Flávio Bolsonaro iniciou sua carreira como advogado recentemente, tendo avançado principalmente depois que foi eleito senador, em 2018, e passou a atuar em Brasília. Sua prática jurídica não é restrita a uma área específica do direito, abrangendo casos criminais, cíveis e empresariais, especialmente em tribunais superiores como o STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Na trajetória, Flávio trabalhou em conjunto com o advogado Willer Tomaz, que enfrenta investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a fraudes no INSS e setor de apostas. Ambos negam qualquer parceria profissional.
Levantamentos indicam que desde 2007 Flávio atuou em 13 casos, sendo 11 após abrir seu escritório em Brasília, em 2021, com sete processos no STJ. No STF, o senador trabalha em duas ações, incluindo um processo relacionado à condenação de seu pai por tentativa de golpe e outro em que defende a si mesmo contra o ex-ministro Fernando Haddad.
Especialistas apontam que é comum contratar advogados com conexões políticas para casos em tribunais superiores, o que justifica a presença de escritórios ligados a familiares de ministros do STJ e STF.
Flávio formou-se em Direito na Universidade Cândido Mendes e estagiou na Defensoria Pública, realizando cálculos de progressão de pena. Permaneceu crítico a flexibilizações na prisão de criminosos.
Antes de assumir o Senado, teve atuação jurídica limitada no Rio de Janeiro, com alguns processos de cobrança relacionados a antigos planos econômicos. Ele fez MBA em empreendedorismo e especialização em políticas públicas, mas não se especializou em Direito.
Durante quatro mandatos como deputado estadual, conciliou a política com negócios imobiliários e participação em uma franquia.
Investigação sobre um suposto esquema de ‘rachadinha’ em seu gabinete foi arquivada após anulação de provas, e Flávio nega as acusações.
Enfrentou controvérsias na prova da OAB, chegando a obter liminar para prestá-la antes da graduação, e posteriormente teve registro cancelado, situação revertida depois. Pediu indenização por danos morais, mas teve o pedido negado.
Em 2021, abriu seu escritório em Brasília, que teve receita significativa até 2023. Embora neguem relações profissionais, Flávio e Willer apresentam indícios de proximidade, com representantes do escritório relacionadas a ambos.
O primeiro caso de Flávio envolveu disputa societária de uma empresa do Rio Grande do Norte, defendida também por Willer. Os dois atuam em frentes distintas no mesmo processo desde 2022.
Atuação em Casos Polêmicos
Flávio ganhou atenção por defender policiais militares acusados em casos de mortes no Rio de Janeiro. Sua atuação inclui recursos em tribunais superiores, com decisões ainda pendentes.
Também defendeu empresários envolvidos em grande esquema de pirâmide financeira com criptomoedas, conhecido como Operação Kryptos, atuando junto a escritórios que compartilham localidades com o de Willer Tomaz.
As assessorias de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, assim como os escritórios envolvidos, não responderam aos pedidos de comentário.


