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EUA chegam a 3 milhões de casos de coronavírus – entenda a alta no país

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Os Estados Unidos vêm registrando entre 40.000 e mais de 50.000 novos casos diários nas últimas semanas, mais do que no antigo auge da pandemia, em abril

Trabalhador de saúde em testagem do coronavírus em Houston, no Texas: estado é um dos epicentros da alta recente de casos nos EUA (Callaghan O’Hare/Reuters)

Os Estados Unidos chegaram a 3 milhões de casos do novo coronavírus, segundo contagem feita pela agência Reuters junto às secretarias de saúde locais. A informação foi atualizada às 23 horas de terça-feira, 7.

O país tem hoje 3,01 milhões de casos e 131.317 mortes, de acordo com o monitoramento da Reuters. Na contagem oficial do governo, que foi atualizada mais cedo na terça-feira, há 2,9 milhões de casos, segundo os dados do Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), do Departamento de saúde americano.

Os EUA vêm registrando entre 40.000 e mais de 50.000 casos diários, mais do que no primeiro pico da pandemia, em abril. Ao menos 40 dos 50 estados americanos teve alta em casos nas últimas duas semanas.

O total de casos cresceu mais de 78% no período em meio à reabertura do país e a maior circulação de pessoas durante as férias de verão no hemisfério norte.

Parte significativa dos novos casos vem de estados da costa oeste, como a Califórnia, do centro-sul, como o Texas e o Arizona, e do sul da costa leste, como a Flórida (veja no mapa abaixo).

Casos do coronavírus nos últimos sete dias (quanto mais escuro, mais contágios recentes): alta de casos na última semana vêm sobretudo dos estados do Sul (CDC/Governo dos EUA/Reprodução)

A título de comparação, o Brasil, que tem 1,7 milhão de casos (e é o segundo com mais casos no mundo, atrás dos EUA), tem registrado entre 30.000 e mais de 40.000 casos ao longo do mês de junho.

Estados americanos mais impactados no começo da pandemia, e que demoraram mais a reabrir as atividades, além de terem acumulado mais imunidade entre a população, vêm registrando menor número de novos casos nas últimas semanas.

É o que aconteceu em Nova York, que ainda lidera em número de mortes e casos no país, com mais de 402.000 casos e 31.900 mortes, mas tem tido menos casos diários nas últimas semanas. Nova York é também o segundo estado em mortes por 100.000 habitantes, atrás de sua vizinha, Nova Jersey.

Com a alta recente de casos, os estados mais impactados têm voltado atrás no processo de reabertura. A Flórida, onde estão atrações como os parques da Disney, anunciou nesta semana o fechamento de academia, bares e restaurantes.

Ao todo, os Estados Unidos têm 894,7 casos a cada 100.000 habitantes. No Brasil, essa taxa é de 794 casos a cada 100.000 habitantes, segundo dados de terça-feira do Ministério da Saúde.

Novos casos de coronavírus nos EUA por dia, segundo a CDC: mais de 40.000 casos diários na última semana

Novos casos de coronavírus nos EUA por dia, segundo a CDC: mais de 40.000 casos diários na última semana (CDC/Governo dos EUA/Reprodução)

Reação do governo

Em meio à crise, o presidente americano, Donald Trump, formalizou na terça-feira, 7, a saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS). Trump vem sendo questionado por autoridades locais nos EUA por minimizar a alta de casos e não obrigar o uso de máscaras nacionalmente.

O presidente chegou a argumentar que a mortalidade por coronavírus nos EUA é de 1%, dado falso segundo o próprio governo, que aponta mortalidade de 4,5%.

Considerado um dos maiores especialistas em epidemias no mundo, o epidemiologista Anthony Fauci afirmou que os EUA “ainda estão até os joelhos na primeira onda” do coronavírus.

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Bielorrússia e Líbano no centro de reunião na União Europeia

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Sanções podem ser aplicadas ao país do leste europeu. Ajuda humanitária chega ao Líbano para aliviar a situação de 300 mil desabrigados

PROTESTO NA BIELORRÚSSIA: cinco dias de manifestações com forte repressão da polícia geraram críticas da União Europeia (Vasily Fedosenko/Reuters)

Uma reunião extraordinária de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia ocorre nesta sexta-feira, 14, para tratar das eleições na Bielorrússia e da megaexplosão no porto de Beirute, que matou pelo menos 171 pessoas no Líbano.

Após as eleições do presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994, protestos tomaram as ruas da capital Minsk e a candidata da oposição unificada, Svetlana Tikhanovskaya, fugiu do país.

