A segunda edição do InterCaps de Futsal aconteceu nesta terça-feira (19) e reuniu times formados por pacientes de vários Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do Distrito Federal. O evento teve como objetivo oferecer lazer e promover a convivência entre os participantes, ajudando na integração do tratamento terapêutico, além de estimular a socialização e a autonomia.
De acordo com o terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (Caps AD) III de Ceilândia, Paulo Vinicius Cruz, a iniciativa fortalece o protagonismo dos pacientes em relação ao próprio tratamento. Ele explicou que o campeonato permite que eles se vejam como cidadãos capazes de competir em condições de igualdade.
Participaram times dos Caps de Ceilândia, Candango e Samambaia, assim como dos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) de Sobradinho e Recanto das Emas. Paulo Vinicius Cruz disse que o torneio envolve os usuários durante o ano inteiro, com treinos semanais e a expectativa da vitória.
O esporte também foi destacado como ferramenta terapêutica pelos participantes. VB, de 40 anos, que jogou pela primeira vez no campeonato, afirmou que praticar atividade física ajuda a distrair a mente e a tirar o foco das coisas ruins. A residente de enfermagem em saúde mental Érica Pedrosa ressaltou que a prática esportiva contribui para a ressocialização, pois promove a convivência, a integração e a construção de metas em comum.
Os Caps são serviços abertos e comunitários que atendem pessoas com transtornos mentais graves ou persistentes, além de quem enfrenta sofrimento psicológico ligado ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento pode ser espontâneo ou por encaminhamento, com preferência para a porta de entrada nas unidades básicas de saúde (UBSs).
