A campanha do candidato Flávio Bolsonaro pelo PL à Presidência está focando seus esforços finais em uma estratégia mais agressiva contra Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A equipe de Flávio busca crescer nas pesquisas até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, para aumentar suas chances em um possível segundo turno.
Com a disputa acirrada, a campanha pretende destacar pontos críticos de Lula, incluindo investigações ligadas a pessoas próximas ao presidente, como Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro. Além disso, a campanha quer explorar o endividamento da população e os problemas de segurança pública, tentando reacender o sentimento antipetista que ajudou na eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Flávio Bolsonaro também está buscando o apoio dos eleitores de outros candidatos, como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), incentivando-os a votar nele já no primeiro turno.
A votação do primeiro turno também é vista como crucial para negociações com partidos do Centrão, que atualmente não fazem parte da coligação de Flávio. A federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, indicou que poderá apoiar sua candidatura caso ele avance ao segundo turno.
As últimas pesquisas mostram uma disputa apertada na corrida presidencial. Segundo a pesquisa Quaest, Lula tem 37% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 33%. No cenário do segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% contra 41% de Lula. Já o Datafolha aponta Lula com 40% e Flávio com 36% no primeiro turno, e 47% para Lula contra 45% de Flávio no segundo turno, ambos empatados dentro da margem de erro.
A campanha também foca em reduzir a rejeição ao candidato, que é vista como um desafio importante. Em sua comunicação, Flávio Bolsonaro tenta se apresentar como uma opção moderada, diferente dos dois principais candidatos, buscando reconquistar eleitores desapontados tanto com Jair Bolsonaro quanto com Lula.
O Sudeste é uma região estratégica para a campanha, com mais de 66 milhões de eleitores, o que representa cerca de 42% do eleitorado nacional. Nas pesquisas recentes, Flávio Bolsonaro lidera ou está muito próximo de Lula nessa região, o que evidencia a importância do foco regional da campanha nos dias finais.
Nos próximos dias, Flávio realizará atividades de campanha em estados chaves, como Rio de Janeiro, Sergipe, Goiás e São Paulo. Ele também deve participar do debate da TV Globo no dia 1º de outubro, seu primeiro confronto direto com Lula na campanha, onde deve enfatizar críticas à segurança pública e à economia.
Na véspera da eleição, no dia 3 de outubro, está prevista uma motociata em São Paulo. A votação acontece no dia seguinte, 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro deverá votar em uma escola na Vila Isabel, Rio de Janeiro.