Em uma declaração conjunta dos 27 Estados-membros, a EU denunciou que as eleições presidenciais na Bielorrússia não foram “nem livres e nem justas” e ameaçou adotar sanções contra os responsáveis pela violência exercida contra manifestantes.

“Procederemos a uma revisão aprofundada das relações da UE com a Bielorrússia. Poderá implicar, entre outras, a adoção de medidas contra os responsáveis pela violência registradas das detenções injustificadas e da falsificação dos resultados das eleições”, anunciaram em comunicado os 27 países.

A reunião desta sexta-feira é resultado de vários pedidos para a realização de um encontro extraordinário dos chefes da diplomacia da EU, antes da reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros, agendada para 27 e 28 de agosto, em Berlim.

As relações da União Europeia com a Bielorrússia tinham melhorado desde a libertação de presos políticos em 2015. Mas a falta de progressos em temas como os direitos humanos ou o Estado de direito tornaram essa aproximação recente cada vez mais frágil.

A situação do Líbano também será tratada pela reunião extraordinária da UE. O país enfrenta o aprofundamento da crise política em decorrência das explosões do dia 4, o que levou o primeiro-ministro Hassan Dib a pedir demissão.

Na quarta-feira, 12, o presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou em redes sociais que havia sido informado em julho sobre um depósito com grandes quantidades de nitrato de amônio estocadas no porto de Beirute. Com mais da metade da capital destruída, uma onda global de ajuda humanitária tem levado auxílio aos 300 mil desabrigados.

O ex-presidente Michel Temer chegou na quinta-feira, 13, no Líbano, liderando uma comitiva de parlamentares, diplomatas e empresários. Na missão composta por duas aeronaves da FAB, o Brasil enviou seis toneladas de doações, o que inclui medicamentos, insumo e equipamentos médico-hospitalares. Por via marítima, serão enviadas 4 mil toneladas de arroz para ajudar a recompor os estoques de alimentos do país afetados pela explosão no porto.

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UE fecha compra de 300 milhões de doses da vacina da AstraZeneca

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A vacina da AstraZeneca já está na “fase 3” de desenvolvimento e é considerada uma das mais avançadas no mundo

Vacinas: UE também já fez acordo com a Sanofi-GSK e a Johnson & Johnson (Paul Biris/Getty Images)

A União Europeia (UE) fechou a compra de 300 milhões de doses de futura vacina contra covid-19 da farmacêutica AstraZeneca, segundo comunicado enviado à imprensa nesta sexta-feira, 14. A nota diz que outras 100 milhões de doses podem ser adquiridas, mas não informa o valor investido.

Recentemente, a UE também contratou as futuras vacinas contra o novo coronavírus da Sanofi-GSK e da Johnson & Johnson.

As transações fazem parte do plano “Estratégia de Vacinas da Comissão Europeia”, o órgão executivo do bloco.

“Esta estratégia nos permite fornecer futuras vacinas aos europeus, bem como a nossos parceiros em outras partes do mundo” destaca a presidente da Comissão, Ursula Von der Leyen.

A vacina da AstraZeneca, também em testes no Brasil, já está na chamada “fase 3” de desenvolvimento e é considerada uma das mais avançadas no mundo.

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Como fez com Obama, Trump questiona nacionalidade de Kamala Harris

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Como fez com Obama, Trump questiona nacionalidade de Kamala Harris

Kamala Harris: ex-procuradora foi escolhida como vice na chapa do democrata Joe Biden (Mike Blake/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ouvido que Kamala Harris, candidata a vice na chapa de seu rival democrata à Presidência Joe Biden, não é elegível para o cargo porque não cumpriria as exigências legais. Na prática, o presidente insinuou que ela não teria nascido nos Estados Unidos legalmente, uma alegação que já havia sido feita contra o presidente Barack Obama no passado.

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca na quinta-feira, Trump foi questionado sobre alegações neste sentido. “Eu ouvi hoje que ela não cumpre os requisitos. E, por falar nisso, o advogado que escreveu aquele artigo é um advogado altamente qualificado, um advogado muito talentoso. Não tenho ideia se isso está correto”, disse Trump.

“Eu presumo que os democratas teriam verificado isso antes de ela ser escolhida como candidata a vice-presidente”, disse. “Mas isso é muito sério — você está dizendo —, eles estão dizendo que ela não se qualifica porque não nasceu neste país”, completou Trump.

O repórter respondeu que Kamala Harris nasceu nos Estados Unidos, mas que seus pais não eram residentes permanentes no momento do parto.

