O Conselho do FGTS aprovou novas regras para o programa Minha Casa, Minha Vida, que facilita a compra da casa própria no Brasil. As mudanças elevam o limite de renda mensal das famílias que podem participar e aumentam o valor máximo dos financiamentos disponíveis.
As faixas de renda foram atualizadas: a faixa 1, para quem ganha até R$ 3.200; faixa 2, até R$ 5.000; faixa 3, até R$ 9.600; e faixa 4, até R$ 13.000. Além disso, na faixa 1, foi criada uma taxa de juros menor, de 4,50% ao ano, para famílias que ganham entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200.
Os valores máximos para financiar imóveis também aumentaram: na faixa 3 o teto passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, e na faixa 4 subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Essas mudanças devem beneficiar cerca de 87,5 mil famílias com juros mais baixos, incluir 31,3 mil novas famílias na faixa 3 e 8,2 mil na faixa 4. O programa terá cerca de R$ 31 bilhões, que serão usados a partir do segundo semestre para ajudar os brasileiros a conseguirem a casa própria, especialmente em um momento de juros altos e menos recursos da poupança.
O conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, que oferece apoio financeiro para instituições de saúde que atendem o SUS. Os prazos para financiamentos dessas entidades foram estendidos para até 15 anos para reestruturação financeira, 20 anos para compra de equipamentos e 30 anos para obras e instalações. Essa proposta teve resistência do setor privado, que criticou o uso do FGTS para reestruturar instituições.
Além disso, foi aprovado o ingresso de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).
*Com informações da Agência Brasil

