A mediana das previsões da pesquisa Firmus, realizada pelo Banco Central, para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 diminuiu de 4,20% para 4,00%. Para 2027, a previsão se manteve em 4,00%. Esses valores estão abaixo do limite máximo da meta de inflação, que é de 4,50%.
Os dados foram coletados no primeiro trimestre de 2026, com divulgação feita pelo Banco Central em 30 de março. A coleta aconteceu entre os dias 9 e 27 de fevereiro, antes do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Participaram da pesquisa 309 empresas, que responderam também em uma coleta anterior feita entre 10 e 28 de novembro do ano anterior.
A pesquisa Firmus busca entender a percepção das empresas não financeiras sobre as condições do mercado e os fatores econômicos que influenciam suas decisões.
Para 2028, as empresas esperam que o IPCA suba 3,8%, estimativa apresentada pela primeira vez nesta edição da Firmus.
Comparando com outras previsões, a série da Firmus indica inflação menor para 2026 e 2027. No boletim Focus mais recente, as medianas apontam aumento do IPCA de 4,31% em 2026, 3,84% em 2027 e 3,57% em 2028, mostrando uma diferença em relação à pesquisa Firmus.
PIB
A previsão da Firmus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 segue em 1,80%, com a mesma expectativa para 2027.
Já no boletim Focus, os números ficam em 1,85% para 2026 e 1,80% para 2027. Há um mês, os valores eram ligeiramente diferentes: 1,82% e 1,80%, respectivamente.
Câmbio
A mediana das expectativas da Firmus para a cotação do dólar daqui a seis meses diminuiu de R$ 5,50 para R$ 5,40.
Estadão Conteúdo.