Trump aparentemente fez referência a um artigo do professor de direito John Eastman, da Universidade Chapman, publicado na revista Newsweek, que afirmou que Harris não seria elegível para o cargo porque não era uma “cidadã natural”, pois seus pais não eram cidadãos americanos naturalizados no momento de seu nascimento.

Kamala Harris é americana

Harris nasceu em Oakland, Califórnia, em 1964, filha de pai jamaicano e de mãe indiana. No passado, mesmo antes de ser presidente, Trump ajudou a promover a teoria de que Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, não havia nascido no país.

Mas Trump teve de admitir a contragosto no final de sua campanha eleitoral de 2016 que o então presidente nasceu de fato no país. De acordo com a Constituição, qualquer cidadão nascido no país e com mais de 35 anos pode disputar a vice-presidência.

Como vice de Joe Biden, Harris disputará contra Trump as eleições presidenciais em 3 de novembro. Neste momento, Biden está à frente nas pesquisas nos estados decisivos. No total absoluto de votos (que não decide a eleição no modelo americano), Biden está 7 pontos à frente: tem 53% das intenções de voto, ante 46% de Trump.

O especialista em direito constitucional Erwin Chemerinsky declarou ao canal CBS News que as alegações sobre a nacionalidade de Harris eram “um argumento muito bobo”.

Chemerinsky diz que, segundo a Constituição americana, “qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos é um cidadão dos Estados Unidos. A Suprema Corte mantém isso desde os anos 1890. Kamala Harris nasceu nos Estados Unidos”, afirmou o reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Berkeley em um e-mail enviado à CBS.

Laurence H. Tribe, professor de direito constitucional na Universidade Harvard, afirmou ao jornal The New York Times que as alegações contra Harris eram uma “teoria idiota”.

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Instituto alemão diz que vacina pode estar disponível logo

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Ele alertou, no entanto, que controle da pandemia ainda pode demorar

O principal instituto de doenças infecciosas da Alemanha informou nessa quarta-feira (12) que uma primeira vacina contra o coronavírus poderá estar disponível no outono do Hemisfério Norte, mas alertou que o controle da pandemia ainda pode demorar.

“As projeções preliminares fazem com que a disponibilidade de uma ou várias vacinas pareça possível até o outono de 2020”, afirmou o Instituto Robert Koch em comunicado em seu site, citando um esforço global para levar as imunizações ao mercado.

“Seria perigoso neste momento confiar que uma vacinação, a partir do outono de 2020, possa controlar a pandemia”, advertiu.

O impacto de qualquer vacina pode ser moderado devido a mutações virais ou à imunidade resultante de apenas um curto período, acrescentou o instituto.

Agência Brasil

 

 

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Com ajuda de Trump, Israel e Emirados Árabes fecham acordo de paz inédito

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A partir de agora, os dois países do Oriente Médio devem começar a assinar parcerias sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, entre outros

Trump: O acordo foi selado em um telefonema entre Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o xeque Mohammed Bin Zayed (Kevin Lamarque/Reuters)

 

 

Em comunicado, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos Estados Unidos, Yousef Al Otaiba, avaliou que a assinatura é “uma vitória para a diplomacia e para a região” .

“Este histórico avanço diplomático avançará a paz na região do Oriente Médio e é um testemunho da ousada diplomacia e visão dos três líderes e da coragem dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para traçar um novo caminho que desbloqueará o grande potencial no região “, afirmou o comunicado [leia na íntegra ao final].

As autoridades descreveram o acordo, que será conhecido por “Acordos de Abraham“, como o primeiro desse tipo desde que Israel e Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994.

Ele também dá a Trump um sucesso relacionado à política externa enquanto tenta sua reeleição em 3 de novembro.

A partir de agora, Israel e Emirados Árabes Unidos devem começar a se reunir para assinar parcerias bilaterais sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, telecomunicações e outros assuntos, disse o comunicado.

No final de 2018,  durante sua visita ao Brasil, o premiê Benjamim Netanyahu disse que Israel já estava investindo em encontros de aproximação com os países do Golfo Pérsico.

“Países como os Emirados Árabes, Omã e o Qatar se aproximaram de Israel nos últimos anos. A rivalidade com Israel já estava ficando para trás”, afirmou Netanyahu na ocasião, acrescentando que os países têm “todos a mesma origem, semita, e não faz sentido manter uma animosidade que começou há mais de 60 anos”.

