HELENA SCHUSTER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também coordena a área econômica da campanha do presidente Lula (PT), declarou nesta quinta-feira (3) que embora a reforma da Previdência não esteja sendo debatida no momento, ela pode ser objeto de discussões em um futuro próximo.
Segundo Durigan, o assunto precisa ser tratado com calma, envolvendo empregadores e trabalhadores para encontrar soluções que garantam a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro. Ele destacou que o tema não está na agenda atual, mas não descartou a necessidade de ajustes futuros.
A fala de Dario Durigan ocorreu durante entrevista ao SBT News, na qual ele também comentou sobre a importância de controlar os gastos obrigatórios para conter a alta da dívida pública no Brasil.
Durigan ressaltou que a equipe econômica está empenhada em cumprir a meta de superávit primário para este ano, fixada em 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a R$ 34,3 bilhões, embora haja margem para que o resultado seja neutro conforme o arcabouço fiscal vigente.
Para 2027, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê superávit de 0,5% do PIB, com uma tolerância para 0,25% do PIB.
O ministro também destacou que governos do PT historicamente promovem reformas mais significativas, citando as reformas implementadas nos mandatos dos presidentes Dilma Rousseff e Lula, bem como a gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Essa declaração ocorre em meio à divulgação de uma proposta de reforma da Previdência feita por um grupo de especialistas liderado pelo economista Paulo Tafner, conhecido por sua participação nas reformas de 2019. Entre as sugestões, inclui-se a fixação da idade mínima de 67 anos para aposentadoria, tanto para homens quanto para mulheres, nas áreas urbanas e rurais, ajustes nas regras para auxílio por acidente de trabalho e mudanças nas contribuições de microempreendedores individuais (MEIs).
Por outro lado, o deputado Flávio Bolsonaro (PL) declarou recentemente que não considera necessário alterar as regras de aposentadoria ou o salário mínimo para realizar ajustes fiscais.
