministro, o risco-país diminuiu sob o atual governo, enquanto havia aumentado no anterior.

Além disso, ressaltou a melhora da percepção de crédito do Brasil com as regras fiscais vigentes. “Houve avanço no crédito com nossas atuais regras fiscais”, afirmou.

Durigan destacou também a importância da reforma tributária para aumentar a produtividade e criticou adversários que propõem aumentar a produtividade sem detalhar como. Para ele, a reforma tributária é um ganho significativo para o país desde 1988 e aproxima o Brasil dos padrões internacionais.

Dirigindo-se ao setor da construção civil, o ministro mencionou a parceria entre o Estado e a iniciativa privada, alertando para o risco de retrocesso caso uma agenda de desmonte prevaleça. Ele citou programas habitacionais e instrumentos como o FGTS, ressaltando a dependência do setor de coordenação pública para ampliar crédito e enfrentar a falta de moradias.

Sobre o quadro fiscal, reconheceu o desafio histórico dos gastos públicos superiores à arrecadação desde a metade da década passada, mas afirmou que o novo arcabouço busca inverter essa tendência sujeitando o crescimento dos gastos a patamares abaixo da receita. “Não criamos uma regra fiscal para o próximo governo cumprir por 20 anos, mas sim uma regra que está sendo cumprida por este governo”, concluiu, destacando a necessidade de aprimoramento do modelo.

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