Leia na íntegra o comunicado do acordo de paz selado entre Israel e Emirados Árabes Unidos:

Declaração do Embaixador Yousef Al Otaiba sobre normalizar totalmente as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos:

O anúncio de hoje é um avanço significativo para a região e para a diplomacia, pois interrompe imediatamente a anexação e o potencial de escalada violenta; mantém a viabilidade de uma solução para os dois estados, endossada pela Liga Árabe e pela comunidade internacional; cria novas dinâmicas e possibilidades no processo de paz e reforça a estabilidade da Jordânia.

Trata-se de um avanço significativo nas relações árabe-israelenses, que reduz as tensões e cria uma nova energia para mudanças positivas em toda a região. Como duas das economias e sociedades mais dinâmicas do Oriente Médio, os laços mais próximos entre os Emirados Árabes Unidos e Israel irão acelerar o crescimento e a inovação, expandir as oportunidades para os jovens e quebrar preconceitos de longa data. Isso ajudará a mover a região além de um legado conturbado de hostilidade e conflito para um destino mais promissor de paz e prosperidade.

Os Emirados Árabes Unidos e Israel também se unirão aos Estados Unidos para estabelecer uma Agenda Estratégica para o Oriente Médio a fim de aprofundar a cooperação diplomática, comercial e de segurança junto e com outros países comprometidos com a paz e a não interferência. As iniciativas dos Emirados Árabes Unidos para encorajar o diálogo e o envolvimento regionais serão intensificadas.

As negociações para implementar a normalização começarão nas próximas semanas. Mais urgentemente, os Emirados Árabes Unidos e Israel irão expandir e intensificar nossa cooperação no combate ao coronavírus. Os planos de curto prazo também incluem discussões sobre acesso a vistos; ligações aéreas, de telecomunicações e de navegação; colaboração em saúde, água e segurança alimentar, mudança climática, tecnologia e energia; intercâmbios culturais e educacionais; visitas de nível ministerial; e uma troca recíproca de embaixadas.

Os Emirados Árabes Unidos continuarão a ser um forte apoiador do povo palestino – por sua dignidade, seus direitos e seu próprio Estado soberano. Eles também devem se beneficiar na normalização. Como fazemos há cinquenta anos, defenderemos vigorosamente esses fins, agora diretamente e reforçados com incentivos mais fortes, opções de política e ferramentas diplomáticas”.

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Alemanha pode ter vacina contra covid-19 em meses, diz ministro

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Testes clínicos estão adiantados; ministro da saúde alemão disse nesta quinta, 13, que imunização pode ser lançada nos próximos meses

Empresas de biotecnologia da Alemanha e Instituto Robert Koch (Getty Images/Getty Images)

Mesmo assim, o ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou nesta quinta que a imunização está, de fato, prestes a ser chegar à fase final de testes clínicos. “Estou otimista de que nos próximos meses poderá haver uma vacina”, disse Spahn. Ele frisou, no entanto, que a população não deve se descuidar e abrir mão das medidas de proteção ao coronavírus.

O ministro também aproveitou para expressar sua desconfiança em relação à vacina desenvolvida na Rússia, a Sputnik 5. “Ainda há poucos dados sobre a metolodogia russa e não foram feitos testes amplos”, afirmou.

O grupo farmacêutico alemão BioNTech começou a testar uma vacina na China, no último dia 5, em parceria com a empresa chinesa Fosun. Cerca de 70 pacientes já receberam as primeiras doses. A imunização, chamada de BNT162b1, é uma das quatro vacinas contra a covid-19 que a BioNTech está desenvolvendo.

Outra candidata, a BNT162b2, também da BioNTech, alcançou a fase 3. Os testes estão sendo conduzidos pela BioNTech e a Pfizer. A BioNTech começou a trabalhar na formulação de imunizações para a covid-19 em janeiro, logo depois do aumento do número de casos na China. Cerca de 400 funcionários da empresa têm se dedicado às pesquisas.

A BiotNTech está desenvolvendo vacinas com base na utilização do RNA do vírus, que leva as células do corpo humano a produzir proteínas com capacidade de combater a covid-19. Outra empresa alemã de biotecnologia, a CureVac, vem investindo na mesma metodologias de imunização. A companhia recebeu investimentos da ordem de 80 milhões de euros da Comissão Europeia em abril. Ambas empresas são apoiadas pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Outros laboratórios na Alemanha e o próprio Instituto Robert Koch vem trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. No mundo todo, já há mais de 20 milhões de casos registrados de coronavírus — Estados Unidos, Brasil e Índia lideram o ranking, com metade do número de casos. A Alemanha conseguiu diminuir a curva de crescimento da doença e hoje registra menos de 22.250 mil pessoas infectadas pelo vírus.

 

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

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