Dario Durigan, ministro da Fazenda, revelou que se o Banco de Brasília (BRB) for fechado, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) terá um prejuízo de 17 bilhões de reais, valor que os bancos associados ao fundo terão que cobrir. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele explicou que o governo federal sugeriu que o empréstimo que o Governo do Distrito Federal (GDF) fará ao FGC para ajudar o BRB seja garantido por um grupo formado por bancos públicos e privados, incluindo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
O valor desse empréstimo deve ser de 5 bilhões de reais, que corresponde a 16% da receita atual do Distrito Federal.
Durigan ressaltou que, segundo o Banco Central, o déficit para o FGC seria de 17 bilhões em caso de liquidação do BRB. Ele destacou que a melhor alternativa é o empréstimo, para reduzir as perdas dos bancos participantes.
Na terça-feira, representantes do governo federal e do Distrito Federal começaram a discutir um acordo para que bancos públicos e privados sejam garantidores desse empréstimo, sem envolvimento direto do governo federal.
Dario Durigan comentou que a proposta apresentada é a única saída viável para evitar um caminho complicado para o banco.
Ele também mencionou que parte da receita do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) pode ser usada como garantia complementar para a operação, e que esta possibilidade está em análise para ser confirmada em breve.
O Distrito Federal recebe fundos de participação de estados e municípios, que já estão sendo considerados como garantias. A avaliação do risco para confirmar se esses fundos são suficientes ainda está em andamento.
Subvenção ao diesel
Próximo ao fim do prazo para desoneração dos impostos federais, que termina em 31 de maio, Durigan informou que planeja anunciar uma subvenção para o diesel na próxima semana, possivelmente no valor de 0,35 reais por litro. No entanto, esse valor depende da cotação do petróleo Brent nos próximos dias.
Ele reforçou que é importante ajustar esse valor para proteger as contas públicas, devido à variação no preço do petróleo.
